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Política

Poucas e boas – 4ª parte.

Poucas e boas – 4ª parte.

ALEXANDRE DE MORAES. Eu não quero falar dele, pessoa, nem sobre ele, ministro. Não o conheço suficiente. Portanto, nego-me a tomar a iniciativa. Há riscos. Decididamente, isso não me compete, de modo que deixo esta tarefa para quem assim o desejar. Face ao infortúnio, não é devido. De modo definitivo, não é minha obrigação desde que me recuso. Ainda que me peçam não me cabe este sacrifício. Tenho família a zelar. Dedico respeito às pessoas como elas são. Ponto e vírgula. Vejam vocês amigos leitores, quanta precaução da minha parte. Minha avó Thomázia tomava caldo de galinha e outras medidas antecipadas para prevenir (precocemente) males à saúde. A única coisa que eu sei é que Alexandre de Moraes foi nomeado pelo então presidente da República, Michel Temer, para o Supremo Tribunal Federal (STF) ocupando a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo. Após juramento solene, Alexandre de Moraes vestiu a toga suprema no dia 22 de março de 2017 – se tirou para lavá-la acredito que ele tinha outras vestimentas de igual relevância. Quem sabe entrar no Céu pela porta da frente, o Diabo não conseguirá arrastá-lo pela porta dos fundos.

COISA DE FOFOQUEIROS. Vieram me falar que nesta segunda-feira (11/10) o ministro Alexandre de Moraes mandou prorrogar por mais 90 (noventa) dias os inquéritos sobre a interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF) e sobre milícia digital. Moraes considerou a necessidade de prosseguimento das investigações pelo fato da existência de diligências em andamento envolvendo aliados do presidente. Eu não quero falar dele, pessoa, nem sobre ele, ministro. Mas, acredito na Santa Cruz; Moraes, depois de levantar a bandeira branca para o Palácio do Planalto em retribuição ao aceno de Bolsonaro, não dará a ordem pros soldados saírem das trincheiras. Outro infeliz maledicente veio encher os meus ouvidos com a seguinte fofoca: “O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pensa em enviar para o plenário até meados de novembro a ação que pede a cassação da chapa Jair Bolsonaro x Hamilton Mourão. Motivo alegado: impulsionamento ilegal de mensagens em massa pelo WhatsApp. Se Moraes vai colocar mais azeitonas nessa empada azeda do TSE, eu não quero saber e tenho raiva de quem sabe – além disso não irei comê-la, a empada. Decididamente, isso não me compete, de modo que deixo esta tarefa para quem assim o desejar. E por falar em “impulsionamento ilegal de mensagens em massa”, eu fico imaginando se ele tivesse sido nomeado ministro do STF pela ex-presidente Dilma Rousseff, e o que ele faria com milhões de brasileiros em atos antidemocráticos mandando a presidenta Dilma tomar naquele lugar – seja nas manifestações, nos campos de futebol, nos shows de artistas, nas igrejas, nos templos, nos clubes, nos bares, nos banheiros públicos, nas festas, nas esquinas, enfim, em qualquer lugar onde houvesse mais de uma pessoa – inclusive em casa.

U,U,U, Dilma comunista, vai tomar no CU! Publicado por augustoavlis ⋅ 05/11/2014. Em tempo real, eu estava lá, na Avenida Paulista (SP), naquela tarde de sábado, no meio da multidão pacífica, convocada pelas redes sociais para protestar contra a reeleição da petista presidente Dilma Rousseff, para pedir o seu impeachment e implorar a volta dos militares ao poder da República. O dia 01 de novembro de 2014 era pra ser dedicado à solenidade do “Dia de todos os Santos”, para celebrar os mártires religiosos, conhecidos e desconhecidos, que deram a vida por uma causa reconhecida pela religião cristã. Durante a manifestação nenhum nome de santo foi pronunciado, quem pensou em algum nome resolveu guardá-lo para as orações do dia seguinte, 02, dedicado aos mortos. Entre outros, se ouvia em bom tom o grito U,U,U, Dilma comunista, vai tomar no CU!. Virou moda. Um grito de guerra não compatível para o “Dia de todos os Santos”, mas que expressou o sentimento de revolta das pessoas – um grito preso na garganta, um desabafo que milhões de brasileiros gostariam de ter. A imprensa também está dividida, cada veículo deu a sua versão, sobretudo a respeito do número de participantes na manifestação paulista – 1000, 2500, 10.000, 20.000 pessoas. A verdade é que tinha muita gente na Avenida Paulista e no entorno; pessoas de vários matizes, credos e níveis sócio-culturais. Para não perder a oportunidade, simpatizantes do PT deram o ar da graça, não só nas janelas dos prédios como em grupos isolados nas esquinas, torcendo para que algo desse errado, que os santos mandassem chuva forte.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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