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Política

A merda da política – 8ª parte.

A merda da política – 8ª parte.

Dentro da cueca de um homem normal cabem coisas normais. Dentro da minha, os testículos, o pênis e a mão da namorada quando ela quer acariciar as duas primeiras coisas. Dentro da cueca de um “político normal” deveria conter as mesmas coisas, os colhões (saco escrotal), o pau e as mãos dos puxa-sacos. E o dinheiro, fruto da corrupção? O “político normal” mandaria depositar diretamente em paraísos fiscais em nome de laranjas. Parêntese aberto, diferença há entre puxa-saco e bajulador, o primeiro oferece risco de arrancar os seus ovos, o segundo, na qualidade de baba-ovo, deixa os ovos de alguém (podendo também ser os seus) totalmente molhados de saliva numa frequência que ele julga correta. Fecha parêntese.  

O ainda senador da República pelo DEM-RR, Francisco de Assis Rodrigues, conhecido na roda política por Chico Rodrigues, foi considerado pela Polícia Federal um “político anormal” ao ser flagrado com dinheiro sujo dentro da cueca. Se dinheiro limpo, na opinião de Chico Rodrigues, acabou ficando emporcalhado ao ser misturado com a defecação que ele fez no momento da abordagem. O responsável pela retirada das fezes das notas deveria receber um extra, ou promoção caso policial. Chico Rodrigues decidindo optar por enrolar as notas e enfiá-las na abertura exterior do tubo digestivo, não estaria sendo criativo, nem mesmo se preferisse usar o ânus como cofrinho. De todo modo a merda está feita.

Era quarta-feira, 14/10/2020, por volta das 06h00min agentes da Polícia Federal sob o comando do delegado Wedson Cajé realizaram uma operação de busca e apreensão na residência do senador Chico Rodrigues, até então vice-líder do governo Bolsonaro no Senado. A Operação “Desvid-19” da PF investiga desvio de recursos para combate ao coronavírus em RR. Dentro da casa do rato senador os agentes encontraram dinheiro vivo; no cofre R$ 10 mil + US$ 6 mil e dentro da cueca do próprio roedor um total de R$ 15.000,00, segundo Termo de Apreensão da PF, dinheiro esse devidamente acomodado próximo às nádegas de Chico Rodrigues. O ato da “busca corporal” foi filmado pelos policiais para não caracterizar abuso de autoridade por parte do delegado. A PF afirmou que não usará as cenas em filmes pornôs.

A perspicácia do delegado Wedson Cajé foi decisiva. Em certo momento da operação o rato Chico Rodrigues pediu para ir ao banheiro, sem apresentar qualquer sintoma que estava borrado (corrimento de bosta pernas abaixo), nem mesmo foram ouvidos prévios peidos anunciando merda a caminho, enfim, foi aí que Cajé disse acompanhá-lo por desconfiar algo de errado, a bunda do senador desproporcional ao tamanho do seu corpo. Abaixo, trecho do relatório da Polícia Federal:

“Nesta hora, o Delegado Wedson percebeu que havia um grande volume, em formato retangular, na parte traseira das vestes do Senador CHICO RODRIGUES, que utilizava um short azul (tipo pijama) e uma camisa amarela. Considerando o volume e seu formato, o Delegado Wedson suspeitou estar o Senador escondendo valores ou mesmo algum aparelho celular. Ao ser perguntado sobre o que havia em suas vestes, o Senador CHICO RODRIGUES ficou bastante assustado e disse que não havia nada”.

Chico Rodrigues, pernambucano de nascença (Recife) tem boa formação como político de merda; foi vereador pela capital Boa Vista (RR); foi deputado federal por Roraima; foi vice-governador e depois governador de Roraima, portanto, possuidor de uma extensa ficha política suja. Políticos espertalhões procuram colégios eleitorais menos esclarecidos para se lançarem candidatos – ladrões por atributo migram como ratos. Chico Rodrigues é mais um canalha corrupto que passou por 07 (sete) partidos políticos desde 1987, diferentes só na sigla: PMDB, PTB (duas vezes), PPB, PFL (duas vezes), PSB, PSDB, DEM (duas vezes). Este último, o Democratas, é um partido político de “Centro-direita”, de tendência conservadorismo-liberal. O partido das novas ideias, como é olhado, mas, de novas ideias não tem absolutamente nada. De certeza só temos uma, o primeiro presidente judeu do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP), está se articulando para livrar a cara de Chico Rodrigues, assim como fez com Aécio Neves. Alcolumbre, no mês de outubro/2017 proferiu voto a favor da manutenção do mandato do então senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrubando assim a decisão da Primeira Turma do STF em um processo onde ele, Aécio, era acusado de corrupção e obstrução da justiça. Aécio Neves pediu R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, segundo ele, a título de empréstimo pessoal. Vai enganar outro.

Chico Rodrigues não foi o primeiro a esconder dinheiro vivo na cueca. Em julho de 2005, José Adalberto Vieira, assessor do deputado federal José Guimarães (PT-CE), foi preso com US$ 100 mil na cueca, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. José Adalberto Vieira também levava R$ 209 mil dentro de uma mala de mão. José Guimarães jurou pela mãe dele que todo aquele dinheiro não era dele – talvez só os dólares. Em novembro de 2009, Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal, aparece num vídeo entregando dinheiro ao empresário Alcyr Duarte Collaço Filho, que coloca os maços das notas dentro da cueca, não sendo revelado o valor. As más e boas línguas afirmaram à época tratar-se do “Mensalão do DEM em Brasília”. Em dezembro de 2019, a Polícia Federal no curso da operação “Pés de Barro” flagrou o ex-prefeito da cidade de Uiraúna (PB) João Bosco (PSDB) colocando R$ 25 mil dentro da sua (dele) cueca. Filhos das putas de políticos; é por isso que o Brasil está desse jeito.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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