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Consultoria & Marketing

Um Dia de Fúria – parte I

1A maioria das pessoas, com as quais eu converso, já assistiu ao filme “Falling Down” (Drama, suspense dos Estados Unidos e da França, datado de 1993, produzido por Joel Schumacher, tendo no elenco os famosos atores Michael Douglas e Robert Duvall). O enredo de “Um Dia de Fúria” foi marcante e a cena da lanchonete foi comentada milhares de vezes em seminários de Marketing, inclusive por mim. Passados 21 anos, eu poderia dizer que também tive o meu dia, digamos, “Um Dia de Raiva”, depois de participar de dois episódios como ator coadjuvante interpretando o papel de vítima – ambos os casos aconteceram no Brasil, num dia de sábado, 10 de janeiro de 2014, em ambientes realistas, portanto, não fictícios, muito embora a vida continue imitando a arte. Ou será que a arte reproduz exatamente a vida? Vamos ao primeiro episódio.

Então, o primeiro deles teve como palco a Padaria Coqueiral, localizada na Avenida Santa Leopoldina, no bairro Coqueiral de Itaparica, município de Vila Velha, Estado do Espírito Santo. Tem dias que a gente acorda com vontade de comer determinada coisa, e a coisa que eu queria comer naquele dia era uma inocente coxinha de frango com requeijão Catupiry. A garrafa de Coca-Cola 290 ml fazia parte do pedido. Aliás, a Padaria Coqueiral promovia o “Combo” (Palavra inglesa que na primeira tradução podemos dizer que significa “combinação”) ao preço de R$ 4,50, ou seja, salgado frito + garrafa de Coca-Cola 290 ml. Pedi à balconista o dito “Combo” e ela me entregou a menos inocente coxinha de frango com requeijão Catupiry e pediu a uma colega de trabalho que pegasse na geladeira vertical padronizada a minha garrafa de Coca-Cola 290 ml. O “Combo” é uma estratégia de Marketing há muito tempo estimulada pela multinacional do vício, The Coca-Cola Company. Fiquei exatos 08 (oito) minutos no balcão aguardando que alguma atendente (eram 03 dentro dele) abrisse a garrafa de Coca-Cola 290 ml para saboreá-la junto com a minha querida coxinha, que naquela hora já estava quase toda consumida em suaves mordidas. Sem tirar a rolha metálica, que a maioria dos consumidores a chamam de chapinha, não poderia beber o líquido que tanto me viciou desde que tomava leite em mamadeira. A atendente, que estava retirando um ovo quase frito da chapa quente, me pediu sorridente para que eu aguardasse tranquilamente mais 08 minutinhos. Pois bem, senti uma tremenda vontade de mandá-la solenemente para aquele lugar, não o fazendo porque a minha boca estava cheia com o último pedaço da coxinha. Solicitei o abridor e eu mesmo abri a garrafa de Coca-Cola 290 ml. Vocês devem ter percebido que repeti cinco vezes “garrafa de Coca-Cola 290 ml”, só para ratificar que se tratava de garrafa retornável, de vidro, e, portanto, lacrada com rolha metálica; para retirá-la necessário o uso de um abridor convencional ou os dentes da balconista que prestou o péssimo atendimento. Não dei tiros pro alto porque a campanha de desarmamento do governo federal (Revolucionários Petistas) tirou das minhas mãos uma garrucha do século XVIII.

Moral da história, se é que existe moral naquela história, “empresa que não tem comando os subordinados fazem o que querem e quando querem”. Se a gestão é comprometedora e deixa a desejar, a falta de acompanhamento das operações é uma realidade e coloca em risco o negócio. Diz a máxima que “o cliente mal atendido não volta ao local do crime”. O dinheiro compra os produtos e junto a prestação de serviços – o consumidor espera recebê-los com a expectativa da qualidade anunciada, de modo que está disposto a pagar por isso. Agora, se os fornecedores só pensam no lucro, tem algo de muito errado na gestão empresarial. O bom atendimento requer aptidão, prestado por gente que gosta de pessoas e, sobretudo do que faz. Neste caso, o treinamento especializado melhora a performance, mas não forma os profissionais. Tenho dito que para a índole não existe Certificação de Qualidade (ISO). Também é comum ouvirmos, com certa frequência, que determinadas pessoas não nasceram para fazer coisas estabelecidas, executar tarefas específicas ou que, simplesmente, mais atrapalham do que ajudam.

Frase do dia:

“As pessoas só dão aquilo que têm ou o que recebem!”.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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