Propaganda Eleitoral
Eleições 2026. Todas as campanhas estão atentas ao que disciplina a Resolução TSE nº 23.610/2019, atualizada pelas Resoluções nº 23.732/2024 e nº 23.755/2026, sobretudo no que diz respeito à “desinformação” e regulamentação do uso da Inteligência Artificial (IA) durante o processo eleitoral. A propaganda eleitoral começará oficialmente no dia 16 deste mês de agosto. Cai num domingo. Um olho na missa e os dois no padre. Alguém poderá estar rezando para o santo errado! Leia-se: “Desinformação é um conjunto de práticas e técnicas de comunicação que visam influenciar a opinião pública por meio da difusão intencional de informações falsas, distorcidas ou tendenciosas.”. Quem julgará a falsidade das informações, a sua distorção ou aquilo que favorece intencionalmente um lado? Temos que pensar no melhor dos mundos e acreditar na imparcialidade dos julgadores e, sobretudo, no respeito à Liberdade de Expressão manifestada à luz da verdade dos fatos. Segundo Augusto Nunes: “A verdade desmaia, mas não morre!”.
Abrindo parêntese…
O meu Blog, opiniaosemfronteiras.com.br, foi criado para ser acessado por desktop (de cima da mesa), ou seja, um computador fixo de mesa, com gabinete, monitor, teclado e mouse, e a tela inicial do sistema operacional, a área de trabalho virtual. Pois bem, acessar o meu Blog com uso de celulares tem sido mais usual, considerando a praticidade da mobilidade. Ao toque das publicações dos posts, é imediata a sua leitura. Eu, particularmente, prefiro o desktop, que me permite navegar mais facilmente através da home page. Uso o celular mais para contatos de emergência; coisa da terceira idade!
Opinião sem Fronteiras, esse é o título que aparace na home page. De qualquer parte do Blog que você estiver, basta dar um clique neste título que você volta à home page, recomeçando os acessos. Logo à direita, há um campo para PESQUISA de posts publicados, basta colocar o título da matéria e clicar. Portanto, num trabalho de cliques você pode acessar A MISSÃO DO BLOG, REDAÇÃO, SOBRE O AUTOR, VÍDEOS. À esquerda da home page temos o ÚLTIMO POST PUBLICADO; ARTIGOS EM DESTAQUE. À direita da home page POSTS RECENTES (os últimos 12 publicados); CATEGORIAS, num total de 16. Clicando em cada uma delas abre-se uma tela com todas as matérias inerentes àquela CATEGORIA; ARQUIVOS, todos os que foram publicados em cada mês desde a fundação do Blog em fevereiro de 2012. Clique no mês que aparecerá a relação das matérias publicadas no período, e, para leitura, basta um clique sobre a opção escolhida. Vejam que a navegação no Blog opiniaosemfronteiras.com.br se resume em simples cliques.
Navegando na CATEGORIA TV, eu encontrei uma publicação feita em 12/01/2017, cujo artigo de minha autoria pode ser lido abaixo.
Televisão – parte I
Amigos leitores, eu não pretendo contar aqui neste espaço democrático a história detalhada do aparelho de televisão (com os canais dentro); qual maluco o inventou não por acaso; quando realmente foi produzido (industrializado em série) e comercializado pela primeira vez nas lojas especializadas; seus detalhes técnicos; a sua evolução ou involução ao longo dos tempos; enfim, coisas de ambos os gêneros humanos. Seria sacal e perderia a audiência, que procuro mantê-la em níveis elevados, segundo exigência de valorização de mercado.
De todo modo, senti-me na obrigação de escrever alguma coisa sobre esse maldito e bem amado aparelho eletrodoméstico, ater-me simplesmente ao subliminar da mensagem implícita, descartar o material quando inconveniente, navegar nas brancas nuvens da transmissão.
O que eu coloco em evidência são particularidades, os seus efeitos na formação das pessoas, a sua influência no comportamento cotidiano, a “deformação mental” das massas que se mantêm despreparadas. A nossa “sociedade global”, estatisticamente formada pelas camadas sócio-econômicas informais, está irremediavelmente doente – além da normal síndrome do pânico, sofre de abstinência cultural e plural. Que legal! Vejo imagens sem escutá-las, mas falo sem compreender o conteúdo.
Malucos que se apresentam e aparentam sãos, e os que se dizem totalmente sãos cometem loucuras inexplicáveis. É a modernidade das comunicações sociais – gigantesco ímã que nos atrai para o poço da imbecilidade. Uma sociedade de robôs, de carne e ossos, sendo que o controle remoto não está em nossas mãos (!) – e tem hora que queremos jogá-lo dentro da panela de sopa, ou na privada da empregada; só não o fazemos porque tem um imbecil pregado no sofá da sala comendo salaminho, que ameaça chamar a polícia metropolitana.
Vivemos uma era onde tudo é permissivo, premeditadamente imposto pelo sistema – o que consumir de inservível, arrotar sem degustar –, que habilmente manipula a “informação correta” para aquela classe de público que procura um espaço na sala em determinados intervalos de tempo que o dia oferece – os afazeres são abandonados porque as novelas nos chamam. Tá!
Entorpecimento dos sentidos. Mediocridade comunicacional. Big Brother (passagens explícitas e textuais). O imperativo afirmativo, na sua conjugação temporal, tem moldado personalidades e colocado nas trevas (escuridão demoníaca) o sentido da percepção (perceptivo). Informação, desinformação, entretenimento, cultura vazia. Não é que o modelo tenha mudado, é que o nível de exigência do telespectador passou a ser questionável do ponto de vista das suas escolhas. O que me satisfaz não necessariamente agrada aos outros indivíduos. Verifica-se a diminuição continuada do nível de exigência – não fuja em água profunda; todos nós estamos dentro da mesma vala comum onde não há barco. Vivemos freneticamente o futuro e esquecemos o passado – o presente não existe.
O fenômeno da mini-televisão portátil (imóvel) que se transformou o bem fazejo celular de várias gerações (que também recebe e faz ligações). O que é informação de qualidade? O que é conteúdo programático? O que recebemos de informação é suficiente para formar juízo de valor? O que é verdade e o que é mentira? Choro porque o humor perdeu a graça – cedeu lugar aos macabrismos. E não me venham falar em heranças do período ditatorial. Censura? Hein? Comunicação de massa na sociedade contemporânea buscando novas fórmulas para não perder importância, sentido, objetivo e poder. Ah! Televisão, eu sou seu ente de desejo, quem você quer conquistar; enxergue-me se for capaz.
______
Amigos leitores, tudo é tão atual. Nesse contexto, percebemos que o perigo ainda ronda as nossas cabeças. A Indústria Cultural, formada pelos meios de comunicação, sobretudo a grande mídia que integra o tal “Consórcio”, continuará exercendo o seu papel com destaque, o de tentar nos fazer acreditar que o Íbis Sport Club, conhecido popularmente como o pior time do Brasil, será campeão mundial em outubro de 2026.
Augusto Avlis
Navegue no Blog opiniaosemfronteiras.com.br e você encontrará 1.109 artigos publicados em 16 Categorias. Boa leitura.
Discussão
Nenhum comentário ainda.