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Política

A merda da política – 9ª parte.

A merda da política – 9ª parte.

Depois de muito tempo sem passar por essa experiência desagradável, hoje, algumas pessoas conhecidas me tiraram do sério. Sério? Veja só, numa roda de conversa despretensiosa na fila dum banco me perguntaram abertamente: Por que você só fala mal dos políticos, mete o pau direto, será que em sua opinião nenhum deles presta? Já no início da formulação da pergunta eu senti certa dose de provocação, ainda mais considerando de quem ela partiu – claro que não revelarei aqui a tendência política do questionador. Ainda que fácil a resposta à pergunta, quando dada de forma honesta não terá o necessário entendimento. À medida que alguém faz uma pergunta fácil de ser respondida – isso eu aprendi desde cedo –, devolva-a em forma de outra pergunta (ou outras), a depender do caso discutido. É claro. Agora, pergunta difícil que venha a suscitar dúvida você pesquisa primeiro antes de respondê-la. Parece simples, não é?

Quem se arrisca a me dar três motivos, só três, que me levem a falar bem dos políticos? Vocês podem me dizer, sem pestanejar, os nomes de todos os candidatos nos quais vocês votaram nas últimas três eleições bem como os seus respectivos partidos políticos? Cada um de vocês, sem muito esforço de memória, pode me relatar pelo menos um Ato político, ou simplesmente um Ato governamental praticado pelos agentes políticos (que mereceram o seu voto) no pleno desempenho das funções executivas e legislativas, de acordo com a competência estabelecida na Constituição do país, cujo Ato trouxe algum tipo de benefício para a sociedade organizada? Silêncio sepulcral por parte de todos, inclusive por parte daqueles que não estavam na fila do banco. Notei, com o rabo do olho, que algumas pessoas saíram de fininho antes de serem atendidas pelo Caixa do banco.

Prestes a completar 70 anos de idade (é amanhã!), agora mesmo que eu não votarei nunca mais na minha vida – pelo menos nessa vida! É uma questão de foro íntimo. Desde a fundação do PT – Partido dos Trabalhadores, em 10/02/1980, eu pensava em não mais comparecer às urnas; sei de antemão que cometi algumas besteiras até 1989. Fernando Henrique Cardoso (FHC) não precisou do meu voto para ganhar a eleição de 1994 (2ª eleição presidencial do Brasil após a promulgação da Constituição Brasileira de 1988). FHC (PSDB-SP) venceu Lula (PT-SP) no 1º turno com 34.314.961 de votos, contra 17.122.127 do sindicalista. Cansei de justificar ausência da minha zona e seção eleitoral, por isso, decidi simplesmente “não votar” e “não justificar” – tal decisão já faz 26 anos. Nunca tive problema, inclusive com viagens para o exterior. Não lembro se paguei as multas previstas pelo TSE.

Nas eleições de ontem, 15 de novembro de 2020, eu vi verdadeiros formigueiros humanos indo na direção das urnas eletrônicas para a “escolha” de Prefeitos e Vereadores, ou seja, para chefes dos Executivos Municipais e para as Câmaras Legislativas Municipais. Legal. Eleitores cônscios que cumpriram o seu papel de cidadão exercendo o direito de votar, mesmo sabendo que as suas vidas em nada mudarão. Mas votaram com orgulho, caso contrário, deixariam de ser brasileiros. Realizei pesquisa de boca de urna e nenhuma surpresa. Por decisão tomada, 60% dos eleitores votariam em candidatos corruptos; 30% estavam levando a famosa “colinha”; os restantes 10% permaneceram calados. A maioria dos entrevistados concordou com uma coisa: Que o voto nunca promoveu transformações, salvo para piorar a situação; quem vota por obrigação considera total perda de tempo; que os políticos são corruptos; que não pensam no povo, só em seus próprios interesses; que são enganadores ao prometerem muita coisa e não realizarem nada durante o mandato. Eu completo: São todos uns Filhos das Putas!

Segundo a Agência Brasil “O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse há pouco que uma falha em um computador provocou atraso na divulgação dos resultados da apuração do primeiro turno. Por volta das 21h40, cerca de 63% dos votos tinham sido computados. Segundo o ministro, os dados dos tribunais regionais eleitorais foram recebidos pelo tribunal, mas ocorreu uma falha no processador de um supercomputador e foi preciso fazer a reparação. Segundo Barroso, o atraso não traz prejuízo para o resultado das eleições, porque o problema está somente na divulgação”.

“O atraso não traz prejuízo para o resultado das eleições, porque o problema está somente na divulgação”. Isso não tem a menor importância para nós, caro ministro Luís Roberto Barroso, porque a merda já está consolidada. Amigo leitor (eleitor), a propósito, em quem você confia mais, nos políticos, no TSE, ou em você próprio? É. A merda da política continua entupindo os esgotos da nação brasileira e fedendo antes do prazo estabelecido.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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