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Política

O PT vai acabar? – Terceira parte

1“Não é fácil um partido de esquerda governar um país importante como o Brasil. Eles não querem nem deixar concluir o mandato da Dilma, tentando criar todo e qualquer processo de desconfiança. Querem que o PT seja desacreditado na sociedade brasileira. […] A quarta derrota eleitoral consecutiva despertou os mais baixos instintos dos nossos adversários. […] Não podemos nos acomodar. Temos que mostrar que somos diferentes de outros partidos”.

Vociferou Lula na comemoração dos 35 anos de fundação do PT, que aconteceu nos dias 05 e 06 de fevereiro de 2015, em Belo Horizonte – MG.

“Nós temos força para resistir ao oportunismo e ao golpismo inclusive quando ele se manifesta de forma dissimulada. Os que são inconformados com o resultado das urnas só têm medo de uma coisa: da mobilização da sociedade em defesa das instituições e em repúdio a qualquer tentativa de golpe contra a manifesta vontade popular”.

Disse Dilma Rousseff no mesmo evento.

Excessivamente carregados de ideologias destrutivas, os discursos proferidos pelos membros do PT sempre foram voltados para a massa de ignorantes (pessoas que ignoram, que não têm conhecimento de determinadas coisas, de determinados assuntos, que não estão cientes de algo, portanto, pessoas grosseiras e/ou estúpidas estão fora de questão), para a militância raivosa, pessoas desprovidas de senso crítico, que não têm um juízo claro, portanto, se deixam manipular facilmente pelos líderes carismáticos. Até quando? Discordo de quem pensa em contrário – é um direito, como é o meu de expor o que penso. O lado obscuro do Brasil está reservado para eles, até que resolvam enxergar a luz fora do túnel, enxergar claramente o que está distante e também o que está perto. Parece que essas pessoas já começaram a enxergar.

Segundo dados oficiais revelados na última pesquisa realizada pelo Instituto MDA para a Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada na terça-feira, 21 de julho de 2015, o índice de aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff caiu para míseros 7,7%, e o índice de rejeição à sua gestão chegou a 70,9%. Respostas dadas de forma espontânea pelos entrevistados e tabuladas de acordo metodologia aplicada. Enquanto a vaca tosse, e os ratos não largam o queijo, Lula e a sua família continuam tirando onda com o seu apartamento triplex no Guarujá, conseguido com jogatinas escabrosas e políticas fraudulentas. Metade do Brasil aplaude a sua esperteza e a outra metade do país sabe que a empreiteira OAS doou à família de Lula esta cobertura triplex no Guarujá, repito, com todas as letras, pingos e respectivos is.

“Eu não mudo direitos na legislação trabalhista. Férias, décimo terceiro, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), hora extra, isso não mudo nem que a vaca tussa” – Disse a candidata à reeleição Dilma Rousseff, numa quarta-feira, 17 de setembro de 2014, em entrevista após encontro com empresários na Associação Comercial e Industrial de Campinas, no interior de São Paulo. Aproveitando o “gancho” da Dilma Rousseff, o ruminante artiodáctilos do Lula está tossindo sem parar, de calças arriadas, sem ter aonde por as mãos sujas. Sem prerrogativa de foro, Lula vem sofrendo de diarreia crônica com a possibilidade de ir parar na cadeia como os seus amigos íntimos empreiteiros, alguns dos quais já sofreram algum tipo de ameaça por parte do PT – fato conhecido. Algumas pessoas sabem tudo, todas as pessoas sabem alguma coisa, mas, todas as verdades são desconhecidas de todos. Fica sempre um fato a revelar. A Polícia nem sempre trabalha (até que tenta) para que tudo seja devidamente apurado nas investigações dentro de um tempo razoável, enquanto boa parte da Justiça trabalha para retardar os julgamentos e decretar as punições – Um Quelônio terrestre deveria ser o símbolo da Justiça, não a “Deusa de olhos vendados”, imagem da Deusa romana Iustitia, correspondente à grega Dice.

