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Política

Casa de massagem

Casa de massagem

Na última viagem que fiz a Brasília (Puteiro Central) eu fui a uma Casa de massagem, recomendada por um político, assíduo frequentador, que me pediu para não ser identificado. Fez-me jurar. Afinal, em tempos de Eleições Gerais, se algum candidato for pego com a cueca arriada, pode ter a certeza que não a levantará mais. Calça de veludo ou bunda de fora! 

O avião que me traria de volta à minha cidade de origem atrasara algumas horas, por isso, resolvi aproveitá-las da melhor forma possível, seguindo orientação daquele político, usual consumidor dos serviços corporais. O político devasso não quis me acompanhar à Casa de massagem, por motivos óbvios, sabia que eu era jornalista. Nesse caso, ter prazer compartilhado ele deixou para outra vez; se é que vocês me entendem. Perdi a reportagem!

A Casa de massagem aparentava ser um ambiente familiar, onde as pessoas se tratavam com respeito, e de certa forma com alguma consideração, ainda que com hábitos de vida desregrados e licenciosos. Quem vê cara não percebe as imoralidades escondidas. Os políticos têm disso.

A famosa Casa de massagem de Brasília tinha vários espaços, alguns interligados, que facilitava a troca de casais, também homem com homem, mulher com mulher. Outros espaços secretos reservados para gente de alto escalão. O pagamento das putas era feito na entrada do estabelecimento, segundo tabela de preços estabelecida pelo Ministério da Economia. A gorjeta obrigatória destinada ao PT, na base de 20%, sem sacanagem.

Com câmeras de foco automático até dentro dos vasos sanitários, a Casa de massagem oferecia, portanto, espaços voltados estritamente para o bem-estar, alívio de múltiplas tensões e terapias das mais diversas, como por exemplo drenagem e relaxamento total, massagens sensoriais ou tântricas com toques sutis, prática corporal permitindo-se o uso de dedos a gosto dos clientes. Não se tratava de “imaginário popular”, mas sim de necessidade contínua. O sexo é bestial, não importa o lado que cede, o importante é gozar!

Expandir a energia vital com toques retais não promove o autoconhecimento, apenas reforça o vício. Daniel Vorcaro tem uma lista de políticos que apreciam o ato, a introdução do dedo indicador lubrificado no canal anal (reto, ânus). Segundo políticos viciados, o procedimento passa a ser indolor nos primeiros toques, depois pedem a “rede bifásica”, ou seja, a introdução de dois dedos. Passar para a “rede trifásica” é uma questão de tempo. É por isso, meus amigos, que a delação premiada do sócio do Lula não é aceita! Dele mesmo, do Daniel Vorcaro.

Conversei com as putas da Casa de massagem sobre o atual momento político pelo qual passa o Brasil. Concluí que elas têm dignidade, são inteligentes, ao contrário dos políticos, chegados ou não a redes com três cabos de entrada: dois fios de fase e um fio neutro. De peito aberto elas, as putas, assumem o seu papel na “sociedade fechada” e honram o trabalho desempenhado para o entretenimento e deleite desta. Os políticos, por sua vez, jamais podem ser comparados com as putas por uma série de razões: não possuem atributos morais, não aceitam a liturgia do cargo e denigrem a confiança neles depositada pela “sociedade aberta” de eleitores. Além de mentirem pra caralho!

Soube, de boca pequena, quase fechada, que na Casa de massagem trabalha uma especialista extremamente cara, a “Marcelinha torpedo”, que tudo faz submersa na piscina. Ela chega disfarçada com peruca cor de abóbora e máscara da Míriam Leitão.

Perguntei a uma das putas: “O zé povinho tem acesso aqui?”. Ela me respondeu: “De vez em quando chega um, metido a besta, mas gosta de tomar no rabo, e ainda pede desculpas por achar que o seu CU (o dele) é apertado.”.

Não fiz massagem alguma, só fiquei bisbilhotando, de um lado pro outro. Mesmo assim, a faturista do estabelecimento me perguntou se eu queria uma Nota Fiscal dos serviços prestados ou não prestados, como pedem os políticos que lá frequentam. Disse que não. A atenta faturista completou: “A propósito senhor Augusto Avlis, volte mais vezes porque temos muita coisa pra conversar sobre os habitantes da Praça dos Três Prostíbulos. Vou apresentá-lo a Dilminha, a Rousseff, rainha do pompoarismo. A primeira dose é por conta da casa..

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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