>
Você está lendo...
Política

O mundo em desencanto – Segunda parte

O mundo em desencanto – Segunda parte

Grandes líderes mundiais, cada qual na sua época, fizeram história, nem por isso suas lembranças se eternizaram. Muito pelo contrário, esses comandantes, senhores das guerras, ou caíram no esquecimento, ou figuram no imaginário de pequena parte das populações atuais, que os veem como exemplos, seja para o bem como para o mal. A pergunta que se faz é a seguinte: Quantas pessoas eles ordenaram matar para conquistarem o poder?

Quatro exemplos: Alexandre, O Grande, entre 335 a.C. e 323 a.C. dominou uma área equivalente a 5 milhões de km². Gengis Khan, de 1200 a 1227, conquistou um território com 20 milhões de km². Napoleão Bonaparte, entre 1799 e 1815, conquistou uma área com cerca de 2 milhões de km². Adolf Hitler, entre 1938 e 1945, invadiu uma área de aproximadamente 3 milhões de km².

Muito embora naqueles tempos não havia um entendimento sobre o conceito de Geopolítica, fato é que ela sofreu mudanças radicais por conta das ações dos exércitos. De um modo geral, como o poder, sobretudo das armas, a política estabelecida e os conflitos de grande escala se relacionam diretamente com os aumentos dos espaços geográficos decorrentes dos territórios ocupados, ou que se queira ocupar. A geopolítica traz a obrigatoriedade duma análise detalhada de fatores como localização de origem, extensão de fronteiras, existência de recursos naturais e populações sob domínio. Tudo isso impacta fortemente nas decisões de governos que incentivam disputas regionais ou globais entre países. Não nos esquecendo de um ponto importante: o predomínio do ponto de vista econômico. A paz inexiste!

O mundo do século XXI copia procedimentos dos tempos remotos, nações competem entre si por áreas de influência militar ou estratégica (disputas por território e poder). Os eventos promovidos pelos atuais líderes mundiais não só influenciam o destino dos povos, como determinadas ações de curto prazo podem representar a ruína da humanidade. O exercício da boa política é falso.

Os “simples mortais” seres humanos, por si só, dificilmente transformarão as sociedades às quais pertencem. Não têm força e capacidade pra isso, até porque o seu objetivo é ficar em paz. Pensamos no futuro, esquecemos do passado e não vivemos o presente como deveríamos. Perdemos a referência. Pouco ou quase nada se ensina nas escolas tradicionais. O espírito de família colapsou. Parece que temos que nos virar por conta própria.

O que temos no cardápio hoje? Dúvidas, incertezas, medo declarado, falta de perspectivas. Um alerta: não se trata tão somente da sobrevivência do hemisfério ocidental, não meus amigos, diz respeito ao destino de toda uma civilização! Urge um freio de arrumação nas Nações globais, independente dos Continentes onde se situam. Formas de conduta e planos de governo precisam ser repensados. Irremediavelmente estamos dentro da mesma “nave espacial”; a Terra, lugar onde todos nós moramos, segue a sua rota rumo ao infinito. Se alguma coisa vai mal dentro dela, o risco é de todos.

Dentro das suas fronteiras, os povos tentam resolver os seus problemas e defender os próprios interesses, mas de olho no vizinho, com a negligência de sempre, quando o assunto é entender as necessidades alheias. O homem continua o mesmo, o dos tempos remotos e o do século XXI, a diferença é que hoje existe a recuperação facial e Petshop. Vivemos como se fossemos eternos, nunca morreremos, até que o imponderável nos pegue de surpresa.

Continua na Terceira parte.

Augusto Avlis

Navegue no Blog  opiniaosemfronteiras.com.br e você encontrará 1.117 artigos publicados em 16 Categorias. Boa leitura.

Avatar de Desconhecido

Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts.

Junte-se a 148 outros assinantes
Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora