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Política

A merda da política – 7ª parte.

A merda da política – 7ª parte.

“Quem refresca cu de pato é lagoa”. Excelente citação para cabeça de matéria, sobretudo num momento dramático que estamos vivendo dentro de uma casa de putas togadas e governada por sacanas engravatados. Quem dá mole pra bandido é otário, a não ser que se identifique com ele, ou com ele forme quadrilha, tá devendo, ou é cúmplice. O imbróglio envolvendo a soltura de André do Rap deixou todo mundo puto, salvo o ministro Marco Aurélio Mello, que deu uma de lagoa ao refrescar o cu deste traficante.

O que de fato levou Marco Aurélio Mello a ficar com o coração mole feito uma freira comovida? Fico me perguntando. Esse ministro, rei das decisões polêmicas, herdou a posição de decano da Suprema Corte com a aposentadoria de Celso de Mello, mas por pouco tempo, só até julho de 2021, quando também se aposentará compulsoriamente ao completar 75 anos.

Mandar soltar André do Rap foi só mais uma de suas cagadas homéricas. Quantas mais ele fará até julho do próximo ano? Pelo menos meia dúzia, dada à importância histórica de suas obras fecais, feitas à luz do dia e na presença de seus pares, que, aliás, não devem se incomodar com maus odores. No íntimo, eu percebo que o Brasil merece estar passando por tudo isso, por esses festivais de macabrismos. O pior é que ninguém pode fazer nada. O quê? Pedir impeachment do ministro no Congresso? Olha só, você consegue me explicar porque os ratos estão sempre mudando de toca? Eu falei “toca” não “toga”. Para ele, Marco Aurélio Mello, “O processo não tem capa”, mas, o seu conteúdo deveria ser objeto de análise imparcial, ter julgamento honesto e isento e, além do mais, que não arrostasse o Estado de Direito. Fato é que o Supremo Tribunal Federal se tornou uma fábrica de bizarrices – homéricas.

Marco Aurélio Mendes de Farias Mello foi nomeado ministro fanfarrão do STF em 13/06/1990 pelo seu primo, o então presidente da República Fernando Collor de Mello, que dispensa comentários sobre suas práticas nada republicanas. Mas, não estamos a falar de Collor por conta do exíguo tempo. A casa Brasil precisa urgentemente de reformas, ou melhor, tem que ser demolida totalmente para posterior reconstrução. O problema é que faltam pedreiros, o material é escasso e o dinheiro está sendo desviado para os bolsos dos principais inquilinos engravatados e outros de toga. A situação se agrava em virtude das infiltrações.

Um dos chefões do PCC – Primeiro Comando da Capital, André de Oliveira Macedo (43 anos), carinhosamente chamado de André do Rap, quando solto no sábado, 10/10/2020, saiu pela porta da frente da Penitenciária de Presidente Venceslau, no interior paulista, e se encontra foragido até hoje – até onde se sabe escafedeu-se para algum país vizinho, vestindo roupa branca como ghost. Quando o presidente do STF, ministro Luiz Fux, acordou da tradicional soneca, já era tarde demais. André do Rap já tinha evaporado no mesmo momento em que Fux suspendia a decisão do seu “colega FDP” Marco Aurélio, determinando a volta do amado traficante à romântica prisão.

O Habeas Corpus de 09/10/2020, created by Marco Aurélio, foi levado ao plenário da Corte por Fux, provocando duros embates com o autor do mesmo – os ministros pareciam lavadeiras do século XVIII ao pé da bica. Dos dez ministros presentes na sessão de julgamento virtual, nove votaram pela suspensão da Liminar – Marco Aurélio ficou sozinho feito uma tênia defendendo o indefensável. Não consigo identificar “bodes expiatórios” no caso; existem irresponsáveis pra todo lado, alguns tentando se esconder. A propósito, não pega bem falar em “arcabouço normativo”, sobretudo quando se tem a plena consciência do tamanho da fortuna de André do Rap, fruto do envio de grandes remessas de cocaína à Europa. Nessa questão, André do Rap é um exímio gerente, assim como os políticos são quando se trata de “tráfico de influência” junto ao STF visando soltura coletiva. Às vezes os “tráficos” se confundem.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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