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A difícil tarefa de ser simples – 2ª parte

A difícil tarefa de ser simples – 2ª parte

O problema é do escritor ou dos leitores? Até as mais compreensíveis escritas têm a sua leitura interrompida porque os leitores não estão conseguindo interpretá-las e observe-se que não são poucos os livros deixados de lado antes de se chegar à última página, ou talvez nem comecem a ser lidos, mesmo que os temas sejam interessantes e tenham tudo para prender a atenção. Se a pessoa não tem o hábito de ler toda a leitura é desinteressante, é chata, monótona. Esse deve ser o principal motivo das críticas infundadas. O que tenho verificado é um número significativo de pessoas com preguiça mental, não querem dar-se ao trabalho de mergulhar na “história contada” e dela extrair informação, compreensão dos fatos – aplicáveis ao seu dia-a-dia. Ler automaticamente é obrigação, fora de ambientes propícios e concentração na leitura desafio. Por outro lado, se não conseguimos transmitir uma ideia dificilmente os leitores chegarão à ideia central proposta. “Nem a arte nem a literatura têm de nos dar lições de moral. Somos nós que temos de nos salvar, e isso só é possível com uma postura de cidadania ética, ainda que isto possa soar antigo e anacrônico” – José Saramago (Prêmio Nobel de Literatura de 1998).

Ser simples não é tarefa difícil. As ideias são fruto da fluidez do raciocínio. Outra citação de José Saramago (16/11/1922 – 18/06/2010): “As ideias são apenas pedras postas a atravessar a corrente de um rio, se estão ali é para que possamos chegar à outra margem, a outra margem é o que importa”. Mensagem proferida e entendimento verificado; para que de fato isso ocorra os leitores, necessariamente, têm que possuir uma visão de mundo que lhes proporcione a capacidade de interpretação. A Língua Portuguesa é rica, completa, fantástica e flexível – a nossa identidade cultural. Sou do tempo em que as missas eram rezadas em Latim e o padre de frente para o altar e de costas para os católicos. Assisti a muitas delas e toda vez dizia à minha mãe que não estava entendendo nada do que o padre falava, era uma língua estranha. Minha mãe, devota de Nossa Senhora, sempre me respondia a mesma coisa, numa linguagem direta, clara e objetiva: “Meu filho, eu também não, mas, ajoelhe e reze”. Transcorridas quase seis décadas, concluo que não se deva ajoelhar e rezar toda vez que não entendemos algo. Do outro lado do rio, na outra margem, deve haver pedras.

Quando comecei a escrever coloquei na cabeça que estava escrevendo para mim mesmo e o que escrevia não iria chegar ao conhecimento das pessoas. Tal comportamento mudou na medida em que se formou um público (que passou a ser alvo) interessado no que escrevia. A partir da fundação deste meu Blog (fevereiro de 2012) percebi a necessidade de segmentar a publicação dos artigos por Categorias específicas segundo graus de interesse, portanto, a leitura seguiu o mesmo direcionamento. A princípio, a estatística quantitativa de acessos não era mais importante do que a minha preocupação com a relativa qualidade dos textos. Assim pensava. Tudo aconteceu naturalmente e à medida do aumento das publicações o número de leitores aumentava em progressão geométrica. Os retornos dos leitores, em forma de breves comentários, foram satisfatórios. O estilo da escrita acompanhou a tendência dos temas, ou seja, a linguagem empregada na Categoria Esportes foi uma, na Categoria Religião outra, na Categoria Política outra, e assim por diante. Um fenômeno interessante: os leitores quando lêem o que gostam têm mais facilidade de julgar fácil o entendimento das matérias (não é regra). Colocar prazer na leitura é determinante para se estabelecer o feedback, realimentando o processo da comunicação.

Frase do dia:

“As palavras têm os seus significados, descubra-os”.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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