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Valorize o seu conhecimento

Valorize o seu conhecimento

Em decorrência de uma pane o motorista foi obrigado a parar o carro às margens de uma rodovia. Era uma estrada rural de pouco movimento, por isso, era difícil pedir ajuda – de hora em hora passava uma carroça. Inesperadamente surge um carro, que para e o seu condutor pergunta:

– Algum problema aí amigo?

E o motorista em apuros responde:

– Sim, eu estou com um probleminha; o carro parou de repente e não quer mais funcionar.

Aquela “alma salvadora” diz:

– Tá bom, então eu vou tentar te ajudar.

Desceu da caminhonete, levantou a lona da carroceria, pegou uma caixa de ferramentas e selecionou uma chave de fenda. Abriu o capô do carro enguiçado, olhou, olhou, pegou a chave de fenda selecionada e deu duas batidinhas numa determinada peça. Depois disso, pediu ao motorista aflito:

– Por favor, amigo, ligue o carro.

Atendendo prontamente o pedido, entrou no carro, virou a chave e pronto, o carro voltou a funcionar novamente; dirigiu-se ao suposto mecânico e perguntou:

– Quanto custa o seu “servicinho”? Eu faço questão de pagar; estou aqui parado faz três horas.

Educadamente, o suposto mecânico respondeu:

– O meu “servicinho” custa R$ 500,00.

Então o motorista, agora não mais em apuros, retrucou:

– O que é isso? Foi pouco serviço, um serviço fácil, e o senhor está me cobrando R$ 500,00 por ele? Sinceramente, eu gostaria que o senhor especificasse o “servicinho” que levou cinco minutinhos para justificar a cobrança.

Resposta do suposto mecânico:

– R$ 50,00 por ter parado para ajudá-lo, um tempo que perdi e atrasei um compromisso. R$ 30,00 por ter descido da caminhonete, levantado a lona e pegado a caixa de ferramentas. R$ 20,00 pela seleção da chave de fenda. R$ 400,00 por bater na peça certa. Soma total igual a R$ 500,00. O senhor quer nota fiscal? A propósito, eu não lhe cobrei para abrir o capô do seu carro.

Sem palavras, o motorista socorrido pagou a quantia solicitada, entrou resmungando no carro e seguiu viagem.

Moral da história: Quem não sabe tem que bater palmas; quem sabe tem que fazer valer o seu conhecimento. Aquele motorista socorrido, na continuidade da sua viagem, comprovou que o primeiro vilarejo onde eventualmente poderia pedir ajuda estava distante 200 km do local onde o carro enguiçara. Uma história acontecida, que nos coloca a pensar no tema principal deste artigo “Valorize o seu conhecimento”. Valorizar e conhecer; dois verbos, duas ações distintas.

Você não espere que todas as pessoas o valorizem, segundo avaliação pessoal, de acordo com o que você pensa. Dar valor a alguém deveria ser um ato espontâneo, contudo, há quem pense: “Ora, se valorizo alguém por ter feito algo que mereça destaque, então estou me desvalorizando, estou me colocando num patamar inferior ao daquela pessoa”. De alguma forma, todos nós temos alguma importância no contexto social, uns indivíduos menos, outros mais, dependendo dos dotes de cada um, no que diz respeito aos méritos, às qualidades intelectuais e morais – a inteligência está inserida. No caso específico, pressentiu o suposto mecânico que o motorista acudido não lhe reconheceria o valor devido, portanto, não pensou duas vezes ao estabelecer o preço do serviço. Valorizar o seu próprio trabalho não quer dizer, necessariamente, ter por objetivo o enriquecimento. Fazer por merecer, eis a questão. Às vezes, não raras, o merecimento decorre da opinião alheia, que avalia se realmente a pessoa é digna de receber prêmio ou castigo. Portanto, você não deve se deixar subjugar, e sim mostrar que pode superar expectativas quando não são esperadas, e, lógico, isto tem um preço, um valor material. Deixemos os valores imateriais na seara dos elogios. Arrogância, desdém e complexo de superioridade são variáveis que merecem análise paralela.

Segundo conceito básico, conhecimento é o ato ou efeito de conhecer. Se eu conheço eu percebo; a razão me faz compreender; a experiência decorre da execução do conhecimento, por lógica aplicada. O ser humano, desde a mais tenra idade, estuda para aprender, e, ao longo da vida faz uso dos ensinamentos. Conhecimento é poder – em qualquer ramo de atividade, seja nas artes ou nas ciências. O domínio teórico (aprendizado) faz alguma diferença nas relações de trabalho, só que o domínio prático seleciona os melhores indivíduos. De nada adianta aprender, saber, conhecer, se a pessoa não sabe “como” utilizar essas ferramentas. Ter conhecimento de algo não significa que o indivíduo conheça o assunto com profundidade, de modo que ele está sempre a aprender, reciclar e apreender; ainda que, circunstancialmente, mecanismo interrompível. O conhecimento, numa segunda análise, advém do relacionamento da pessoa com o seu grupo social. Invariavelmente, estamos todos condicionados a reflexos mecânicos; temos reações involuntárias a estímulos.

As habilidades são permutadas; o aprendizado se “molda” pela constante observação – nessa perspectiva, os órgãos dos sentidos, uma vez aguçados, têm importância capital. Por outro lado, os indivíduos nascem com condições inatas, ou seja, com capacidade para executar certas atividades, dando a impressão que nasceram praquilo. Há quem toque piano sem nunca ter estudado o instrumento. O conhecimento, numa terceira análise, advém do relacionamento da pessoa com o seu grupo social. É mister repetir: “As habilidades são permutadas; o aprendizado se “molda” pela constante observação”. Conhecimento é o somatório do que se conhece pormenorizadamente; conjunto de informações decodificadas armazenadas pela humanidade – princípios, fragmentos de sabedoria passados de geração a geração. A “instrução intuitiva” pertence a esse processo. Por natureza, somos seres absorventes, transformadores e integrados ao difusionismo. A humildade deve sempre prevalecer no ato de aprender, no querer compartilhar o seu conhecimento, e o do outro, com os outros.

Frase do dia: “O ‘vale quanto pesa’ só se aplica ao sabonete dos anos 50”.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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