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Política

Continuísmo

Continuísmo

Sem a menor dúvida a Operação Lava-Jato será a grande responsável pela “mudança de cara” do Congresso Nacional. Teremos um novo Congresso Nacional com caras novas, mas isso se os eleitores assim desejarem nas eleições de 2018. A propósito, faltam menos de 06 meses. Uma ideia brilhante foi dada por um cidadão comum, anônimo, que aguardava ser atendido na fila de espera de um banco público. Pelas redes sociais disponíveis seria divulgada uma lista completa e atualizada de todos os políticos candidatos; destacando e/ou sinalizando aqueles que direta ou indiretamente estivessem envolvidos em esquemas revelados pela Operação Lava-Jato (basta ter o nome citado), e, a partir daí, seriam automaticamente eliminados das intenções de voto. Os políticos corruptos detentores de mandato perderiam o Foro privilegiado e cairiam na primeira Instância de Justiça, que faria justiça.

O sistema político brasileiro é um campo fértil para manobras que resultam em fazer continuar no poder as mesmas pessoas. O poder seduz e transfigura. Quem o detém, faz de tudo para não perdê-lo. Os governantes precisam entender que é uma concessão dos eleitores, não uma propriedade privativa. Para cargos legislativos (senador, deputado federal, deputado estadual e vereador) os políticos podem se lançar candidatos quantas vezes quiserem, sem perda da continuidade dos mandatos. Já para os cargos executivos (presidente da República, governador e prefeito municipal) não há essa prerrogativa. Nesse caso, a reeleição é facultada para mais um mandato de quatro anos, permanecendo no cargo por um período de oito anos, dentro de uma normalidade plausível – mas, se o político assim desejar, volta a se candidatar obedecendo ao intervalo de um mandato. Somente com uma profunda reforma política as regras eleitorais poderão ter paridade.

O Brasil precisa de um choque de competência, caso contrário, veremos a reedição de velhas mazelas. Na percepção dos eleitores, quando todos os produtos expostos à venda no “supermercado político” são igualmente ruins, fica difícil a escolha – eles costumam a optar pelos “menos piores”, sobretudo quando não há renovação de marcas. No exercício da política não há exigência da certificação de qualidade (ISO) – como nas empresas privadas que desejam alcançar a excelência administrativa. Isso só favorece a práticas desestruturantes. Geralmente, quem assume o poder, para mostrar serviço e provar que reza na cartilha do partido, desfaz ou modifica radicalmente o que deu certo no governo anterior (ainda mais se for de oposição); tem por obsessão implantar novos modelos de gestão, sem avaliar riscos e custos. A máquina governamental passa a ser um instrumento de “experimentações de novidades”, com o propósito de ludibriar o povo.

A desfaçatez continua sendo o estigma dos maus políticos. De 2003 para cá tivemos muitas provas disso. Programas populistas foram implementados, a rigor; vultosa soma gasta com propagandas institucionais que não trazem o menor benefício, senão divulgar mensagens subliminares; enfim, fomos reduzidos a meros espectadores de peças de mau gosto, cuja turnê pode ser prorrogada por mais um ano, com a aprovação da proposta de extensão do mandato presidencial para cinco anos. A maturidade política dos eleitores é a única saída para nos livrarmos de governantes letárgicos e paspalhões – permanecendo nos seus cargos, aí sim, o Brasil continuará sendo um país do futuro; que nunca chega! A democracia é uma longa estrada a percorrer – ainda estamos nos primeiros passos. A mudança está em nossas mãos.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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