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A difícil tarefa de ser simples – 1ª parte

A difícil tarefa de ser simples – 1ª parte

Será que estou complicando demais? Esta pergunta deveríamos fazer a nós próprios antes ou no desenrolar das atividades. Tornar difícil à compreensão não traz resultados práticos. Certa vez um amigo me chamou a atenção para o fato de empregar nos meus artigos palavras pouco ou quase nada inteligíveis. Disse ele: “Quando me deparo com uma palavra cujo significado eu não entendo com facilidade não recorro ao dicionário, simplesmente perco o interesse pela leitura”. Outras pessoas já haviam feito a mesma observação antes. Pode até haver uma razão lógica nisso, mas, não querendo me defender dos ataques à observância da Gramática Normativa, sobretudo da ortografia, como humilde defensor da metacrítica, direi alguma coisa. É, eu acho que, de certa forma, os comentários dos meus amigos leitores procedem porque, num rápido exemplo, não deveria ter empregado a palavra “metacrítica” neste parágrafo, sem antes ter explicado que é “a crítica que se faz da crítica de uma obra”. Não preciso entender de partitura para gostar de música. Por que gostamos de música estrangeira se não entendemos a letra? Difícil responder, mas damos palpites dos mais variados. Nessa perspectiva, o importante no processo de comunicação é atingir o objetivo, ou seja, o Comportamento Respondente.

Assim como aprendemos na escola que a menor distância entre dois pontos é uma linha reta, na comunicação entre pessoas deva-se empregar uma linguagem direta, ou seja, uma construção textual que as levem ao entendimento da mensagem transmitida, ainda que nos seus diferentes graus de complexidade – esse é o ideal. A compreensão não é universal, ela é segmentada e parcial, por isso, algumas pessoas não estão entendendo o que escrevo. Eu tenho a minha maneira particular de escrever, de exprimir o meu pensamento – isso é estilo. A construção textual independe da escolha de tema e o título é consequência dele. Ambos são fatores. Através dos sistemas de escrita criamos a nossa identidade de comunicação. Para construir um texto exige-se um raciocínio ordenado, é aquela coisa de início, meio e fim, dando sentido à interpretação, que por sua vez assume diferentes formas. Então, como você lida diretamente com comentários críticos modificados, tem que nivelar por baixo a maneira de se comunicar sem perder a qualidade. Como proceder, todavia, com o público mais exigente? Explorando as especificidades, fatores inerentes à qualidade. Como regra, do escritor-comunicador exige-se a competência para produzir textos específicos, particulares, segundo o entendimento do assunto demonstrado na outra ponta.

A dificuldade de comunicação e a facilidade de expressão não se manifestam o tempo todo – o emissor tem que estar preparado e o receptor nem sempre. A pessoa pensa uma coisa, fala outra coisa e escreve outra coisa; assim ela também lê uma coisa, entende outra coisa e comenta outra coisa. Esse processo é veloz e de difícil acompanhamento. Para se ter o pleno domínio de determinados assuntos a realização de pesquisas é muito importante, assim como a coleta seletiva de informações junto a fontes apropriadas indispensável. Clareza, sentido, coesão, justaposição, coerência e organização são fundamentos da construção textual, e nela não se admite ideias desconexas – frases soltas são permitidas desde que indispensáveis no cenário literário, citações, por exemplo. Por critério autoral, certas matérias deixam de revelar, digamos, uma “transparente objetividade”, de sorte que cada qual dará a interpretação que melhor lhe aprouver. Teses desenvolvidas num enredo patenteado, condição essa que deve ser respeitada. Diante de tentativas, ninguém jamais conseguirá revelar, na sua essência, as mensagens que um pintor inseriu nos seus quadros quando os pintou. Nessa perspectiva, dos observadores das obras exigir-se-á um pouco mais de talento quando formularem seu juízo de valor baseado num ponto de vista pessoal.

Frase do dia:

“Não tenha preguiça de pensar. A preguiça é um dos sete pecados capitais segundo a Igreja Católica. Para o leitor, a preguiça de pensar é o primeiro pecado”.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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