A política é a arte do convencimento.
Sétima parte
Começo esta matéria fazendo alusão a uma frase atribuída ao fundador do Império Mongol, Gengis Khan. Na verdade é um aforismo.
“Eu sou o castigo de Deus. Se vocês não tivessem cometido grandes pecados, Deus não teria enviado sobre vocês um castigo como eu.”
Seria Alexandre de Moraes um novo “castigo divino” lançado aos brasileiros? A rigor, ninguém deveria tão somente partir de pressupostos e sim de convicções firmadas. Por vezes, as premissas lógicas e os requisitos legais, de forma premeditada, deixam de ser considerados. Mentiras têm agregado valor aos discursos, enquanto as verdades têm gerado dúvidas e questionamentos. Contudo, o “novo castigo divino” está aí, encarnado, em plena atividade. A espiritualidade tem demonstrado que nós estamos mergulhados numa profunda anomalia institucional. O desvio de regras em direção a padrões nada republicanos reforça a tese da tomada de poder, transformando os pleitos eleitorais em festas populares sem direito a bolo e refrigerante. A busca por significados parou, foi interrompida, de joelhos permanecemos.
Perdemos a essência das coisas, em paralelo, a própria consciência. Os indigentes culturais de “raiz”, e afins, morreram, o princípio da hereditariedade foi enterrado junto. Antigamente, pai analfabeto, filho analfabeto. Os atuais idiotas o são por vontade própria, voluntariedade assistida. Seriam vítimas deles próprios? De nada adianta transferir a culpa. De volta à questão dos neurônios, ou falta deles, no caso concreto, também não podemos responsabilizá-los, os neurônios, pelo fato de não conseguirem mais processar e transferir os impulsos elétricos e químicos pelo corpo, ainda que essas células formem a base do sistema nervoso, permitindo que a gente pense, reflita, sinta, se mexa e, sobretudo, controle praticamente todas as funções. No meio dos absurdos, incrivelmente, há quem consiga sair ileso.
Gama significativa de falsos intelectuais coloca em xeque os meios eletrônicos de comunicação e barbarizam os internautas, da mesma forma que o cliente reclama do português que colocou pouca manteiga no pão; da média com pouco leite não. Simples assim. Os problemas transcendem qualquer tentativa de resolvê-los. Sem expectativa de futuro, decretamos a morte da esperança. Infelizmente, com a falência dos processos educacionais, não há muito o que fazer, senão torcer que esta geração passe rápido, e venha outra com diferente modo de ver as coisas e com capacidade de analisar corretamente os fatos, as situações e as circunstâncias. Sem isso, os planos de vida ficam sobremaneira comprometidos. Quem se arrisca a se apresentar como líder?
Continua na Oitava e última parte…
Augusto Avlis
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