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Política

A merda da política – 10ª parte.

A merda da política – 10ª parte.

No domingo, 15 de novembro de 2020, o Brasil, como os brasileiros, deixou passar em brancas nuvens o 131º ano da Proclamação da República. Pouco se falou a respeito, pouco se comemorou; talvez por ser um dia de domingo, dedicado ao 1º turno das eleições municipais – coisa mais importante. As Rádios MEC, com baixa audiência, veicularam em sua programação trechos de entrevistas de pesquisadores e historiadores. Foi só isso em termos de lembrança. Estamos vivendo não uma segunda onda de ignorância, porque ainda não saímos da primeira.  

As escolas, locais de votação em massa, estavam fechadas para os alunos, mas abertas para os eleitores. A convocação “Fique em casa” foi trocada por “Saia de casa e vote”. O vírus não é tão feio assim, não precisa ficar com medo! Aposto que após o 2º turno das eleições municipais (domingo, 29) determinados municípios decretarão o lockdown, ou seja, um bloqueio total da cidade com o confinamento das pessoas. A corrida às urnas eletrônicas promovida pela boiada de eleitores teve clima de normalidade, parecia um passeio no parque, de modo que a liturgia do voto teve que ser respeitada. O protocolo contra a COVID-19 foi quebrado na maioria dos locais de votação, as medidas para o distanciamento social acabaram não funcionando como o previsto. O que isso importa, senão o sucesso das eleições?

As escolas não ensinam lições de cidadania aos alunos (as famílias também não), portanto, as urnas não servem para as pessoas externarem com liberdade e convicção a sua vontade de escolha, ainda que elas se considerem no pleno gozo de direitos políticos, que lhes permitam participar da vida pública com olhos vendados e ouvidos de mercador.

Se, no dia 15 de novembro de 1889, o marechal Manuel Deodoro da Fonseca soubesse que, a partir dele, a sua tão “aclamada” República fosse subdividida em 06 (seis) Repúblicas, talvez desistisse de proclamá-la e se negaria a sair da cama onde estava pouco antes. Que se danasse a insatisfação dos militares e da elite civil com os rumos da Monarquia e pro Diabo que carregue as posições políticas de época. Não venham me dizer que a Abolição da Escravatura contribuiu para “forçar” o movimento republicano; na verdade, o que houve foi um “movimento golpista” para dar um chute no traseiro (ponta-pé na bunda) da família real do Brasil e assim saborear as benesses do poder, com outro nome, com novo espectro. É o que eu penso, de modo que não estou aqui pra dar aula de História; sinto-me cansado, portanto, quem quiser saber mais detalhes que recorra aos livros empoeirados.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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