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Religião

Sinais das Sete Trombetas – Sétima Trombeta

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anjos

“As Sete Trombetas ou ‘Trombetas Apocalípticas’ serão tocadas, uma por vez, para eventos de fila apocalípticos que foram vistos na visão da revelação de Jesus Cristo, para João, como está escrito no Livro do Apocalipse do Novo Testamento. As sete trombetas serão tocadas por sete anjos e os eventos que se seguem são descritos em detalhes a partir de Apocalipse, Capítulos de 8 a 11. De acordo com Apocalipse 8:1-2, os anjos começarão a soar trombetas após a quebra do 7º Selo. Esses sete selos garantiram o documento apocalíptico, que estava na mão direita daquele que está sentado no Trono principal”.

Sétima Trombeta

O som da sétima trombeta sinaliza o “terceiro ai”. Este é o som da trombeta final. E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre, e os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus, Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste, e iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra, e abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca da sua aliança foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande saraiva. (Apocalipse 11:15-19).

Leia-se interpretações: Na Escatologia (εσχατος) Cristã, as primeiras seis trombetas são usadas ​​para servir como um alerta para os pecadores sobre a Terra e um apelo ao arrependimento. Em sequência cada trombeta traz consigo uma praga de uma natureza mais desastrosa do que a trombeta anterior. As trombetas são utilizadas para construir a antecipação e diz ao leitor que algo está prestes a acontecer. A sétima trombeta não traz nenhuma praga com ela, pelo contrário, ela é tocada de forma que a glória é dada a Deus e Seu reino é anunciado.

Muito embora a Escatologia faça parte da Teologia e da Filosofia, cujo enredo trata dos últimos eventos acontecidos na história do mundo, ou do destino derradeiro da espécie humana, há de se considerar uma doutrina filosófica a que chamamos de Existencialismo. Ainda que se admita a inexistência de elementos concretos para formar conceitos, estabelecer definições, por teoria analógica, essa corrente de pensamento (Existencialismo) recomenda a existência da figura humana como fundamental para a busca de soluções diante dos problemas, desde a essência (que sucede a própria existência), até a significação da vida. Somos responsáveis, em primeira instância, pelo nosso destino. Conhecer a realidade que nos cerca somente através da prática experimental. O indivíduo é responsável pelos seus atos praticados enquanto ser livre, consoante ética determinada pela individualidade – é o homem, por si, criador do significado da própria vida, uma célula única, indivisível, e não fazendo parte de um todo, de outro corpo, de sorte que a sua integridade é livre e preservada. A essência do Existencialismo é decorrente da vivência individual, não necessariamente uma geral condição do gênero humano agrupado. Se penso logo existo, portanto, sou capaz de formular qualquer tipo de pensamento numa atmosfera de compreensão – visão concreta do mundo, rejeitando-se abstrações, ideias quiméricas. Sem essa real liberdade de pensamento não há o que se pensar em existência, porém, há uma necessidade empírica de se responder às exigências da fé formulada. É uma questão de difícil escolha, talvez não. O “Existencialismo Teísta” reflete, mormente, sobre a existência de Deus e do espírito, por decorrência direta; o “Existencialismo Ateu” nega peremptoriamente o ente Divino; o “Existencialismo Agnóstico” considera que para a existência da raça humana a existência de Deus é irrelevante do ponto de vista da criação.

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E ao renunciado significa o início de uma vida de ostracismo absoluto. Após a frustrada tentativa de carregar o cajado de São Pedro, o Papa Emérito Bento XVI passará o resto da sua vida amargando o desterro. A sua expulsão da “pátria católica” – a renúncia não foi ato espontâneo – o coloca numa aparente paz, longe das escabrosidades que se tornaram comuns na administração da Igreja. O sucessor eleito herdará a integralidade dos bens imateriais deixados em testamento. Outra recompensa pela indicação é enfrentar enormes desafios, como resgatar a credibilidade da Igreja Católica; promover a assepsia da Cúria Romana (*); trabalhar com a Justiça para identificar, combater e punir os crimes de pedofilia cometidos por membros da Igreja; prometer dupla salvação aos fiéis que debandaram para outras crenças, na tentativa de fazê-los retornar ao colo do Senhor. (*) Leia-se: Para exercer o poder supremo, pleno e imediato sobre a Igreja Universal, o Romano Pontífice vale-se dos Dicastérios da Cúria Romana. Estes, por conseguinte, em nome e com a autoridade dele, exercem seu ofício para o bem das Igrejas e em serviço dos Sagrados Pastores”. CHRISTUS DOMINUS, 9.

