A política é a arte do convencimento.
Quinta parte
As portas do Inferno se abriram. Está tudo escancarado, as revelações são macabras, sombrias. O Brasil está vivendo um dos piores momentos da sua história política. Os artífices especializados, que habitam os Poderes da República e as Instituições afins, moldaram ao longo do tempo o comportamento e o pensamento das pessoas, valendo-se do subjugamento. Mas esse processo não aconteceu de uma hora para outra, antes houve um planejamento estruturado, realizado no submundo do crime, nos porões do poder. Portanto, as atividades operacionais nele descritas foram igualmente maturadas faz décadas. O tempo se encarregou de produzir uma nova geração de idiotas.
O intercâmbio do crime tornou-se modus operandi das quadrilhas, que trocam experiências como reforço de currículo. Hoje tudo acontece à luz do dia, debaixo das nossas barbas; tudo fica mais exposto daquilo que o “fio dental” possa mostrar. A era das incertezas, sobretudo quando nos referimos ao futuro, foi substituída pela certeza absoluta do presente. Absolutamente nada mais constrange os algozes. A falta de vergonha na cara não provoca sorrisos amarelos ou deixa vermelhas as bochechas. Ordem e caos caminham separadamente; de um lado a luz, doutro as trevas. Uma batalha espiritual, um conflito real, forças opostas. Nessa constante luta do bem contra o mal muitos cairão, como as folhas secas pela ação dos ventos. O mal não é uma simples ausência do bem, é o reflexo da sedução do Diabo.
Existem momentos na vida em que o desespero parece tomar conta de nós, simples mortais dentro do complexo sociológico desestruturado. Sem forças para reagir, permanecemos anestesiados por simples escolha. Que Diabo é esse que nos impõe medo? Talvez a melhor decisão a ser tomada seja ficarmos quietos num canto qualquer a espera de mudança, desde que eu, em particular, não seja apontado como o provocador dela. As consequências podem ser catastróficas. Quem sabe algo de extraordinário aconteça vindo dos Céus. Continuamos a acreditar!
Será que vale a pena lutarmos pelo que acreditamos, pelo que julgamos certo? Nesse cenário de desalento e falta de esperança, tudo, absolutamente tudo, parece perdido. Estamos carentes de verdadeiros representantes políticos. A sociedade está mergulhada no Inferno. Tolerância com o crime, vistas grossas, total omissão. Permissão concedida aos perversos para que seus impulsos de ira, de fúria e de vingança sejam materializados. Só assim saberemos quem são os verdadeiros autores das atrocidades contra os defensores do bem, se bem que eles não precisam de autorização. Um dia a prestação de contas será cobrada, e as punições severas.
Continua na Sexta parte…
Augusto Avlis
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