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Política

Livro de cabeceira

Livro de cabeceira

Todos nós deveríamos ter um livro de cabeceira, que muito bem poderíamos chamá-lo de “amigo de estimação”. Poucas são aquelas pessoas que mantém este hábito, o da leitura saudável contida em livros feitos de papel tipográfico, com o copyright protegido. O que vemos (e temos) sobre as cabeceiras das nossas camas, e em todos os cantos da casa, são gerações de redes móveis de celulares, desde 3G até 5G, lembrando que as gerações 1G e 2G foram descartadas pelos usuários. Estamos na era da “substituição”. Era inevitável a chegada das “Gerações de Tecnologia Móvel”, Smartphones, com Internet de ultravelocidade, vídeos em HD, redes sociais e jogos online, suporte para Internet of Things, Internet das Coisas (IoT). O quê aconteceu? Perdemos a conexão com a verdadeira leitura que nos conduzia aos sonhos, à imaginação (fértil), bálsamo para o descanso da alma e o bom despertar. Adeus aos livros feitos de papel tipográfico, com cheiro de gráfica.

Os Celulares 6G (Sexta Geração), com previsão de lançamento comercial até 2030, trarão consigo a Inteligência Artificial nativa e a Integração Total entre o mundo físico que conhecemos e o mundo digital, que julgamos conhecer! Será o fim do nosso “período fértil”, quando ainda tínhamos a capacidade de produzir por conta própria, manter qualidade produtiva, usar de intelectualidade. Deixará de existir o “direito legal exclusivo”, sobretudo criações originais de autores. Simulações feitas por softwares de computadores escondendo realidades, uma espécie de “controle social” representativo, a ilusão implícita e a disfarçada perda da liberdade humana. O que o filme Matriz nos passava, o sentido da Matriz. Leia-se: Prisão virtual – Um programa criado por máquinas para manter os humanos dormindo enquanto usam seus corpos como energia; Controle invisível – O sistema de regras, rotinas e distrações do dia a dia que cega as pessoas para a verdade do mundo;  Metáfora filosófica – Uma releitura moderna do Mito da Caverna de Platão, onde a sombra projetada na parede parece ser o único mundo real.

Visão geral criada por IA, que vai além. A lógica central de Matrix gira em torno de uma simulação virtual: a humanidade foi dominada por máquinas inteligentes que usam os corpos humanos como fonte de energia, mantendo a mente de todos presa em uma ilusão realista do final do século XX. Entramos na era dos símbolos? O ignorante não o é por bom ou mau sentido de interpretação; os indivíduos não serão desconhecedores dos fatos por simples escolha ou opção compartilhada. Tudo será “imposto” na virtualidade. Ainda bem que a minha geração não acabou, ainda está por aqui enchendo o saco! Eu, pelo menos, encaro a dura realidade e não vivo uma vida de mentiras que me deixariam mais confortável. Não sou ignorante, graças ao meu bom Deus!

Eu possuo vários livros de cabeceira, chamo-os de “amigos de estimação”. Minha mulher pede para que eu suma com eles porque dá trabalho para sacudir a poeira. Um desses livros tem como título “pornopolítica paixões e taras na vida brasileira” (tudo com letra minúscula), autoria de Arnaldo Jabor. Copyright 2006 by Arnaldo Jabor. Todos os direitos desta edição reservados à EDITORA OBJETIVA LTDA –  234 páginas. Recomendo a leitura.

Pedindo a devida licença à EDITORA OBJETIVA, reproduzirei abaixo os três últimos parágrafos do artigo Maldita seja a pornopolítica, página 230 usque 231.

“Se eles prevalecerem, voltará o dragão da Inflação, com sete cabeças e dez chifres e sete coroas em cada cabeça, e a prostituta do Atraso virá montada nele, berrando todas as blasfêmias, vestida de vermelho, segurando uma taça cheia de abominações e de suas fornicações, e ela, a besta do Atraso, estará bêbada com o sangue dos pobres e em sua testa estará escrito: Mãe de todas as meretrizes e Mãe de todos os ladrões que paralisam nosso país.

Só nos resta isso: maldizer.

Portanto: que a peste negra vos devore a alma, políticos canalhas, que vossos cabelos com brilhantina vos cubram de uma gosma repulsiva, que vossas gravatas bregas vos enforquem, que os arcanjos vos exterminem para sempre!”.

In verbis. Amigos leitores, vocês podem fazer conexão com a verdadeira leitura e colocar no excerto acima os nomes dos políticos que vocês odeiam e gostariam que os arcanjos os exterminassem para sempre da política brasileira. A semente do mal não pode germinar! Bem-vindos os livros feitos de papel tipográfico, com cheiro de gráfica. O Sistema vigente ainda não se transformou em ‘incendiário”. O livro “pornopolítica paixões e taras na vida brasileira” permanece nas prateleiras das livrarias.

Augusto Avlis

Post Scriptum – Arnaldo Jabor foi um destacado cineasta, jornalista e cronista brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 1940 e morreu em São Paulo em 2022. Ele foi uma das principais figuras do Cinema Novo e como comentarista político e cultural de marcante presença na televisão (Globo) e na imprensa escrita. Arnaldo Jabor faleceu com 81 anos, no dia 15 de fevereiro de 2022, em São Paulo, no Hospital Hospital Sírio-Libanês. Arnaldo Jabor teve complicações em razão de um AVC – Acidente Vascular Cerebral.   

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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