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Política

Compramos uma briga que não é nossa?

Compramos uma briga que não é nossa?

“Eu dou um boi para não entrar numa briga, e dou uma boiada pra não sair dela”. Desde pequeno eu ouço esta frase, perdi as contas de quantas vezes eu a pronunciei em alto e bom tom – agressivamente na maioria delas. Ganhei algumas lutas, perdi outras, bati, apanhei, caí, levantei. É a vida que segue, uns não olham pra trás, outros nem pros lados – os antolhos bem ajustados à cara indicam um único caminho. Então, deixemos os Poderes da República se engalfinharem como podem; daqui a pouco um estará lambendo a cara do outro – basta dividir o pão, o copo de café e negociar interesses. Eu aprendi que em briga de cachorro grande pequinês se esconde. Ficar quieto no seu canto talvez seja a melhor estratégia – sem latir.

Tudo está muito confuso nesse momento da história política brasileira. Eu remonto a “Criação do Mundo” para procurar entender as situações e os cenários formados a partir do nada. “Causar” é modismo, “dar origem a” lugar-comum. O importante é “fazer existir” algo que se transforme em fato notório. O que é essencial à natureza humana? Acontecimentos podem não ser particularidades e/ou pormenores aparentes – mexem com as pessoas, as modificam, as transformam, positiva ou negativamente. Nessa perspectiva os sofrimentos se sobressaem. Se ficar parado onde está será atingido irremediavelmente.

Segundo a mitologia grega o mundo foi feito pelo Caos – vazio profundo, ilimitado e indefinido, que precedeu e propiciou o nascimento de todos os seres e realidades do universo. In verbis. Filosoficamente, o estado geral desordenado e indiferenciado de elementos que antecede a intervenção do Demiurgo. Segundo Platão (428-348 a.C.), Demiurgo, o artesão divino ou o princípio organizador do universo que, sem criar de fato a realidade, modela e organiza a matéria caótica preexistente através da imitação de modelos eternos e perfeitos. In verbis. Seriam as aparências fictícias realidades? O ilusório é verdadeiro.

Difícil a compreensão? Então procure entender os meandros da política nacional e depois você venha me dizer o que achou. Brasília é um ambiente de trevas, onde hecatônquiros se reproduzem em larga escala. Definitivamente não dá pra brigar com três gigantes – cem mãos, dotados de cinquenta cabeças. O Pequinês é um pequeno canino, resultado de um amor impossível entre um leão e uma diminuta macaca, segundo a lenda chinesa. Temos muito que aprender com o seu comportamento por uma questão de preservação.

Na verdade, ninguém compra briga dos outros de graça – seria maluquice. Apenas lutamos por aquilo que acreditamos ser o melhor, sobretudo para o Brasil. Construir uma nação forte e próspera significa prepará-la para as futuras gerações. Povo politicamente organizado, pujança, prosperidade, ordem e liberdade são valores inalienáveis. Não dá pra negociar.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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Um comentário sobre “Compramos uma briga que não é nossa?

  1. Republicou isso em REBLOGADOR.

    Publicado por adcarrega | 14/09/2021, 12:05

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