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Fatos em Foco

COVID-19 – Vigésima parte

COVID-19 – Vigésima parte

“Eis que das profundezas emergirão espectros que se espalharão por todas as partes do planeta. Cortejos fúnebres encherão as ruas das frias cidades. Sepulturas abertas receberão corpos sem vida sob o clima de abandono forçado. Parentes chorarão os seus mortos – que os aguardam em próxima ocasião. Vítimas do acaso; almas perdidas; experimentos macabros. O fogo queimará por longo tempo; fugir não há como. O vírus sobreviverá por gerações. Suplícios, gritos se ouvirão por todos os cantos, a falta de ar agonia, a morte salvação”.  

Augusto Avlis

“Vacina é do Brasil, não é de nenhum governador” – disse o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em crítica ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O uso político da vacina e, por consequência, do plano de vacinação, em nada contribui para o efetivo combate à pandemia. Só faltou Bolsonaro sugerir a inversão da tabela de prioridades, colocando no topo da lista as pessoas que estão em idade produtiva, deixando os inúteis idosos como os últimos a serem vacinados, provavelmente sem direito à segunda dose do imunizante. A rigor, Deus ficaria responsável em agravar as suas comorbidades e assim adiantar a morte dos idosos – desse modo sobrariam vacinas. Bolsonaro sofre de uma doença preexistente: insanidade.

Matéria de imprensa. Poder360Murilo Fagundes – segunda-feira, 18 de janeiro de 2021 (11h27min). O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta 2ª feira (18/01/2021) a liberação do uso emergencial da CORONAVAC, vacina desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac e distribuída no Brasil pelo Instituto Butantan, e do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). “A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, não tem o que discutir mais. Havendo disponibilidade no mercado, a gente vai comprar e vai atrás de contratos que fizemos também, que era para ter chegado a vacina aqui” – disse o presidente a apoiadores, quase 24 horas depois do aval da Anvisa. “Então está liberada a aplicação no Brasil. E a vacina é do Brasil, tá? Não é de nenhum governador não, é do Brasil”, disse Bolsonaro. A declaração foi uma resposta a ato do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), nesse domingo (17/01). Em evento organizado e preparado para maximizar o momento, o tucano aplicou grande derrota política ao presidente ao mostrar para o Brasil inteiro, ao vivo, a primeira pessoa a receber uma dose da CORONAVAC. O governador disse que o domingo foi o “Dia V”, da vacina e da vida, “daqueles que valorizam e trabalham pela vida”. A declaração foi feita minutos depois de a 1º brasileira ser vacinada, no Hospital das Clínicas, em São Paulo, com a CORONAVAC. Mudança de tom. Desde o início do processo de submissão de dados à Anvisa, um imbróglio se instalou entre o governo federal e o governo de São Paulo. Aposta de Bolsonaro, o transporte do imunizante da AstraZeneca travou na última etapa. Isso porque o governo federal anunciou que um avião da companhia Azul buscaria 2 milhões de doses na Índia, mas problemas logísticos atrapalharam o plano. Com a aprovação da CORONAVAC pela Anvisa, o imunizante chinês foi o 1ª distribuído no Brasil. A adesão do governo Bolsonaro à vacina não foi unânime desde o início. No fim de outubro, o Ministério da Saúde chegou a anunciar que compraria 46 milhões de doses da CORONAVAC. O protocolo de intenções que estabelece as condições da compra foi assinado pelo ministro Eduardo Pazuello. Um dia depois, Bolsonaro afirmou que cancelou o acordo. Agora, o governo federal voltou a considerar o imunizante chinês e o incluiu no plano de vacinação.

Fato é que, até a última sexta-feira, 12/02/2021, 4.909.251 brasileiros foram vacinados contra a COVID-19. Parte destes brasileiros já recebeu a segunda dose da vacina. As únicas reações adversas registradas até agora partiram dos próprios políticos. Mesmo assim, a maioria deles deve ter furado a fila da vacinação, independente das prioridades.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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