>
Você está lendo...
Política

O PT vai acabar? – Quarta parte

1Acordo nesta manhã de segunda-feira, 10 de agosto de 2015, com sugestiva manchete no Metro Jornal: TESOURADA A CAMINHO – Para mostrar que o governo também corta na própria carne em tempos de ajuste fiscal e tentar criar nova narrativa, Dilma prepara redução de ministérios. De 38, devem cair a 26, com ‘superministério social’. Lula recebeu o governo de Fernando Henrique Cardoso (2003) com 24 ministérios; no seu primeiro mandato (2003/2006) Lula aumentou esse número para 33, criando mais 09 pastas, e no segundo mandato (2007/2010) criou mais 04 ministérios; em 01 de janeiro de 2011 Lula entregou o governo a sua sucessora Dilma Rousseff com 37 ministérios; Dilma, no seu primeiro mandato (2011/2014) chegou a ter 39 ministérios. Como se vê, nos últimos 12 anos o governo do PT criou 15 (quinze) novos ministérios para acomodar os seus apadrinhados em troca de apoio político fazendo do poder da República um imenso balcão de negócios, aparelhando o Estado em benefício próprio. Farra com o dinheiro público sempre foi a tônica desse governo, que hoje pede socorro aos brasileiros para sair de uma crise que ele mesmo “criou” e, o que é pior, estimulou a desordem como regra de governança. Deu no que deu e se nega a assumir a culpa, sequer mea-culpa. Para os brasileiros restou a conta para pagar, com suor e lágrimas.

Poupa-me, por favor. Começar uma nova semana com uma informação dessa ninguém merece! Só faltou a doutora Dilma anunciar o nome de Lula para assumir o tal “superministério social” (nada impossível), como forma de premiá-lo com o foro especial por prerrogativa de função, mais conhecido como “foro privilegiado”, desse modo livrar o seu padrinho político de uma possível prisão preventiva decretada pela 1ª instância da Justiça, sobretudo na 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, onde é investigada a Operação Lava-Jato pelo juiz Sérgio Moro. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também é o principal investigado na operação do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público do Distrito Federal por suspeita de tráfico de influência internacional. A relação promíscua de Lula com a empreiteira Odebrecht e com o BNDES se fortaleceu a partir de 2011 quando não era mais presidente da República. Não é possível que Dilma não soubesse disso. Tudo faz sentido nesse “pesadelo acordado” – alguns ratos pulam dos porões imundos do barco político, enquanto a comandante procura abrigar ratazanas no camarote inundado de lama.

Para salvar a própria pele, até porque muitos interesses ainda estão em jogo, a ex-guerrilheira Dilma Vana Rousseff tentará se agarrar em tudo e em todos que ela acha que possam salvá-la do desastre iminente. Cuidado: a base da pirâmide social, flagelada cultural e intelectualmente, será usada de forma descarada. Oportunidade não significa possibilidade. Falar em redução do número de ministérios, aliada à reforma ministerial, no momento de acirramento da crise governista no Congresso Nacional e de total falta de credibilidade na sociedade civil, faz da figura de Dilma Rousseff a fiel representante do cinismo petista. Se acontecer qualquer movimento nesse sentido e direção será mais um rearranjo no quadro ministerial realocando cabeças aliadas pouco pensantes, sem que isto represente em efetivo corte de gastos com a “máquina pública partidária”. O PDT – Partido Democrático Trabalhista (partido político de centro-esquerda e de ideologia trabalhista), e o PTB – Partido Trabalhista Brasileiro (partido político que existiu em dois momentos, no período de 1945 a 1965, e recriado após a “Abertura” do Regime Militar), na quarta-feira, 05 de agosto de 2015, anunciaram a saída da base aliada do governo Dilma no Congresso e se declararam independentes das vontades do Planalto. Essa postura dita de independência mais me parece oposição, ou, em outra hipótese em cima do muro. A meu sentir, não há coragem nessa decisão do PDT e do PTB, há sim oportunismo disfarçado de inteligência política. É comum do ser humano se afastar da pessoa que está “suja na fita”, do amigo que está ruim de dinheiro; é habitual uma pessoa virar a cara, ou mudar de calçada, quando cruza com alguém que não lhe traz nenhum tipo de benefício. Cada um que morre carrega consigo uma parte da história que deixou de ser contada.

