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Política

Deus e o Diabo na Terra do Sol.

Deus e o Diabo na Terra do Sol.

Os ferrenhos e implacáveis perseguidores do presidente Jair Bolsonaro querem colocá-lo a pecha de “pior presidente do Brasil” de todos os tempos; esquecem esses profetas do Apocalipse que nunca houve nesse país um presidente da República que tentasse governar com uma oposição jamais vista na história política, seja feita pela esquerda atormentadora, seja promovida pelo STF e Congresso, e, sobretudo, pela imprensa abjeta com a capacidade o suficiente para fazer Deus trocar de papel com o Diabo em terra escaldante.

Fato é que os perigosos traidores não estão mais se importando ao mostrar as suas caras porcas, independente se o ambiente está claro ou escuro. É uma fortíssima pressão vinda de todos os lados; até mesmo os mais radicais apoiadores do presidente esperavam dele ações beligerantes com o poder para exterminar os inimigos do governo, com força para aniquilar as Instituições. Os brasileiros precisam ter a cabeça fria, em primeiro lugar para não caírem em esparrelas, em segundo lugar devem procurar entender as questões colocadas nos seus mínimos detalhes, caso contrário, os bolsonaristas – como são chamados pelos incautos – serão reprovados no ENEM, nivelando-se à “plêiade” de ignorantes, que se apresentam em números assustadores.

Foi-se o tempo em que as pessoas diziam “Falem mal, mas falem de mim”. Mas, não se deve falar bem dos outros com falsidade de sentimento. Também era comum a gente ouvir “A opinião dos outros não me interessa”. Eu fui claro quando disse “Foi-se o tempo”. Nesse momento crítico da história política do país – que irá se tornar estória, uma narrativa de cunho popular – as opiniões dos outros, não só importam muito, como Xerifes da moralidade nelas se baseiam para liberar instintos predadores com o propósito de tomar atitudes arbitrárias, contrárias às Leis e à Ordem Constitucional. Mandar afixar cartazes “Procura-se vivo ou morto” nos rincões da Pátria é dever de ofício do Xerife responsável por um condado judicial com obrigações legais, políticas e cerimoniais de imolação.

Jornalistas de mau caráter, subservientes da “Indústria cultural” – graças a Deus ainda não plural – são desprezíveis e vergonhosos. A imprensa, a qual os jornalistas com falta de personalidade se submetem de joelhos e juram cega obediência, é a mesma que endossa os sacrifícios a divindades togadas, participa dos massacres e financia esses rituais macabros. Deus, no papel do Diabo, pode puni-los, os brilhantes jornalistas de mau caráter que emporcalham a profissão escrevendo aberrações – degradar-se por praticar atos reprováveis como mentir é opção de cada um. Resta saber se o Diabo colocará as vestes de Deus.

Vivemos a era das “mentiras oficiais” e das “verdades oficiosas”. O medo de abrir a boca em público hoje é uma realidade – até a mais simples forma de se expressar dá pânico nas pessoas com relativa clarividência, com visão de mundo. Esteja onde você estiver será alcançado por “câmeras vivas”. Os veículos alternativos de comunicação, representados por legítimos profissionais de imprensa, têm consciência que trabalhar a informação com isenção e transparência há o risco de sentenciar os jornalistas ao cepo. Aquele que se arriscar na ênfase dos comentários será o primeiro a ter a cabeça cortada por decisão do Xerife responsável por um condado judicial.

“Deus e o Diabo na Terra do Sol” é um filme brasileiro de 1964, do gênero drama, dirigido por Glauber Rocha. Fico imaginando se ele fosse vivo e hoje resolvesse reeditar este filme. Qual o título que ele daria ao filme para individualizar a sua obra? Arrisco um palpite: “O Diabo expulsou Deus da terra de ninguém”.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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