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Política

Poucas e boas – 10ª e última parte.

Poucas e boas – 10ª e última parte.

PONTO FINAL. Vou parar por aqui, na décima parte desta sequência de matérias sob este título. Eu penso em criar a manchete “Muitas e ruins”, mas com cuidado. O que vocês acham? São muitas as merdas que estão acontecendo no Brasil e no mundo, e péssimos os seus resultados para os “não autores” das cagadas. Parêntese: Tem uma mulher aqui do meu lado pedindo para usar a expressão “defecadas” em vez de “cagadas”, em respeito ao lado feminino no qual ela se encontra. Mulher também faz cagada. Respondi pra ela que isso não mudaria de forma alguma o mau cheiro, tampouco os resultados. Acredito que tenha entendido. Mais à frente darei um bom exemplo de uma cagada homérica, digna de poema, feita, ou melhor, produzida pelo lado masculino – político.

Em tempos de linguagem não-binária, comprovo que Deus foi inteligente quando dotou os seres vivos com ÂNUS (1), abertura exterior do tubo digestivo na extremidade do reto, igual pra todo mundo, sem diferenciações, com idêntica morfologia – o que muda é o número de pregas em razão do seu uso, nesse caso específico caberia um reestudo da forma. Sem maiores delongas comparativas. Nesse diapasão vale lembrar que o “medo” tem uma correlação com o ÂNUS (2), de modo que quem tem um tem o outro. Tem um cara aqui do meu lado, apolítico, pedindo pra que use a expressão CU no lugar de ÂNUS (3). Outros tantos atenciosos estão me questionando porque empreguei o substantivo ÂNUS três vezes – agora quatro. A propósito, em Brasília falta CU pra tanta pica voando!  

Simples, porque não se trata de linguagem neutra, e sim de objeto de desejo – daí a ênfase. No português clássico, então vejam: Há anos (passado, tempo decorrido), a anos (futuro, daqui a algum tempo), “há anos atrás” é uma meiga fala errada pela redundância clássica. Nunca vi alguém com o ÂNUS localizado na parte da frente do corpo, salvo quando outro alguém fica de costas pro primeiro alguém numa proximidade que não dá pra medir em centímetros. Os cães são seres capazes de nos transmitir informações expressas mais de uma vez – exemplos típicos de redundância animalesca – lambem o CU uns dos outros quando se encontram; políticos e macacos usam esse método como recurso de aproximação – nunca encontraram problemas ou distorções morfológicas nas suas vontades expressas. Cachorros têm raça e demonstram qualidades; políticos são racas.

Sendo esta a última matéria da sequência até que a coisa está indo bem. Só não está bem é o meu Facebook. Consultei de novo a quantas anda. Hoje, segunda-feira, 25 de outubro de 2021 (15h12min), mensagem colocada: “Conta temporariamente indisponível. Sua conta não está disponível no momento devido a um problema no site. Esperamos que isto seja resolvido em breve, tente novamente em alguns minutos”. Não sei se recorro a um cachorro ou a um político disponível, desde que não seja do G7. No caput eu comentei: Mais à frente darei um bom exemplo de uma cagada homérica, digna de poema, feita, ou melhor, produzida pelo lado masculino – político. Chegou a hora. Reproduzirei, abaixo, pretérita matéria de imprensa (Agência Estado) que trata de um assunto que continua extremamente polêmico. A que ponto nós chegamos! Não podemos dizer que estamos num mato sem cachorro, porque o mato foi devastado e os cachorros… Alguns fugiram, outros morreram de fome. É público e é notório que a Câmara dos Deputados, décadas faz, virou prostíbulo oficial, onde as putas de ocasião não precisam mais rodar bolsinhas para amealhar grana fácil daqueles que querem descarregar os testículos.

PUBLICADO EM 05/10/2017 – 20h00. Agência Estado. Uma emenda incluída durante a madrugada no projeto da reforma política aprovado nesta quinta-feira (5) pelo Congresso vai permitir que conteúdos sejam retirados da Internet após a simples denúncia de que se trata de um “discurso de ódio, disseminação de informações falsas ou ofensa em desfavor de partido, coligação, candidato”. O texto prevê que a publicação denunciada terá que ser retirada do ar em “no máximo vinte quatro horas”, até que o provedor “certifique-se da identificação pessoal do usuário” que postou a mensagem. Autor da emenda, o líder do Solidariedade na Câmara, deputado Áureo (RJ), nega que a intenção da proposta seja promover a censura e cercear a liberdade de expressão, mas sim combater as chamadas “Fake News” na Internet (notícias falsas disseminadas de forma proposital). “Existe uma guerrilha sendo criada nas redes sociais. Se começa uma guerrilha, e ela é anônima, quando o conteúdo for denunciado, o Facebook terá que identificar essa pessoa, e vai retirar o conteúdo do ar até a pessoa se identificar”, disse. O deputado afirmou ainda que debateu o assunto com “diversas pessoas que entendem de eleição na Internet” e defendeu a medida pois, segundo ele, a campanha do ano que vem vai ser “a eleição da Internet”. A proposta, no entanto, foi criticada por deputados que estavam no plenário da Câmara no momento da aprovação da emenda. Para o deputado Alessandro Molon (PSOL-RJ), “o texto é extremamente perigoso”. “O texto é muito aberto. Quem diz que a informação é falsa? Onde está a liberdade de expressão?”, questionou.

Destaque: Para o deputado Alessandro Molon (PSOL-RJ), “o texto é extremamente perigoso”. “O texto é muito aberto. Quem diz que a informação é falsa? Onde está a liberdade de expressão?”. Pergunto ao deputado Alessandro Molon, implacável opositor ao governo: Hoje, 25/10/2021, qual é o pensamento de V. Ex. ª sobre o assunto? V. Ex. ª considera ter feito uma cagada política? Não vale responder “boca fechada não entra mosca”. A mim me parece que políticos que abrem a boca pra falar coisas que eles mesmos não sustentarão, o ato tem duas explicações: primeira, querem fazer média jogando pra plateia; segunda, são totalmente irresponsáveis. Falar mal de políticos faz parte do cardápio diário dos brasileiros – aqueles que falam bem se assemelham a eles. Recomendo a leitura do livro A Psicopatologia da Vida Cotidiana, de Sigmund Freud.

Eu penso em criar a manchete “Muitas e ruins”, mas com cuidado. O que vocês acham? São muitas as merdas que estão acontecendo no Brasil e no mundo, e péssimos os seus resultados para os “não autores” das cagadas. O grande problema é que as Instituições estão interligadas, de modo que o cidadão não tem pra onde fugir. O relógio marca 19h23min e comprovo a mensagem estampada quando tento acessar o meu Facebook: “Conta temporariamente indisponível. Sua conta não está disponível no momento devido a um problema no site. Esperamos que isto seja resolvido em breve, tente novamente em alguns minutos”. Não sei se recorro a um cachorro ou a um político disponível, desde que não seja o deputado Alessandro Molon. Pensamento do dia: “Cuidado quando começarem as coceiras no rabo, elas podem significar merda a caminho”. Isso não é Fake News.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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