No caso do escândalo do Petrolão quem apostou na impunidade parece que está “dando com os burros n’água”. Pelo menos até agora este é o sentimento. A Operação Lava-Jato é uma avalanche que está soterrando castelos e destruindo tudo que está à sua volta. Está vindo à tona tudo aquilo que todos já sabiam (pelo menos metade do Brasil), mas que não tinham provas para melhor julgar – o corporativismo, bandeira da máfia petista, impedia que isso acontecesse. Grandes operações desencadeadas como SUNDOWN/BANESTADO (2006), Boi Barrica/FAKTOR (2008), Castelo de Areia (2009) e SATIAGRAHA (2008) caíram no início das investigações e o motivo foi a cooptação da Justiça em todas as suas instâncias. Prova de que a Operação Lava-Jato “não cairá” está no fato de que as investigações da PF e do MPF estão acontecendo numa velocidade tal que não dão tempo para chicanas (Leia-se: “Dificuldades criadas, no decorrer de um processo judicial, pela apresentação de um argumento com base em um detalhe ou ponto irrelevante; abuso dos recursos, sutilezas e formalidades da justiça; o próprio processo judicial, de forma pejorativa; contestação feita de má-fé; manobra capciosa, trapaça, tramóia”). Nas operações anteriores chegava-se mal aos criminosos intermediários. Vamos acreditar que a Operação Lava-Jato revele o comando do esquema de corrupção que sangrou a maior estatal do Brasil e que possui tentáculos em outras estatais.

Se depender da vontade do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, uma vez “fechada” a delação premiada, ele abrirá a boca e contará o que sabe sobre a participação de Lula no esquema de corrupção na Petrobras. Pelo menos na última década, Léo Pinheiro foi o responsável direto pelas “relações institucionais” da OAS com a cúpula política de Brasília, sobretudo com o Palácio do Planalto. “Depois que o Léo falar, não tem como não prender o Lula. Ou se prende Lula, ou se desmoraliza a Lava Jato” – segundo reportagem da revista Veja, com base em declaração de um interlocutor de Léo Pinheiro, ou seja, de uma pessoa bem próxima do ex-presidente da OAS. O PT tem motivo de sobra para ficar apavorado, em clima de tensão máxima. Não bastasse isso, a “traição” do amigo íntimo de Lula, Léo Pinheiro, dois outros fantasmas assombram o Partido dos Trabalhadores e, por extensão, o seu ícone maior, Lula. O primeiro fantasma é do ex-diretor da área de Serviços e Engenharia da Petrobras, Renato Duque, que também está fechando acordo de delação premiada e certamente trará novas denúncias ao MPF e à PF – Duque segura com a mão esquerda a foto 3×4 de Lula e com a mão direita a foto 13×18 do ex-ministro José Dirceu, este segundo fantasma preso hoje, segunda-feira, 03 de agosto de 2015, na 17ª fase da Operação Lava-Jato, batizada de “Pixuleco”, termo usado pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto toda vez que se referia à propina.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, relator das execuções penais do Mensalão (Ação Penal 470), autorizou, há pouco, a transferência do ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, para a sede da Polícia Federal em Curitiba. Dirceu pernoitará em Brasília, onde cumpre pena de prisão domiciliar, desde novembro de 2014, porque foi condenado no Mensalão a 07 anos e 11 meses por corrupção ativa, e, somente amanhã, terça-feira, 04, deverá embarcar para o seu novo destino em jato da própria PF por motivo de segurança. A decisão do ministro Barroso foi tomada depois de analisar o pedido de transferência de José Dirceu feito pela 13ª Vara Federal Criminal em Curitiba, sob o comando do Juiz Sérgio Moro. Luís Roberto Barroso já tinha autorizado a transferência do ex-deputado federal Pedro Corrêa, na mesma situação de Dirceu (condenado no Mensalão), e que hoje cumpre pena de prisão preventiva decretada na Operação Lava-Jato. Portanto, para ser transferido de Estado (de Brasília para Curitiba-PR), seria necessária a autorização do ministro Barroso. Não vamos perder tempo agora com os atores coadjuvantes que foram presos junto com José Dirceu, inclusive o seu irmão Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, o importante saber é que o Mensalão é filhote do Petrolão. O esquema de corrupção engendrado pelos petistas Lula e Dirceu na Petrobras, deu origem ao Mensalão, ou seja, surgiu antes. Os ratos sempre voltam ao prato do queijo. “Tá acabando, pessoal!!!”. O PT e o queijo. Só espero que o fim do PT não dê margem à criação de uma “nova esquerda” por alguns ratos sobreviventes, que passarão a comer queijo importado.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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