O mundo em desencanto – Terceira parte
A civilização chinesa tem mais de 5.000 anos de história. Como Império Unificado, começou há 2.247 anos, no ano de 221 a.C., com a Dinastia Qin. Como República Popular da China (Estado Moderno), foi fundada em 1º de outubro de 1949, após o fim da guerra civil. Com cerca de 9.596.961 km² e aproximadamente 1,413 bilhão de habitantes, a China tem relevante importância no cenário mundial, no que se refere a sistemas de tecnologia e redes, às condições climáticas, política, economia, e, sobretudo, ao seu poderio militar. Crises e incertezas nos governos são causadas por instabilidades no tabuleiro geopolítico. A China possui Know-how.
A paciência é a sua maior especialidade. Segundo consta, “a paciência atribuída à cultura chinesa nasceu da combinação entre a milenar agricultura do arroz, que exige ciclos longos de preparo e colheita, e as fundações filosóficas do Taoísmo e do Confucionismo, que ensinam a harmonia com o tempo natural e a perseverança silenciosa”. Tudo na China é planejado para efeitos a longo prazo. Saber esperar é sábio. Quem espera sempre alcança. Lao Tzu (Lao Tsé), filósofo chinês, dizia: “Seja paciente. Espere até que a lama assente e a água fique limpa. Permaneça imóvel até que a ação correta surja por si só.”.
“Os ensinamentos de Lao Tzu (Lao Tsé) para acalmar a mente devolve o foco necessário antes que as decisões impulsivas causem prejuízos irreparáveis. Lao Tzu (Lao Tsé) nasceu por volta do século VI a.C. na China Antiga (tradicionalmente citado no ano de 604 a.C. ou 605 a.C., na vila de Chu, atual Luyi, província de Henan). Sua existência real é debatida por historiadores, sendo considerado por muitos uma figura mítica ou lendária.”. Leia-se.
Abro este artigo com estas citações para que entendamos um pouco sobre o Estado Unitário Socialista sob a liderança do Partido Comunista Chinês (PCC). A China chegou num estágio que não lhe permite recuar, devido à sua forte influência global, uma liderança mundial que projeta conquistar até o ano de 2050, de modo que está fazendo investimentos estratégicos na Ásia, África e América Latina, principalmente no Brasil, a maior potência Sulamericana. Resta saber se os EUA vão permitir essa escalada pretensiosa, com métodos nada ortodoxos.
“Até o centenário da República Popular (2049/2050), a China pretende se transformar em uma potência socialista moderna, rica, forte e influente, assumindo um papel central no palco internacional e com forças armadas de padrão mundial.”. Provavelmente tal projeto não se consolidará em razão do que está acontecendo no mundo atualmente: conflitos se multiplicando nos Continentes, que podem descambar para coisa muito pior, ou seja, uma eventual Terceira Guerra Mundial, ainda que concentrada, mas com consequências devastadoras para o planeta e para a sobrevivência da espécie humana.
A China preocupa: O Cinturão e Rota (Belt and Road), que financia e constrói portos, aeroportos, ferrovias e rodovias na Ásia, na África e na Europa para o escoamento da sua produção e objetivando ampliar laços políticos. O que envolve? Investimentos locais, como a compra de participações em setores de energia, do agronegócio e da mineração em países emergentes, incluindo o Brasil, cujo governo Lula já demonstrou ser simpatizante do Comunismo e demais Ditaduras. Abertas as portas do Inferno regional. Se não bastasse isso, “a China ampliou seu peso diplomático no Oriente Médio e em fóruns multilaterais para contrapor a hegemonia dos Estados Unidos.”.
A China precisa de espaço territorial para as suas ambições e fonte de alimentos para a sua população. Está disposta a pagar o preço.
Continua na Quarta parte.
Augusto Avlis
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