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O PT vai acabar? – Quinta parte

1O Brasil está irremediavelmente perdido, sem rumo, sem solução. A presidente Dilma Rousseff amarga situação idêntica. Segundo pesquisa Datafolha, divulgada na última quinta-feira, 06 de agosto de 2015, o governo Dilma Rousseff atingiu 71% de reprovação, batendo recorde histórico do Instituto desde que começou a série de pesquisas em 1990. Apenas 8% (oito por cento) dos entrevistados aprovam o governo da petista. Um índice extremamente alarmante dos que consideram o governo ruim ou péssimo. Não se trata, portanto, de um ponto fora da curva, é uma curva acentuada sem pontos. Dilma Rousseff é considerada “impopular” em todas as regiões do país, destacando-se o Centro-Oeste, onde tem 77% de reprovação, a maior taxa verificada. Já vi este filme antes. O ex-presidente Fernando Affonso Collor de Mello (32º presidente do Brasil, de 15 de março de 1990 a 29 de dezembro de 1992) foi reprovado por 68% dos brasileiros numa pesquisa realizada em setembro de 1992, às vésperas do Impeachment – 9% era o seu índice de aprovação. Collor é atualmente senador da República (PTB) por Alagoas e está em vias de ser denunciado pelo Procurador-Geral da República Rodrigo Janot pelo seu envolvimento no Petrolão. Evito falar em “suposto” devido ao currículo pouco qualificado de Collor. A situação de Dilma tende a piorar, de modo que não perderá o cinturão de campeã na modalidade rejeição. Pro Inferno o seu pacto de governabilidade, ainda que sinalize com um esforço de estabelecer uma agenda positiva para Brasil sem governo. A legitimidade da petista Dilma Rousseff virou fumaça.

Dilma está navegando na maionese. Foi aconselhada pelas “forças menos ocultas” a tirar a sua (dela) bunda murcha da cadeira e colocar os pés na estrada, ao vivo e a cores, pondo em prática uma “agenda positiva populista”. Começou pelo Norte do país. Em Boa Vista, Roraima, Dilma Rousseff esteve presente na cerimônia de entrega de unidades residenciais (casas) do programa “Minha Casa, Minha Vida”, na última sexta-feira, 07 de agosto de 2015. A número um do país no critério rejeição não perdeu tempo: Eu respeito a democracia do meu país. Eu sei o que é viver numa ditadura. Por isso, eu respeito a democracia e o voto. E podem ter certeza: além de respeitar, eu honrarei o voto que me deram. A primeira característica de quem honra o voto que lhe deram é saber que ele é a fonte da legitimidade e ninguém vai tirar essa legitimidade que o voto me deu. […] Sou uma pessoa que aguenta ameaças. Sobrevivi a grandes ameaças à minha própria vida. Uma democracia respeita a eleição direta pelo voto popular. […] O Brasil é uma democracia”. Como boa aluna de Lula, Dilma não perdeu a retórica de palanque. Prova disso, é que ontem, segunda-feira, 10, foi ao Maranhão (São Luis) entregar moradias do programa “Minha Casa, Minha Vida” e atacou de novo: Eu trabalho dia e noite incansavelmente para que essa travessia seja a mais breve possível. O Brasil precisa muito, precisa mais do que nunca, que as pessoas pensem primeiro nele, Brasil, no que serve à nação, à população, e só depois pensem nos partidos e em seus projetos pessoais. O Brasil precisa de estabilidade para fazer essa travessia. […] É como numa família. Numa dificuldade, não adianta ficar um brigando um com o outro. É preciso que as medidas sejam tomadas. Ninguém que pensa no Brasil deve aceitar a teoria dos que pensam assim: ‘Eu não gosto do governo, então eu vou enfraquecer ele’. Quanto pior, melhor? Melhor para quem?”.

Dilma está saindo pior do que a encomenda. Ou, dependendo da ótica do Marketing político, fez o discurso certo para o público certo. Aliás, com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,639 (2014), o Maranhão só não perde para Alagoas entre as unidades da federação. Este é um fator de escolha para a presidenta da Copa & Cozinha mostrar a cara ao eleitorado, outro fator foi apresentado pela pesquisa do Instituto Datafolha – No Nordeste, que costuma ser um reduto eleitoral petista, Dilma tem números ruins: na região, ela é rejeitada por 66% e aprovada por 10%. Na tabulação geral, esses índices são 71% e 8%, respectivamente. No entendimento do Palácio do Planalto, o pouco esclarecimento das pessoas pode melhorar o segundo fator. Por que Dilma não começou a sua agenda positiva pela região Centro-Oeste, onde tem 77% de reprovação, a maior taxa verificada?. Um terceiro fator salta aos olhos: o Impeachment. O Datafolha apontou que 66% dos entrevistados declararam ser a favor da abertura de um processo de Impeachment contra a petista. Quando o estupro é inevitável, relaxa e goza. Quem se arrisca a provocar uma gravidez não desejada?

Depois que se perde a moral é muito difícil impor regras de conduta que influenciem comportamentos e transformem mentalidades, o conceito de bem perde o sentido e o seu valor central. Foi isso que aconteceu com o PT e com os seus líderes. A expressa incompetência de gestão abriu caminho para a adoção de expedientes nada republicanos, de modo que se não assumissem o papel de vendilhões da pátria perderiam o poder. O PT mercadejou promessas infundadas, empenhou a alma ao Diabo em troca de vida eterna e manipulou a inocência de representativa parte dos brasileiros como se adestra matilhas famintas. O exercício do populismo foi só mais um ingrediente nesse coquetel de dominação doutrinária. Sistemas foram sobremaneira cooptados. Enxergo hoje o governo como se fosse uma presa extenuada, débil, debatendo-se depois de atacada por feras que ele próprio criou; e não havendo manual de sobrevivência, será totalmente devorado até os ossos quebrarem. Dilma Rousseff não disse ainda a que veio no seu segundo mandato, ou melhor, veio para não assumir a gravidade da situação, culpar a suposta crise internacional, a seca do nordeste, a aparição apavorante do homem-lagarto na Carolina do Sul (nos Estados Unidos), e culpar os outros pelos seus erros. O governo está exposto à insolação e desidrata aceleradamente.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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