O Papa Francisco, o “Papa dos pobres”, começou bem o seu pontificado, valendo-se de um discurso compatível com os seus objetivos. Quantas vezes mais ele terá que evocar o nome do Diabo – “inimigo supremo” de Deus –, durante o período no qual exercerá o seu poder como Papa, isso não sabemos, porém, não teme absolutamente expor o rabo pontiagudo dessa entidade considerada responsável por todos os males da humanidade. Quando tu quiseres te impor, então que tu faças temido. Essa é a lógica do domínio. Para se falar na existência do “bem” há necessariamente a obrigatoriedade de se construir o “mal”, caso contrário perdem o sentido as pregações doutrinárias – as religiões perdem o seu significado.

papa

“Não cedamos nunca ao pessimismo nem à amargura que o Diabo nos oferece a cada dia. […] Quem não reza ao senhor, reza ao Diabo, quando não se confessa a Deus, se confessa à mundaneidade do demônio. […] Caminhar, Edificar, Confessar. […] Homossexualismo é uma manobra do Diabo, uma pretensão destrutiva do plano de Deus”.

Papa Francisco

“Há quem veja no Diabo a própria personificação do mal e quem fale dele como uma identidade simbólica que representa nossa incapacidade de fazer o bem”.

Brunetto Salvarani – Teólogo italiano.

“Há uma sensação de que, por alguma fissura, entrou a fumaça de Satã no templo de Deus”.

Papa Paulo VI

Mal o novo Papa é empossado na cadeira de São Pedro e já começam as comparações com Bento XVI, aliás, comparações essas inevitáveis, por dever de ofício dos fiéis e da imprensa indutiva. No mundo contemporâneo, boa parcela da população não tem religião definida, outra é formada de leigos e outra se diz não religiosa, de tal modo que os fiéis sentem-se no meio de muitas encruzilhadas e, portanto, não conseguem encontrar o verdadeiro caminho que os façam respeitar convenientemente as manifestações dos credos religiosos e a própria fé. A intolerância conduz às trevas. Estados laicos, na amplitude do conceito, são questionáveis.

charge papa

Os desejos se renovam e se potencializam num processo de realimentação contínua. A quebra dos valores éticos e morais, a fragmentação da sociedade, a falência do poder público, a deterioração da família, a descrença, enfim, tudo corrobora para o atual status quo. Os ensinamentos de Deus são irretocáveis; os erros e as falhas dos homens imutáveis. As outras religiões tomaram um imenso espaço que dantes era ocupado pela Igreja Católica, e que, para evitar um colapso, tenta buscar uma sobrevida, resgatar o rebanho disperso. Quem era o Papa Francisco antes do Conclave? Um religioso comum que passava despercebido. Se fosse eleito Papa outro Cardeal a receptividade seria a mesma?  A humanidade cultua a adoração, precisa de um ícone para dedicar devoção. Defensor dos pobres, como São Francisco de Assis, essa pode ser a sua marca registrada para atrair as ovelhas desgarradas e colocá-las numa redoma de vidro, pintada com um afresco da dominação. O Papa Paulo VI “criou” 02 Cardeais; João Paulo II “criou” 122; Bento XVI “criou” outros 83. O Papa Francisco já tem alguns novos nomes na lista, mas, antes, precisa primar pela “reforma de consciências”.

Os chefes de Estado (Estado-nação) quererão ficar bem na foto ao lado do novo Papa para colher dividendos políticos. Esse filme já foi reprisado inúmeras vezes. A questão da religiosidade é colocada em segundo plano, até porque não sabemos ao certo a quais senhores os líderes políticos servem, e sabemos que não estão interessados em visitar confessionários, tampouco receber a hóstia. Roma será transformada durante os próximos meses numa grande feira de interesses inconfessáveis. Uma coisa é dada como certa, os líderes mundiais beijarão a mão do Papa Francisco pensando no Diabo. O caos interessa ao poder, não importa de que lado ele venha.

O Papa Emérito Bento XVI, oportunamente, denunciou a divisão no Clero e a total falta de unidade, variáveis que desfiguraram o rosto da Igreja Católica. O testemunho de fé, e da vida cristã, não será suficiente para operar plasticamente as feições da religião que Cristo nos ensinou. O céu e/ou o inferno, a salvação e/ou o castigo. Escolha; não há volta! O bem e o mal nasceram juntos.

Leitura recomendada:

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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