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Política

O Brasil não está mais dividido…

O Brasil não está mais dividido…

Se eu tiver que ficar aqui analisando e discutindo as decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sejam elas nas esferas de competência das 1ª e 2ª Turmas, ou do plenário, eu não farei outra coisa. Este, digamos assim, plantão jurídico, exigiria formação em Direito. Não é o meu caso, sou jornalista e profissional de Marketing com diversos cursos de especialização e décadas de atuação. Se bem que, como jornalista, poderia perfeitamente desempenhar esse papel, a meu ver deveras irritante e repetitivo, mas que não deixa de ser importante pelo seu impacto jurídico-social. O meu Blog possui 16 Categorias (temas de redação) que me exigem tempo, dedicação e concentração.

Ouço a voz do ministro Luís Roberto Barroso ditando as palavras nos meus ouvidos para que eu as escreva no meu humilde canal de comunicação – www.opiniaosemfronteiras.com.br – um Blog sem fronteiras, levando particulares opiniões por todas as partes do mundo. Para acessá-lo os leitores, se preferirem, podem excluir o www. Simples assim.

O ministro Barroso, o paladino da Justiça que compõe a 1ª Turma do STF, sopraria nos meus ouvidos que a decisão da 2ª Turma do STF na sessão desta terça-feira, 17 de abril de 2018, no sentido de liberar o ex-senador Demóstenes Torres (PTB-GO) para disputar as eleições deste ano, é uma bofetada na cara do cidadão brasileiro, um desserviço à sociedade, uma completa inversão de valores e um ato de deslealdade ao sistema jurídico. Na percepção do leigo (leigo também é intuitivo) a Justiça trabalha a favor da imoralidade e da torpeza dos políticos. Tenho que concordar em boa parte, pedindo vênia a quem pensa em sentido contrário.

O Senado Federal cassou o mandato de Demóstenes Torres em 2012 por quebra de decoro parlamentar, e, por isso, este indivíduo ficaria inelegível até 2027, ou seja, por 08 anos após o fim da legislatura para a qual foi eleito pelo povo da sua terra. Demóstenes Torres foi acusado de usar o mandato de ‘Senador’ para favorecer o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o “Carlinhos Cachoeira”, cujo caso foi amplamente divulgado pela imprensa. As investigações apontaram provas robustas contra o senador – eram, portanto, inquestionáveis. Ninguém imaginava até então que fossem defecar em cima delas, das provas, classificando-as iguais aos dejetos depositados.

As interceptações telefônicas realizadas na Operação Monte Carlo, que deram suporte ao processo de cassação de Demóstenes Torres no Senado, foram invalidadas pela 2ª Turma do STF no mês de outubro de 2016, considerando que a Justiça não concedera autorização para os “grampos”. Nessa época o ministro Édson Fachin não fazia parte daquela Turma, mas também não adiantaria, porque a maioria já estava formada pela invalidação. Só para lembrar, a Operação Monte Carlo comprovou a estreita ligação entre o contraventor Carlos Augusto Ramos e o então senador pelo DEM de Goiás Demóstenes Torres. Segundo o Ministério Público Federal (MPF) o parlamentar foi acusado de corrupção passiva e prática de advocacia administrativa em favor de “Carlinhos Cachoeira”.

Numa terça-feira, 27 de março de 2018, o ministro Dias Toffoli concedeu liminar suspendendo a inelegibilidade do ex-senador Demóstenes Torres, dando-lhe o direito de se candidatar nas próximas eleições. Toffoli entendeu que o ex-senador não poderia ser considerado “inelegível” levando-se em conta, repetindo posição, que as provas que justificaram a sua cassação no Senado foram anuladas pela Justiça, cujo ato ratificado pela própria decisão colegiada da 2ª Turma do STF em outubro de 2016, da qual ele fazia parte. Segundo o próprio Demóstenes Torres, gostaria de voltar senador da República. Pra quê? Logicamente para fazer a mesma coisa, ou coisa pior, confiando na certeza da impunidade, ainda que provocada por “detalhes processuais adversos”, oportunamente explorados por ministros como Dias Toffoli.

Como se tratava de uma “decisão provisória” a referida liminar, a questão foi colocada em votação na 2ª Turma do STF, conforme já mencionado, na sessão desta terça-feira, 17 de abril de 2018, no sentido de liberar o ex-senador Demóstenes Torres, hoje PTB-GO, para disputar as eleições deste ano. Dois ministros confirmaram a decisão liminar de Dias Toffoli, são eles Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Votando pela inelegibilidade ficaram isolados os ministros Édson Fachin e Celso de Mello. Portanto, somaram-se 03 votos a favor do ex-senador e 02 contra. Um resultado esperado. Vocês vejam a grande desgraça que o Foro privilegiado faz ao país! Defecaram de novo sobre as provas robustas. Carlinhos Cachoeira propõe festa de confraternização com as presenças aguardadas dos ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes Demóstenes Torres já está lá. A conferir.

O Brasil não está mais dividido… O Brasil está irremediavelmente perdido.

Nota de rodapé: No dia 02 de fevereiro de 2017, o ministro Édson Fachin foi sorteado relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), substituindo o ministro Teori Zavascki, morto em “acidente” aéreo. Um dia antes, Édson Fachin oficiara o seu pedido de transferência para a 2ª Turma, onde tramitam as ações da Lava-Jato. Amigos leitores, imaginem vocês se no sorteio eletrônico saísse o nome do ministro Gilmar Mendes como relator da Lava-Jato no Supremo. Qual seria o tamanho da “Merda”, com letra maiúscula? Por enquanto, a palavra “merda” se escreve com letra minúscula no STF, segundo o que ditou Luís Roberto Barroso nos meus ouvidos. Por enquanto.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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