Desde que foi deflagrada em 17 de março de 2014 pela Polícia Federal a Operação Lava-Jato tem trazido ao conhecimento público fatos estarrecedores envolvendo nomes famosos de políticos e de empresários da atividade privada. Prática comum no mundo do crime, destruir provas, atrapalhar as investigações, desqualificar testemunhas, anular processos, intimidações de toda ordem, inclusive ameaças de morte. Leia-se: “A Petrobras destruiu gravações das reuniões do seu Conselho de Administração, entre elas as que trataram de negócios investigados na Operação Lava-Jato. A Petrobras informou que áudios e vídeos com os diálogos dos conselheiros são ‘eliminados’ depois de formalizadas as atas dos encontros. Dilma chefiou o Conselho de Administração da Petrobras. Dilma foi Ministra de Minas e Energia de 1º de janeiro de 2003 a 21 de junho de 2005 e Ministra-chefe da Casa Civil de 21 de junho de 2005 a 31 de março de 2010, quando se licenciou para se dedicar à campanha presidencial, cargos ocupados no governo Lula”. Diante do fato relatado pela imprensa, a participação da presidente Dilma Rousseff no escândalo que envolve a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, talvez nunca fique devidamente comprovado, o escândalo – vamos ver agora com a delação premiada do ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que está em fase preliminar de negociação no MPF. E que ele abra a boca e traga novas revelações para que tudo fique esclarecido. Dilma temer, perdão, teme o “cara do olho torto”. Dilma, não só sabia, como autorizou a concretização do péssimo negócio chamado Refinaria de Pasadena. Tem que pagar por isso, se a Justiça assim desejar.

Os petistas presos respeitam pactos de silêncio, não abrem a boca nem sob tortura chinesa. O advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, defensor do ex-deputado federal Roberto Jefferson (à época presidente do PTB e delator do Mensalão) afirmou na tribuna do STF no oitavo dia de julgamento da Ação Penal 470 que o presidente em exercício Luiz Inácio Lula da Silva ordenou o esquema de compra de votos no Congresso Nacional, portanto, Lula era o pai do Mensalão. Era tarde demais, quem deveria ter confirmado isso era o próprio Roberto Jefferson ainda na CPI dos Correios em 2005. Por que não o fez? De todo modo, foi cassado pela Câmara em 2005 como se “cachorro doido” fosse. Jefferson poderia ter saído como grande herói da pátria, e a história política brasileira teria tomado outros rumos. O leão come a presa até se saciar, depois a vez das hienas comerem as sobras, depois a vez dos chacais comerem os restos mortais – enquanto isso os mabecos atacam em matilhas. Conforme vimos nessas sínteses jornalísticas, não dá pra ficar se lamentando o tempo todo. A nossa pobre Democracia não é tão pobre assim a ponto de ir à falência. Ainda que achemos que “está tudo dominado”, alguma coisa precisa ser feita para corrigir desvios de conduta e sonhar com um Brasil melhor.

Se a Operação Lava-Jato chegar a bom termo, o que eu particularmente espero, vamos ver se os crimes de mando contra a vida, atribuídos ao PT, sejam revelados à luz das investigações isentas, e os seus mandantes e autores sejam apresentados em praça pública com honras de criminosos. Crônicas das desgraças anunciadas para o nosso deleite e também do Arnaldo Jabor, que vive se esgoelando na Rádio CBN – virou paisagem por dizer o óbvio, mas continuo dando importância ao que ele diz por respeito ao seu bom português. Os brasileiros constroem a sua história pelo lado errado. Dilma Rousseff insiste no discurso de “golpismo” por parte da oposição e daqueles que defendem a sua saída do governo, seja por Impeachment, seja por cassação do mandato. Renúncia espontânea é impossível, nem que a vaca tussa – diria ela. Não há regra sem exceção, essa é a tônica verificada nos comportamentos humanos. No Brasil, ser honesto é exceção. Entre eu morrer ou o meu pai, que morra o meu pai primeiro que é mais velho! Antes do falecimento político de Dilma Rousseff é provável que outros defuntos sejam velados. O PT não inventou a corrupção, mas desmoralizou o roubo, a profissão de ladrão. Portanto, não se trata da questão de demonizar o Partido dos Trabalhadores – o PT é o chefe do Inferno tupiniquim e o Lula o chefe da “Máfia vermelha”. O fim do PT está sendo dramático, triste, melancólico e truculento. A agonia do PT é comparada ao instante final da vida que precede a morte do porco ao receber a primeira machadada na cabeça.

Augusto Avlis

Navegue no Blog  opiniaosemfronteiras.com.br e você encontrará 678 artigos publicados em 14 Categorias. Boa leitura.

Anúncios

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts.

Junte-se a 146 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: