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Política

A casa caiu!

A casa caiu!

Você já deve ter ouvido essa expressão várias vezes quando acessou as redes sociais. Um comentário feito por jornalistas independentes que mantêm canais exclusivos, a exemplo do Paulo Figueiredo e do Allan dos Santos, ambos perseguidos pela ditadura do Judiciário brasileiro.

A casa caiu para o governo; a casa caiu para o STF; a casa caiu para os presidentes da Câmara e do Senado; a casa caiu para algum político específico; a casa caiu para algum candidato que pretende ser eleito ou reeleito nas eleições de outubro próximo; a casa caiu para o Daniel Vorcaro; a casa está quase caindo para o Lulinha, filho do rapaz; a casa caiu para a Roberta Luchsinger, nora do Lula. A casa tem telhado furado, madeira podre, paredes rachadas, diversos vazamentos, piso esburacado, falhas estruturais. Mas, tem uma coisa nos fundos do quintal que poucos percebem: uma matilha de pitbull criada e adestrada por ministros do STF. A raça é maldosa!  

A casa caiu, ou está caindo em pedaços, e eu confesso que não vi os escombros caírem na cabeça de alguém. Todo mundo até agora saiu ileso. Duas certezas: o puteiro Brasil continua de pé e a matilha está viva. Não saberia afirmar se todos os envolvidos em falcatruas se salvariam de um incêndio de grandes proporções! O Brasil não precisa de heróis, nem de mártires, só de vergonha na cara.

A casa caiu é uma expressão popular com vários significados: um segredo foi descoberto por um fofoqueiro; alguém foi pego com a boca na botija; alguém foi pego em flagrante fazendo algo errado; ou, uma situação saiu totalmente do controle de forma definitiva.

Existem vários contextos de uso da expressão “A casa caiu”, como por exemplo:

  1. Flagrantes policiais ou criminais – A casa caiu no meio policial ou marginal para indicar que a Polícia chegou ou que o plano criminoso falhou. Não é o caso dos escândalos do Banco Master e do INSS, todos nós sabemos que há conchavos entre quem investiga e os investigados. Não é o caso das relações promíscuas entre o governo e empresários, porque se completam na prática de delitos. Dividem os lucros.
  2. Relações pessoais – A citação “A casa caiu” também é empregada quando uma mentira ou traição é finalmente descoberta. Aí funciona quando uma delação premiada é realmente levada a sério. Agora, se a PGR ou o STF desqualificá-la, aí caímos no item anterior. Você pode voar bebendo Red Bull. Mentira.
  3. Problemas gerais – Quando um plano dá muito errado e não há mais como consertar o prejuízo. Melhor perguntar aos dois presidentes das Casas do Congresso Nacional. Outro caso, as promessas de campanha do Lula nunca realizadas.

O Brasil não é para amadores.

Nota de rodapé: Acima eu me referi à expressão “com a boca na botija”. Cabe um esclarecimento. A expressão “com a boca na botija” significa que alguém foi pego em flagrante no exato momento em que está cometendo um ato considerado proibido, errado ou às escondidas. É o mesmo que o cara ser ‘pego no pulo’ ou ‘com a mão na massa’. Exemplos: Davi Alcolumbre dançando nu nas festinhas íntimas do Vorcaro. Um político famoso (?), no mesmo ambiente, fazendo sexo oral com o seu par de parlamento. Lula é useiro e vezeiro em ser pego em flagrante, por várias e várias vezes, surpreendido bebendo cachaça durante os seus discursos, às claras, na frente das plateias hipnotizadas.

O Brasil é um circo, perdão, um hospício.

Pensamento: “O dia de amanhã ninguém sabe!”. Pode ser que nenhuma casa caia, pode ser que ninguém seja pego com a boca na botija, pode ser que tudo de criminoso não dê em nada. Agora, pode ser que outro avião caia na região de Angra dos Reis com gente importante dentro! Sem sobreviventes.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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