>
Você está lendo...
Política

O mundo em desencanto – Quarta parte

O mundo em desencanto – Quarta parte

É importante continuarmos neste tema. Os continentes estão conectados, os países estão plugados; isso muda completamente a maneira como entendemos o Planeta de 2026. A República Popular da China, localizada na Ásia Oriental, até então, possui a segunda maior economia global, e, sem dúvida, destaca-se por sua influência geopolítica. Contudo, fontes afirmam que a economia chinesa pode estar à beira do colapso. Economias que crescem com velocidade extrema estão sujeitas a quedas bruscas, porque o mundo não acompanha nos mesmos passos e tampouco absorve filosofias transversas.  

É muito provável que isso de fato aconteça, por alguns motivos: 1º. A China vem enfrentando, já há algum tempo, enormes desafios econômicos, estruturais e geopolíticos; 2º. Desaceleração do seu ritimo histórico de crescimento; 3º. Profunda crise imobiliária; 4º. Perda de força do consumo da população, que optou pela poupança (risco de deflação); 5º. PIB abaixo das expectativas do PCC – Partido Comunista Chinês; 6º. Excesso de produção industrial, sobretudo de veículos elétricos; 7º. Guerra interna de preços, destruindo as margens de lucros das empresas, muito embora o país aposte forte no comércio exterior para compensar a desaceleração do seu mercado interno; 8º. Fechamento acelerado de fábricas e comércios; 9º. Crescentes tensões geopolíticas e protecionismo; 10º. O aumento de barreiras comerciais e tarifas por parte de potências como os Estados Unidos e a União Europeia.

Nessa equação podemos acrescentar uma variável perigosa: “A dívida bruta do governo geral da China gira em torno de 92% a 96% do Produto Interno Bruto (PIB), com projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), indicando alta contínua para os próximos anos. Quando se contabiliza a dívida total do país (incluindo empresas estatais, governos locais e setor privado), o endividamento ultrapassa 280% do PIB.”. Estão entendendo a gravidade?

Quando um país não consegue romper a barreira do desespero, sob imensa pressão da população, os seus governantes encontram uma solução para os seus problemas: Provocar uma guerra de grandes proporções para desviar a atenção do povo, ao tempo que a indústria bélica pode, de alguma forma, mover a economia e “salvar” o país, mas, a troco de milhares, ou talvez milhões de vidas. Fato é que existem potências dispostas a isso, ou seja, a pagar o preço da manutenção no poder absolutista, que concentra todo o poder do Estado. Regimes comunistas se valem dessa regra.  

A “pressão externa” tem obrigado Pequim a buscar novos mercados de diversificação na América Latina e, sobretudo, no Brasil. A China já sinalizou que tem o objetivo de reduzir em até 25% as suas importações de soja, o que prejudicará o agronegócio brasileiro, considerado pelo Lula como “fascista”. A China não ficará totalmente autossuficiente em soja até 2030. Isso é uma verdade. A conferir. De todo modo, considerando que a China tem como estratégia a segurança alimentar do seu governo, além de tentar reduzir a sua dependência tecnológica do Ocidente, é provável que esteja usando de tudo isso para chantagear determinados países ao redor do mundo. Só que o buraco é mais embaixo, a China não esconde as suas verdadeiras intenções: ampliar urgentemente o seu território e decretar a continuidade do Comunismo com a submissão de novos seguidores do Regime. As superpotências ocidentais aceitarão?

Continua na Quinta parte.

Augusto Avlis

Navegue no Blog  opiniaosemfronteiras.com.br e você encontrará 1.121 artigos publicados em 16 Categorias. Boa leitura.

Avatar de Desconhecido

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts.

Junte-se a 148 outros assinantes
Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora