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Política

A política é a arte do convencimento. Oitava e última parte

A política é a arte do convencimento.

Oitava e última parte

Começo esta matéria fazendo alusão a uma frase atribuída ao fundador do Império Mongol, Gengis Khan. Na verdade é um aforismo.  

“Conquistar o mundo a cavalo é fácil; o difícil é desmontar e governar.”

Dedico esta frase ao atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2023 para exercer o seu terceiro mandato presidencial. Como presidente da República, a sua história começou no primeiro mandato, de 2003 a 2006, e depois continuada pela reeleição, de 2007 a 2010. O seu 3º mandato terminará em 31 de dezembro de 2026 (???). Metaforicamente, podemos aduzir que Lula tentou conquistar o Brasil montado nas costas dos brasileiros; acreditou que seria uma tarefa fácil. No 3º mandato foi obrigado pelo dono da cocheira a desmontar, a sair de cima das costas dos pobres coitados, e provar a sua competência a frente da gestão pública. Lula provou por a + b que não sabia governar, como nunca soube, apenas ratificou a sua aptidão para roubar, literalmente. Ladrão confesso. Mais esclarecidos, os animais humanos de carga passaram a cobrar um preço justo pelo serviço, obrigando o Partido dos Trabalhadores a arranjar outro tipo de transporte terrestre para Lula.  

O PT está fazendo de tudo para encontrar novos cavalos para que Lula faça montaria, mas está encontrando muita dificuldade de achá-los, cavalos de raça que sustentem enorme peso, e já pensa em colocar à disposição do Lula outro mamífero perissodáctilo da família Equidae, cujo nome popular é jumento, jegue, jerico, burro ou asno-doméstico. Espécies em abundância no território nacional, sobretudo no Norte-Nordeste. O impressionante é que toda a família Equidae têm o poder do “voto secreto”, dando aval para que Lula volte pela quarta vez à “cena do crime”. Deus nos livre! O ano de 2026 ainda não terminou, de modo que poderemos ter surpresas. Sem profecias!

Saindo do campo filosófico, voltemos à nossa triste realidade. O 4º mandato do Lula seria o derradeiro “castigo divino”? Digamos que os três mandatos anteriores também foram de punições, decretação de pena capital a todos que cometeram o grande erro de votar no “nove dedos”. De igual forma, os que não votaram foram obrigados a pagar penitência na mesma amplitude do sofrimento. O PT preparou o terreno para o plantio do caos. Lula tem dito que chegou a hora da “colêta”. Só se for de tempestades. Os brasileiros, de um modo geral, têm sentido dores espirituais constantes, por isso, clamam por salvação, ocorrendo a mudança de mentalidade em relação aos males cometidos no passado. As pessoas cansaram de ver o leite derramado.

Entrando no campo técnico, reforço a minha tese: “Toda a pesquisa, sobretudo a eleitoral, pode ser comparada ao biquíni da mulher; mostra tudo, menos aquilo que a gente quer ver.” Na matemática não cabem interpretações meramente discursivas, e sim uma análise de resultados concretos. De nada adianta projetar tendências, uma vez que os brasileiros não lembram o que comeram no dia anterior. Do outro lado, a matemática, uma ciência fantástica, inquestionável, é capaz, com exatidão, de demonstrar e/ou comprovar “operações inexatas”. Haja visto a vitória nas urnas de candidatos subavaliados nas pesquisas eleitorais. Na prática, interpretações meramente discursivas não valem absolutamente nada, senão confundir a cabeça dos eleitores.

Na política, as coisas não funcionam com o emprego de matemática. A mistura da semântica com metáforas produz expressividade, mexendo com o imaginário das pessoas. Com a fé pública desqualificada na origem, os políticos ardis proferem mentiras de toda ordem; os ambientes são criados com dúbias intenções. A ignorância escraviza! Verdade seja dita, não, só pensada, por enquanto. Em tempos de eleições, artífices da reconstrução de obras inacabadas roubam a cena. Sistematicamente, inaugurações do ‘nada’ têm acontecido por diversos cantos do país. O exercício da política made in Brazil não exige Certificação de Qualidade – ISO (International Organization for Standardization).

Sem padronização, temos a disfuncionalidade da Coisa pública (res publica). Esse é um fato concreto. A política é a arte do convencimento, ou a habilidade para se conquistar apoio? Os atuais donos do poder não precisam fazer muita força para convencer os idiotas de plantão ou boa parte da população de analfabetos funcionais, e outros, que se colocam na condição de úteis ao sistema. Veja a disfunção. Volto a dizer que o exercício da política brasileira não é para amadores, é para mafiosos, ou malucos! Em tempos de paz os estrategistas se preparam para a guerra! No Brasil, em tempos de eleições, o culto ao absurdo volta à moda, independente da situação.

Conforme podemos observar, tudo nessa vida é política; política da boa vizinhança, política no ambiente de trabalho, política na relação com familiares e amigos, enfim, seja com quem for. A diferença está em como exercê-la. Fazer política, bem feita, não é para qualquer um que queira pô-la em prática. Existem regras estabelecidas e valores que têm que ser respeitados. Requer mais do que vontade pessoal – ou de grupo –, a experiência conta, e muito. Deixar passarinhos presos em gaiolas sujas, ou simplesmente soltá-los, para algumas pessoas, as duas coisas não significam nada, prisão e liberdade, na medida em que se negam a ouvir os seus cantos.

Ser conservador, hoje significa conservar a própria vida, a pouca liberdade que ainda temos para ficar com meia boca aberta. Também, conservar o que é velho e fora de uso acho que não é uma boa ideia. Este conceito não só é aplicável no Brasil atual como no restante do mundo. Filosofia barata? Não sei. A verdade é que significativa parte da humanidade está se tornando “vítima” de si própria ao insistir na vitimização, que lhe outorga a condição de “coitada”, e lhe confere o direito de culpar fatores externos por seus problemas. Lula e os seus asseclas culpam as guerras internacionais pelo mau desempenho da economia brasileira. Há quem acredite. Transferir responsabilidades o Lula sabe fazer muito bem. Sorte que a vitimização é um sentimento amovível, deixa de ser permanente pela evolução natural através do conhecimento. Esperar que algum pássaro da paz abra as suas asas sobre nós ainda é um sonho muito distante. A síndrome do ninho vazio pode estar voltando! A esquerda terrorista que habita boa parte do mundo está mobilizada.

Se Deus assim permitir, Lula não será reeleito, para o bem e liberdade dos filhos desta Terra chamada Brasil.

“Há pessoas que passam na nossa vida e deixam marcas. Outras passam e deixam meias usadas e brincos”.

Gengis Khan

Tal pensamento permite incluir: Lula deixará o maior rombo fiscal da história e uma desgraçada herança. Temos que resistir!

“Se você tem medo não o faça, se você o está fazendo não tenha medo!”

“A força de uma muralha não é maior nem menor do que a coragem dos homens que a defendem.”

Gengis Khan

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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