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Política

O mundo em desencanto – Primeira parte

O mundo em desencanto – Primeira parte

“A história da humanidade se resume na história dos seus crimes”. Essa afirmativa tem um lado estimulante, fascinante, se formos considerar as duras conquistas feitas pelos povos ao longo dos séculos, não importando o preço que se pagou por elas. O sangue derramado por milhões de vidas manchou a terra de vermelho; existências humanas que desapareceram para sempre! O mínimo sinal de rastro foi apagado pelo pisar das gerações. Lições são desaprendidas. A humanidade não evoluiu como previsto. Não há romantismo nisso.

Após cada conquista, não importa o tempo que se levou, ocorre a “perda da ilusão”, sobretudo quando a realidade se revela pior do que se imaginava. Terras devastadas ficavam para trás, apenas o espólio era carregado com o intuito de aumentar o enriquecimento de poucos. Desilusão disfarçada de glória, na medida em que não havia estrutura suficiente para a proteção do que se conquistou. Fim de eras e começo de outras; os herdeiros simplesmente mudaram os métodos ao longo das sucessões. E o pior acontecia, mesmo com aviso prévio, sabe-se lá de onde vinha.

Por vezes, as perspectivas não são reveladoras. A trajetória humana sempre foi marcada profundamente pelas guerras, pela opressão, violência e injustiças. Em nenhum momento da história dos homens jamais foi pensado, como deveria, que as suas vidas não eram eternas, por isso, as relações de poder sobre os povos também não o era. As “desigualdades sociais impostas” e a “exploração econômica” mudavam de rumo; como mudam os ventos. Não há mapa de navegação que mostre um só caminho.

Como analisar a história, por uma visão mais otimista ou pessimista? Depende do nosso preparo intelectual e da nossa reflexão crítica. Fato é que a história tem registrado inúmeros conflitos por toda parte do planeta, não importam os motivos. Destruição em massa mais rápida pelo uso da tecnologia da morte. Antes, os impérios eram erguidos pela força animalesca, pelos braços, pelas pernas e flechas, que moldavam a escravidão. Seja como for, a realidade é uma só: escravidão velada pela dependência, genocídios, crises humanitárias. O lado destrutivo e da ambição nunca esteve tão em evidência. Continuamos pagando o preço.

“A humanidade também construiu a arte, a ciência, a medicina e a filosofia para salvar vidas e aliviar o sofrimento. Movimentos por direitos civis, leis e sistemas de justiça nasceram para tentar conter os abusos e proteger os mais fracos. A cooperação, a empatia e a solidariedade permitiram que as sociedades superassem grandes catástrofes e avançasse moralmente.. Leia-se.

Vivemos na utopia?

Continua na Segunda parte.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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