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Política

Julgamento do Mensalão – Relembrando 5ª parte

Por que Lula assediou acintosamente o Ministro Gilmar Mendes? Por que Lula não se valeu dos Ministros por ele nomeados (Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Cármen Lúcia) para atingir o seu objetivo de postergar, de melar, o julgamento do Mensalão? Dentre tantas conclusões, destaco meia dúzia: 1ª) Atitude desesperada, própria de uma pessoa sem princípios, tresloucada, não compromissada com o respeito, com a ética, com a moral, os bons costumes e com a história republicana; 2ª) Lula achou que todo mundo tem que orbitar sua imagem; 3ª) Lula desconsiderou a inteligência das pessoas; 4ª) Lula trocou os pés pelas mãos e permaneceu na posição de quatro; 5ª) Lula considerou que o programado encontro furtivo fosse guardado em segredo, como tantos acontecidos no Palácio do Planalto com os membros da quadrilha do Mensalão e interessados; 6ª) Com apenas um tiro, Lula atingiria, de uma só vez, duas importantes figuras do cenário nacional, ou seja, um eminente Ministro com um passado de respeito ao Judiciário, e o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que nomeou Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal em 20 de junho de 2002. Por compreensão, Lula apostou na desqualificação e na falta de crédito do STF caso Gilmar Mendes caísse em tentação. Quanto à sigla partidária inimiga, capitulando Gilmar Mendes, por ligação, Lula estaria comprometendo o PSDB de FHC. Para a materialização do intento diabólico, necessitaria de uma testemunha de destacado peso, e foi escolhido o ex-ministro Nelson Jobim, que já ocupou a posição de Presidente do Supremo Tribunal Federal, com mandato de 19 de maio de 2004 até 29 de março de 2006. Convém destacar que o gesto criminoso, premeditado por Lula, teve um propósito. Instrumentalizando a política, certamente Lula estaria aparelhando o Estado segundo seus desígnios, o que acabou fazendo. A cargo do Marketing Político, dirigido por profissionais da comunicação subliminar, ficou a produção de campanhas voltadas à idolatria do miserável nordestino retirante, que se tornou abastado no oásis da política brasileira. Essa realidade afasta qualquer suspeita de xenofobia.

O ranço político é uma célula cancerosa que ataca as nossas Casas de Leis. Cumprindo o meu papel de cidadão, adotei por hábito assistir aos “canais fechados” TV Justiça, TV Senado e TV Câmara. Sou credor da informação pública. Note que iniciei este parágrafo com uma frase emblemática. Tem fundamento. A sessão plenária da Câmara dos Deputados da quarta-feira, 19 de setembro de 2012 – a qual eu tive o desprazer de assisti-la, mas, por dever de ofício, não arredei os pés da sala –, mais parecia um galinheiro atacado por gambás famintos. Em respeito aos marsupiais, e não aos políticos-galinhas, não entrarei em detalhes, porém, aos interessados em espetáculos deploráveis, recomendo acessar: www.tv.camara.gov.br. “Casa de putas governada por sacanas”. Foi assim que a minha secretária doméstica conceituou a Câmara dos Deputados. Sublinho, esta frase é dela, criada com muita propriedade e sanidade. “O Artigo 5º da Constituição Federal, no seu termo IV – É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” – considerou, ainda, a minha competente secretária do lar, que estuda faculdade de Direito. Isto é o que acontece com o povo instruído, coisa NÃO de interesse dos mandatários do poder.

