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Consultoria & Marketing

Consumo consciente e o impacto no meio ambiente – 4ª parte

Consumo consciente e o impacto no meio ambiente – 4ª parte

Quando voltamos o olhar para o Brasil percebemos que há consumidores que, mesmo sabendo que causarão problemas ambientais, consomem determinados produtos ou serviços pautando os seus atos sem a mínima preocupação. Aquele que direta ou indiretamente, de forma consciente, causa problemas ambientais por menores que sejam, é também considerado responsável por isso. Infelizmente é a maioria dos brasileiros. Uma cultura arraigada na nossa sociedade (em todos os níveis), muito difícil de ser extirpada. Aqui se observa um “consumo consciente” do “politicamente incorreto”. Basta olhar para a moeda e veremos que ela tem dois lados, de modo que uma das faces sempre é mostrada.

A falta de noção, o desconhecimento, o pouco caso e a ignorância têm um peso significativo na relação “consumo x meio ambiente”. Mais adiante quando formos abordar a questão específica do meio ambiente teremos a oportunidade de avaliar melhor, sobretudo no quesito lixo.

Por que consumimos, então? Porque compramos, ora! Por que compramos, então? Porque consumimos, ora! Estamos sempre precisando de alguma coisa para a satisfação pessoal ou porque alguém ou alguma situação nos sugestionou. Estamos sempre buscando, procurando, correndo atrás do que queremos – e pagamos por isso. Essas perguntas e respostas parecem simplistas, todavia, têm grande relevo no contexto compreensivo. Se nós compramos é porque tem alguém vendendo, ofertando, disponibilizando, de modo que as duas pontas fazem parte do mesmo processo, se completam. Fenomenologicamente, o mundo que conhecemos pode ser visto de dois prismas diferentes, o primeiro mostra o lado “vendedor” dos indivíduos, e, noutra perspectiva o lado “comprador” – o consumo é comum a ambos.

Então, sugere-se que o mundo é dividido em duas partes distintas, a que compra e a que vende. Passamos a vida inteira comprando ou vendendo alguma coisa, desempenhamos os dois papeis separadamente, ora um, ora outro, o que me leva a concluir que gastamos grande parte do nosso tempo só nessas duas atividades – comprar e vender, ou vice-versa, passamos de um lado pro outro automaticamente. Passamos a maior parte do nosso tempo consumindo. Essa observação é lógica, faz sentido.

A evolução tecnológica que permitiu o crescente envolvimento de pessoas no mundo virtual tem criado novos “conceitos comportamentais”; cada vez mais os indivíduos interagem sem fronteiras, permutando emoções, pensamentos, modus vivendi, enfim, revelações que acabam servindo para outros interesses. Produtos virtuais surgiram no “modo digital” (não físico) como livros em pdf, contratos, processos, consultorias, Softwares e etc. Nesse mundo virtual estão localizadas as “lojas virtuais” onde você praticamente compra de tudo – basta navegar com um simples teclado –, sem sair de casa, sem usar o carro, sem gastar combustível, sem dispor de recursos outros, sem congestionar ruas e avenidas. Um novo conceito comportamental que interfere positivamente no meio ambiente. O Marketing, como ciência subliminar, está seguindo de perto este desenvolvimento humano, de modo que está se adaptando aos estilos modernos, está agregando valor, e, sobretudo, está repensando as suas principais subciências como suportes operacionais para gerir negócios – a Propaganda para levar mais rápido o produto ao consumidor; o Merchandising para trazer mais rápido o consumidor ao produto; a Pesquisa de Mercado para instantaneamente medir os resultados.

Desde que o dinheiro, digamos, foi inventado para possibilitar as “trocas comerciais” (economia baseada na “troca indireta”, também conhecida como “troca monetária”, ou seja, moeda por mercadoria), a humanidade passou a viver na era do consumismo, ainda que ensaiando os primeiros passos. De certa forma, o dinheiro foi, é, e continuará sendo o maior incentivador dos impactos causados ao meio ambiente. Estaria o consumidor disposto a mudar em razão da sobrevivência das futuras gerações? Acredito que há controvérsia, porque as atuais gerações (vivas) só pensam em si próprias.

Ontem: “Você comprava o que não precisava, gastava um dinheiro que não tinha, para impressionar alguém que geralmente não gostava”. Impulso.

Hoje: “Você compra o que acha que precisa estimulado pela propaganda, gasta um dinheiro oferecido pelo crédito, para impressionar a você mesmo pela conquista do status”. Mensagem subliminar.

Amanhã: “Você comprará o estritamente necessário, gastará em relação do custo-benefício, para sobreviver enquanto puder”. Racionalidade imposta.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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