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Crônicas Aforísticas

Um cavalo chamado “Heury”

Um cavalo chamado “Heury”

Deixe-me apresentá-los. É esse “cara” aí na foto embaixo. Inspirou-me na escrita do meu primeiro livro de Crônicas, hibernando dentro da gaveta da cômoda do meu quarto. É bom deixar claro que quem está hibernando é o livro, não o cavalo. Em merecida homenagem, o “Heury” virou capa! O ensaio, experimento literário, aconteceu nos anos de 2002 e 2003, debaixo da parreira ainda existente no meu quintal, da minha casa no Rio de Janeiro, que também existe. Os sabiás migraram temporariamente.

Uma pergunta é pertinente nesse contexto: Por que o livro Um cavalo chamado “Heury” foi enquadrado na classificação “Crônicas Aforísticas” dentro deste meu Blog? Porque as Crônicas, por natureza, são verdadeiros aforismos, razão pela qual revelam sentença, por vezes máxima enunciada em poucas palavras; apotegma – alguns aforismos denotam ditado, de sorte que pronunciamos posterior julgamento a cada interpretação dada, e isso é preponderante para o universo literário.

Com a humildade que me foi ensinada pelo cavalo “Heury” resta-me torcer para que esses meus escritos caiam nas graças de alguma pequena editora que se interessa ou se importa com também pequenos e desconhecidos candidatos a escritor. Enquanto isso, eu revirarei os meus empoeirados arquivos para ver se eu acho, com um pouco de sorte, uma fita de vídeo onde está registrada a reportagem que fiz sobre o “Heury” (com ele presente) e, consequentemente, do circo desmontado, no qual trabalhava em caráter de serviço escravo. Acreditem, em vida, o cavalo “Heury” foi por mim entrevistado! Em respeito ao equino, mantive o seu nome dentro de aspas. Caso encontre a mencionada fita prometo que a divulgo neste meu Blog com as devidas vênias e citações de direitos autorais, se for o caso.

Crônicas

O livro é composto por 30 Crônicas que vocês terão a oportunidade de lê-las daqui pra frente. Todos os Links estão embaixo, basta clicar em cima de 1ª Crônica, 2ª Crônica, 3ª Crônica, e assim por diante. Tomarei o cuidado de enumerá-las, visando facilitar tanto a leitura quanto o acompanhamento. Boa leitura. O importante é não perder nenhuma delas. A propósito, o meu filho mais velho, Rodrigo, foi o autor da mensagem programada (a ser inserida) na 1ª orelha do livro (sobras da capa de livro, as quais se dobram para dentro e podem ser impressas). Ele escreveu:

“Viajei para o Velho Mundo em outubro passado, e não tive a oportunidade de ler as suas últimas Crônicas. Verdade é que, do título ‘Mensagem deixada dentro da mala’, eu tomei conhecimento umas duas horas, talvez três, depois de ter desembarcado em Pisa, já na casa da tia Tânia, quando as minhas roupas arrumava no armário do vestíbulo e, surpreendentemente, lá estavam elas, as quatro páginas dobradas no meio das camisas. Jamais me passava pela cabeça que aquela carta, ou melhor, aquela comovente mensagem, fosse inserida no índice do seu livro. Pai, o que você fez foi pura maldade, deixando-a na mala. Confesso que todo o meu esforço, mental e físico, para não chorar, desabou por completo quando comecei a lê-la; e pude perceber, verdadeiramente, a desafiadora e dura realidade que iria enfrentar… Longe de vocês! O título, por sinal sugestivo, Um cavalo chamado ‘Heury’, é um forte apelo à leitura. Sem dúvida alguma, um convite irrecusável. De fato, eu dei boas risadas com ‘temas sérios’ e me emocionei com ‘assuntos banais’, dependendo, obviamente, do que queremos colocar dentro das aspas. Sou suspeito em falar, todavia, os maravilhosos títulos ‘Uma questão de Educação’, ‘O Jambeiro’, ‘O catador de papéis’, ‘Prisão sem grades, ‘A Renovação’ e ‘Livre-se do peso’, têm um significado especial para mim, porque, de certa forma, vivenciei diretamente algumas das fortes experiências por você abordadas, e percebo, claramente, que em outros cenários por demais semelhantes, comuns, provavelmente, a muitos outros leitores. É sempre gratificante podermos falar sobre isso, ainda que resguardemos alguns sentimentos. Coisa pessoal. A você meu querido pai, exemplo de vida, dedico todo o meu orgulho, respeito e a minha admiração. Sinto saudades! Pisa, Itália, novembro de 2003. Rodrigo Pontara”.

Dedico este livro à memória de meu pai. A tua falta me dói no peito.

Agradeço à minha família pelo estímulo e por ter acreditado na realização deste sonho. Meu maior tesouro, que trago guardado no coração.

 “O melhor autor – O melhor autor será aquele que tem vergonha de se tornar escritor”.

Friedrich Nietzsche

Índice

1ª Crônica – Palavras de amigo.

 – Um dia acordei.

 – Descascando batatas.

 – Menina Flor.

 – Prisão sem grades.

 – A Renovação.

 – Livre-se do peso.

 – Mensagem deixada dentro da mala.

 – A resposta.

 – A carta na íntegra.

 – A bela tarefa do pai.

 – Respondendo a carta do filho distante.

 – O Jambeiro.

 – O Catador de papéis.

 – A difícil tarefa de parar de escrever.

 – Meu gato foi envenenado.

 – Uma odisseia no Supermercado – 1ª parte.

 – Uma odisseia no Supermercado – 2ª parte.

 – De volta pra casa – 1ª parte.

 – De volta pra casa – 2ª parte.

 – O Devasso – 1ª parte.

 – O Devasso – 2ª parte.

 – O Devasso – 3ª parte.

 – O Devasso – 4ª e última parte.

 – Reflexões na sentina.

 – Mestre das reflexões.

27ª Crônica – A escolha certa.

 – Bodas de Pérola.

 – Canalhas também comemoram Bodas.

 – A verdadeira história do “Heury”.

Nota: Clique nos Links para ler as Crônicas.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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