>
Você está lendo...
Política

Mazelas

Mazelas

Hoje, 5 de agosto de 2026, por volta das 06:00 horas da manhã, eu vi um pombo com dificuldade para caminhar no chão usando apenas uma pata; a outra deve ter sido arrancada por algum gato, por pedrada, por doença. Sei lá! O fato é que, ao caminhar, o pombo balança a cabeça para a frente e para trás de maneira ritmada para estabilizar a sua visão em face de o ambiente onde se encontra, e, desse modo, tomar as suas decisões. O balançar da sua cabeça estava nitidamente prejudicado em razão da falta de uma das pernas. Foi a primeira vez que eu vi um pombo perneta; imaginem a cena. Eu sei que todo pássaro dorme sobre uma perna só, a outra ele recolhe justamente para não perdê-la; com uma só ele consegue alçar voo para nova jornada. O pombo perneta comeu um pedaço de pão dormido que eu joguei pela janela da cozinha, agradeceu ao olhar para cima e depois voou. Nunca mais eu o vi, e não posso afirmar se ele perdeu a segunda perna!

Mas, o que essa história tem a ver com o tema principal, Mazelas? Tem tudo a ver. O coitado do pombo estava amargando um grave defeito físico motivado por uma eventual agressão, por uma espécie de doença específica, talvez por uma pequena ferida que causou necrose e amputação espontânea, enfim, seja como for, o pombo perneta carrega consigo enorme mazela, ainda que não saiba identificá-la como tal. A natureza é sábia.

Indistintamente, todos nós, animais pensantes, pertencentes ao reino Animalia, também sofremos algum tipo de mazela, de menor ou maior intensidade. O Edmundo, ex jogador de futebol, era um “animal” diferente. Biologicamente, os demais seres humanos estão inseridos na cadeia evolutiva. Deveríamos parar e pensar sobre isso. As sociedades passam por enormes problemas sociais; isso é terrível mazela. Os políticos demonstram faltas morais; isso é indiscutível mazela. Classes populacionais estão enquadradas em situações de profunda pobreza; isso é real mazela. São chagas abertas no corpo e na alma, feridas sem cura aparente espalhadas feito folhas ao vento, dores, aflições, desgostos, falta de esperança. Que vida é essa meu Deus? Por que os políticos usam da fome, da falta de saneamento básico, da falta de moradia, da pobreza de um modo geral, como mote de campanha? Temas centrais das mentiras alimentam a esperança da salvação.

As mazelas deixaram de ser individuais e passaram a ser coletivas, haja visto os problemas cruciais pelos quais todos nós estamos passando. A minha dor é a do outro, e assim sucessivamente. A destacada imoralidade dos ministros do STF e dos demais integrantes do “Consórcio”, Executivo, parte do Legislativo e da Imprensa estatizada, é um defeito de caráter e má reputação, que massacra os brasileiros de bem sem piedade. O médico Anthony Fauci, é a nova mazela mundial; a volta do debate sobre o vírus da Covid-19 e a condução da pandemia ao redor do mundo certamente farão novas vítimas. Quem morreu por conta do vírus jamais opinará a respeito! Sigamos em frente com as nossas mazelas sem solução.

Augusto Avlis

Navegue no Blog  opiniaosemfronteiras.com.br e você encontrará 1.108 artigos publicados em 16 Categorias. Boa leitura.

Avatar de Desconhecido

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts.

Junte-se a 148 outros assinantes
Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora