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Política

1º Comunicado ao Exército Brasileiro

1O cenário político, agravado pela crise econômica e pelos desdobramentos da Operação Lava-Jato, se desenha preocupante. Por conta e em função dos fatos, as manifestações previstas para acontecerem na sexta-feira, 13/03/2015, ‘Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos da Classe Trabalhadora’, e no domingo próximo, 15, ‘Pelo Impeachment da presidente Dilma Rousseff’, podem recrudescer os sentimentos da população, vindo a inflamar os ânimos, com consequências imprevisíveis. A primeira manifestação, classificada como governista – com o apoio do PT, CUT, MST e UNE –, sai em defesa da presidente, da Petrobras, da Democracia, da Reforma Política, Contra o Retrocesso (?). A segunda manifestação, do dia 15, organizada há mais tempo pelos oposicionistas ao governo, traz como mote o processo de Impeachment. Duas correntes de pensamento defendendo pontos distintos, e, o que se prevê são radicalizações, confrontos, depredações, violência, truculência policial, gente ferida, mortes, e, no final, um desastroso balanço. Os protestos ocorridos em 438 cidades brasileiras em 2013, nos meses de junho e julho, também conhecidos como “Manifestações dos 20 centavos”, dão a exata dimensão do que poderá acontecer daqui a dois e quatro dias. As manifestações de rua são canais de comunicação donde os cidadãos demonstram a sua indignação e insatisfação por tudo de errado que está acontecendo no país. Estamos chegando ao ápice da revolta das massas, o que nos preocupa bastante pelo eventual descontrole.

O governo federal, sob a égide do PT, foge da responsabilidade pelos problemas criados por ele próprio e ainda convoca os cidadãos para pagar a conta dos prejuízos que causou. O Brasil está correndo iminente perigo e o seu povo está irremediavelmente desprotegido. As garras do poder constituído se armam para dar o bote derradeiro na tentativa de alcançar a salvação, talvez o seu último ato nesse momento de desespero. Quando o “chão político” começa a sofrer rachaduras pelo efeito terremoto, forças ocultas se manifestam na clandestinidade e cooptam os verdadeiros inimigos da nação. A caldeira social atinge rapidamente a temperatura máxima e está prestes a explodir jogando muita gente para os ares. A Operação Lava-Jato, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal, está expondo as vísceras do poder, as mazelas dos sistemas de governo. O juiz federal Sergio Moro vem realizando um brilhante trabalho, a rigor, cumpre o seu papel constitucional; assim como o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, às vésperas de apresentar a primeira lista com os nomes dos políticos a serem investigados, sofreu contundentes ameaças de morte, o juiz Sergio Moro também não está a salvo de emboscadas. Vivemos numa “Ditadura Branca”, num Regime de Exceção, no qual o PT estabeleceu a sua forma ditatorial de governar.

Causas e consequências transformam-se em barris de pólvora, o descrédito na Justiça pode acender o pavio. O povo brasileiro não suporta mais tanta desfaçatez, tanta falta de vergonha. A crise bate à nossa porta, nem dentro de casa estamos livres de ataques, portanto, somos alvos fáceis de grupos sediciosos, insurgentes, que doravante não terão limites para agir e praticar crimes de mando. O Brasil dividido coloca nas ruas as suas duas faces, de um lado, aqueles que defendem com unhas e dentes o “desgoverno”, e do outro lado, aqueles que exigem ética pública do governo, transparência nos seus atos, respeito à Constituição e a salvaguarda do Estado Democrático de Direito. A corrupção no Brasil, sistêmica e endêmica, que vem corroendo sistematicamente o Estado Brasileiro, virou dever de ofício dos políticos, afins e asseclas, mas esta não é a cultura que queremos ver perpetuada na República. Órfãos do patriotismo certamente irão se digladiar nas ruas, nas praças, nos becos, sob viadutos, dentro de prédios públicos; sangue derramado de ambos os lados sujará as roupas; pessoas em pânico; hospitais de prontidão; necrotérios lotados. Essa não é uma teoria da conspiração. O bem e o mal em conflito sem hora marcada – não haverá vencedores nem perdedores nesta luta insana. O Brasil mais uma vez exposto à opinião internacional. Ainda que digamos que jamais nos subjugaremos a sistemas corrompidos, não podemos fazer muita coisa diante da grande ameaça que se aproxima, real, incisiva, mordaz. O Exército precisa ficar de prontidão e intervir se preciso for para salvar a Pátria daqueles que a querem destruir. Quantos brasileiros precisam morrer para que o país mude de fato?

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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