A política é a arte do convencimento.
Sexta parte
Os indigentes culturais e os analfabetos de um modo geral, ainda que funcionais, são facilmente “convencidos”, independentemente da coisa (ideia imposta), por serem dotados de uma quantidade ínfima de neurônios em relativo funcionamento. A maioria “pensa” com os neurônios existentes no sistema digestivo humano. Daí aquela tradicional frase: “Você está pensando com a barriga!”.
Já os que possuem entre 86 e 100 bilhões de neurônios no cérebro em pleno funcionamento, jamais se deixam dominar facilmente, porque, além de terem uma particular visão de mundo, estão preparados para discernir, distinguir com clareza, compreender os fatos, sentir a diferença entre o certo e o errado, julgar com bom senso.
Quase todos os animais têm neurônios, inclusive as bestas quadradas, tarefa árdua é quantificá-los com precisão. Não é difícil saber qual classe de pessoas os políticos gostam de usar como massa de manobra. Os animais estão descartados, se bem que os políticos nos enxergam como uma burrama, ou seja, uma grande quantidade de burros, muitos deles amestrados, ou domesticados, com comportamentos dóceis. Fato é que a “ignorância” se sobrepõe a todos, sejam indigentes culturais, analfabetos totais, analfabetos funcionais, sejam os que se julgam inteligentes. É bom que se diga que a ignorância é a falta (ausência total ou parcial) de conhecimento. Todos são ignorantes em algum assunto. Tiro por mim, eu não sou obrigado a saber tudo, salvo a IA, ou AI, como queiram. O Planeta Terra, em especial o Brasil, vive a síndrome da estupidez coletiva, um fenômeno que nos faz agir contra a própria lógica ou recusar fatos gritantes. Como explicar a falta de capacidade, a falta de vontade para aprender, a preguiça para raciocinar, o desinteresse geral?
O exercício da política, está presente em nossas vidas desde o nascimento, a partir do momento da abertura dos olhos. Chorar para abrir os olhos, chorar para respirar, chorar de dor, berrar de fome, enfim, isso é “fazer política”, sempre haverá pretexto para se conseguir algo. O aperfeiçoamento das estratégias vem com o passar do tempo. Passados os anos, aprendemos a chorar sem motivos, a reclamar de tudo, a discutir sem razão, a julgar sem tribunal, a não ouvir e falar mais. Sorria, estamos sendo filmados. A política cresce nessas perspectivas, à luz do comportamento frágil das pessoas. Não evoluímos, não fazemos questão. O ponto de vista se perde no horizonte que não existe.
Continua na Sétima parte…
Augusto Avlis
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