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Política

Independência ou… Morte?

Independência ou… Morte?

Vocês leram a matéria « Eu posso abrir a boca? Quem não a leu eu recomendo que leia o restante do texto. Pois é, eu a escrevi num sábado, 04 de setembro de 2021, 22h20min. Resolvi publicá-la na terça-feira, 07 de setembro de 2021, Dia da Independência do Brasil, comemoração dos seus 199 anos. No primeiro parágrafo eu disse o seguinte: “Eu faço questão de registrar essa data, dia, mês, ano e horário – sabendo exatamente o porquê. Escrevo diretamente da cidade de Vila Velha, Espírito Santo, uma das 27 Unidades Federativas do Brasil, localizada na Região Sudeste. Com uma área de 46.096 km² é o 4º menor Estado do Brasil, maior territorialmente, apenas, que Sergipe, Alagoas e Rio de Janeiro. A população do Espírito Santo é de aproximadamente 4.108.508 habitantes – dentro deste número eu me encontro, assim como minha mulher, meus dois filhos e as duas noras. Os netos se negam a nascer”.

Da cidade de Vila Velha saiu um imenso contingente de pessoas com destino à Capital Vitória nesse dia da Independência, destinadas a uma missão determinada, a de manifestar pela liberdade como valor supremo, como ideal legítimo. Todo o cidadão tem esse direito assegurado na Constituição Federal segundo o Art. 5º. XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. Essas pessoas caminharam pela Terceira Ponte sobre a Baía de Vitória e foram se juntar a outras dezenas de milhares de manifestantes na Praça do Papa, na capital Vitória. Uma manifestação grandiosa, pacífica, sem precedentes, que a “mídia tradicional” se negou a ver com as suas lentes seletivas. Dez por cento (10%) da população do Espírito Santo ocuparam importantes espaços dos seus 78 municípios nas manifestações do Dia 7 de setembro, mas a imprensa não viu, e ainda as rotulou como “Atos antidemocráticos”, hostis à Democracia.  

Os usuários interativos da rede internacional Internet, conhecidos como internautas, têm usado as redes sociais do século XXI como plataforma de ocupação do “espaço vazio” deixado pela imprensa tradicional, que hoje tenta ganhar a vida de prostituta com a divulgação de informações de péssima qualidade, colocando-se a serviço de forças ocultas. Os consumidores de Internet se encarregam de escrever os fatos segundo suas interpretações pessoais, com cortes pontuais, com maquiagens assustadoras, com viés político-ideológico, com a faca nos dentes e sangue nos olhos. A imprensa oficial como conhecemos se prostrou (lançando-se ao chão em postura de súplica ou adoração) diante do insólito, vendeu a alma ao Diabo e apostou todas as suas fichas num poder que não lhe cabe. Quem a imprensa oficial de hoje serve a destruirá amanhã sem piedade alguma.

A liberdade é o bem mais precioso do cidadão, pólo garantidor do seu grau de independência. No Estado Democrático de Direito a soberania popular é fundamental para a salvaguarda da ordem constitucional, onde são eleitos os conjuntos de direitos reconhecidos aos indivíduos pelo Estado – deveria ser assim. As autoridades políticas e outras legalmente constituídas precisam entender de uma vez por todas que todos os cidadãos deste país têm o poder de exercer a sua vontade dentro dos limites que as Leis lhes facultam. Por outro lado, nunca é demais lembrar o enunciado da Terceira Lei de Newton (Princípio da Ação e Reação) que é descrito da seguinte forma: “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade; as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos”. Dentro da sua sabedoria o povo está pondo em prática a Terceira Lei de Isaac Newton, de modo que para toda a “ação imposta” haverá sempre uma reação voluntária na direção contrária, não necessariamente na mesma proporção de força que a motivou.

Confesso certo receio de escrever o que penso, principalmente agora que a profissão de jornalista está tão em baixa, reduzida a nível inferior, de modo que não se exige qualificação, basta exercer a função segundo espectro político de esquerda, cujo manual disponibilizado por organismos nada republicanos, sobretudo pela “velha imprensa”. O compromisso com a verdade dos fatos, a missão de divulgar notícias isentas de cargas ideológicas, a responsabilidade pela formação de juízos de valor mediante a preservação da informação de origem, tudo isso é mera historinha pra boi dormir. Pavões emplumados com microfone nas mãos e redatores de ocasião – geralmente analfabetos funcionais – têm feito um estrago danado na ordem constitucional e abalado as Instituições no Brasil. Até quando?

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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