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Política

Julgamento do Mensalão – Os cães ladram… E a caravana passa

Sexta-feira, 23 de novembro de 2.012, cidade de Osasco/SP, base eleitoral do deputado federal João Paulo Cunha. Na presença de cerca de mil militantes do PT, dirigentes do partido e deputados da legenda promoveram um ato de desagravo aos réus condenados na Ação Penal nº 470, José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e João Paulo Cunha. José Dirceu conclamou o Partido dos Trabalhadores, a militância geral, os movimentos sociais e sindicatos de classe a irem para as ruas com a finalidade de executar um “Julgamento do Julgamento do Mensalão”. Este ato de desagravo, em apoio aos ilustres membros do partido “ofendidos e injustiçados” pelo Supremo Tribunal Federal, estava na pauta do PT desde o início do mês de outubro último, de modo que vinha sendo articulado nos bastidores com relativo silêncio para não espantar a caça. A ideia era promover a ação em defesa pública dos réus condenados somente depois do julgamento do processo do Mensalão, prevista somente para final de novembro. No entanto, o partido resolveu romper a inércia e partiu para a luta política antes do tempo previsto.

O PT não tem por hábito bater com gato morto na parede até fazê-lo miar, portanto, dois objetivos ele tinha com a antecipação da bravata: 1º) Chamar atenção para a posse de José Genoino como deputado federal no lugar do deputado petista Carlinhos Almeida que se elegeu prefeito da cidade de São José dos Campos/SP nas últimas eleições municipais. José Genoino foi o segundo suplente mais votado na coligação do partido nas eleições de 2.010. A vaga deixada por Carlinhos Almeida na Câmara dos Deputados lhe coube porque o 1º suplente, Wanderlei Siraque, há um ano, assumiu a cadeira de Aldo Rebelo (PCdoB) nomeado Ministro do Esporte. 2º) Mobilizar a opinião pública para a defesa e garantia do mandato do deputado federal João Paulo Cunha, cuja dosimetria da pena a Suprema Corte deve definir nas próximas sessões, bem como a perda de mandato.

“Quem tem de cassar mandato é a Câmara”.

Deputado federal Devanir Ribeiro – PT/SP

“Fui linchado antes de ser julgado. […] Até poucos meses atrás, o Judiciário era tido como um dos Poderes mais corruptos do país. […] Nós temos de fazer o julgamento do julgamento agora. Não temos medo da verdade e dos autos. É preciso que não se confunda a nossa tranquilidade, a nossa segurança, a nossa capacidade de resistir e, se for preciso, enfrentar a prisão. […] Os petistas sofreram infâmia e a ignomínia (desonra extrema, infâmia pública). Nós não aceitamos o que aconteceu. Estamos indignados e somos vítimas de um julgamento injusto. Temos de retomar a batalha no campo da mobilização social, popular, sindical e política. Precisamos organizar a luta e a agenda que tem de começar com a questão do mandato de João Paulo Cunha e com a reforma política. Tem de colocar em discussão o papel da mídia no Brasil e da regulação da mídia. […] Nós, antes de sermos condenados, fomos linchados. Quem jogou o principal papel na articulação foram os meios de comunicação, não todos, mas foram determinados meios de comunicação”.

José Dirceu

“O PT sofreu no Brasil inteiro. E olha o resultado eleitoral. O partido com o maior número de votos e que se elegeu no maior número de cidades. Esse partido nos ensinou a não nos sentir sozinhos, mesmo quando a gente está só e carente. O PT para mim é vida, é sangue na veia”.

José Genoino

“Doloroso ser chamado de corrupto. A posse do ministro Joaquim Barbosa na presidência do STF foi um feito do ex-presidente Lula. […] Por que chegou um negro lá? Porque era um compromisso nosso, do PT e do Lula, de recuperar um pedaço da injustiça contra os negros. Acusam-nos de ter comprado voto. Não há maior ignomínia do que essa. Eu sou mensaleiro? Eu precisaria ganhar dinheiro para votar com Lula, com o PT? Posso ser juridicamente condenado, mas pela justiça sou inocente”.

Deputado federal João Paulo Cunha – PT/SP

“Não vamos nos calar, vamos resistir, vamos defender o seu mandato, João Paulo. Vamos defender o seu mandato, José Genoino”.

Deputado federal Carlos Alberto Rolim Zarattini – PT/SP

Basta ler a biografia de José Dirceu para constatarmos que um iminente perigo ronda o Estado Democrático de Direito, a estabilidade das Instituições e a ordem pública. Esta ameaça soa como um atentado à nação, à segurança. José Dirceu não tem autoridade moral nem o direito de gritar em tumulto, em chamamento dos militantes petistas a fazer o “Julgamento do Julgamento”. Insuflar as massas contra o Supremo Tribunal Federal é o mesmo que ir de encontro à Constituição, requer providências urgentes por parte das autoridades constituídas. A meu sentir, quanto mais rápido andar o processo do Mensalão para que os condenados sejam logo presos, será melhor para a paz e tranquilidade dos cidadãos de bem. Temo por manifestações de vandalismos, desordem e agressões generalizadas. A que ponto um partido político chegou, desafiando a tudo e a todos, como sempre fez, respaldado na certeza da impunidade, no salvo-conduto concedido pelos mandatários do poder e no absolutismo feudal. Cadê o Lula? Será que ele é o mentor de toda essa paranóia? Todo cuidado é pouco! O Brasil não pode se render ao crime.

Leitura recomendada (clique em): Livro Polítitica

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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