Elegemos os políticos e os pagamos a peso de ouro para isso; discutir o sexo dos anjos, para legislar contra os interesses do país, para corromper as Instituições, para assaltar o erário. Deixa pra lá, por enquanto; ainda não almocei e de certo não quero perder a fome porque daqui a pouco começará nova sessão do Supremo Tribunal Federal, em continuidade ao julgamento da Ação Penal nº 470 – Processo do Mensalão. Esta é imperdível. Mesmo sem ser banhada pelo Atlântico, a Suprema Corte está nas orações dos réus do Núcleo Político, que de joelhos e de mãos postas rogam aos deuses para que uma onda Tsunami a devaste antes que Joaquim Barbosa conclua o seu voto sobre o item 06 da peça de denúncia. Vaidades à flor da pele estabelecendo áreas de conflitos. Leia-se: Primeira semana de outubro. Enquanto isso, a imprensa anunciava: “CPMI do Cachoeira pede sequestro de bens da organização criminosa”. Dá um tempo! O “poder paralelo” não está só nos guetos imundos, nas favelas organizadas, nem nas penitenciárias superlotadas, ele também se faz presente nos intestinos do governo – de tal modo que as suas esferas de representação, a que nível for, não estão a salvo e à prova de investigação. Se a Polícia Federal e o Ministério Público quiserem, acabam encontrando.

Por falar em imprensa, destaque político desta quinta-feira, 11/10/2012; leia-se: “O deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), derrotado na disputa pela Prefeitura de São Paulo, deverá ganhar um ministério na reforma que a presidente Dilma Rousseff fará na equipe após as eleições. A vaga será aberta para compensar o apoio do PMDB de Chalita ao candidato do PT, Fernando Haddad, no 2.º turno contra José Serra (PSDB)”. A máquina governamental, subsidiada com o nosso dinheiro, mais uma vez sendo usada a favor dos interesses do poder reinante como do seu partido político. A direta interferência do Poder Executivo nas campanhas políticas não é considerada crime eleitoral? No caso específico, observa-se o exercício do “Fisiologismo”, que é “A prática política voltada para o interesse e o proveito personalizados do praticante, mercê de atos de prevaricação, de corrupção, ou afins”. Não bastasse este ato imoral, comprovam-se as nítidas diferenças de forças entre os candidatos concorrentes – a mão do governo federal surge para esmagar o opositor nas campanhas e nas urnas. O “saber fazer” política não é uma ação comungada pela unanimidade dos partidos. O modelo empregado pelo PT foi baseado na arrogância, na truculência, no conluio e, sobretudo, no uso dos recursos públicos para favorecer o grupo político apadrinhado. A democracia é generalizante, a sua correta aplicação seletiva. Digo eu.

O voto tão somente “quantitativo” distorce as teorias do bom senso. Não será nessa geração, como acredito que nem na próxima, que teremos o voto “quantitativo” somado ao “qualitativo”, de tal modo que ainda teremos que pagar, por bom tempo, um elevado preço pelas “induzidas escolhas” dos candidatos políticos, muitos dos quais saem das urnas vitoriosos pela massa desinformada, mas que define os resultados dos pleitos. Somente através da educação, no seu mais amplo sentido de processo, libertaremos o povo da maldita condição de “massa de manobra” para enfim reinseri-lo na sociedade organizada como agente de transformação, e não deixá-lo mais como objeto de continuísmo. Com efeito, o estudo da Ciência Política (isenta de ideologias programáticas), a meu sentir, deveria constar dos currículos escolares a partir do 5º ano do ensino fundamental, a exemplo de outras matérias como História e Geografia. Dessa forma, estaremos construindo uma consciência pública e formando cidadãos de fato.

Prática continuada. Até quando?

Prática continuada. Até quando?

A propósito da discussão central sobre a inoportuna interferência de Lula no Supremo Tribunal Federal, recomendo a leitura de um artigo que escrevi e postei neste meu Blog no dia 30/05/2012, de título “Somos uns Bundões”. Dele, extraio um dos seus parágrafos: “Roberto Gurgel, Procurador-Geral da República, encaminhou ao Ministério Público Federal de Brasília – MPF/DF a representação protocolada contra o ex-presidente Lula por supostamente ter pressionado o Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, instância maior da nossa Justiça, para que adiasse o processo de julgamento do famigerado Mensalão. O PSDB protocolou a representação na qual pede a investigação de três crimes: Tráfico de influência ativo; Coação no curso do processo; Promessa de vantagens indevidas. Este é o prefácio de uma longa história que terá muitos capítulos, com CPIs de mentira, depoimentos angelicais, caras e bocas, promessas de finjo que não vi ou não sabia”. Boa leitura.

Leitura recomendada (clique em): Livro Polítitica

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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