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Política

A merda da política – 6ª parte.

A merda da política – 6ª parte.

Para consertar o Brasil troquemos o povo. Simples assim. Seria uma solução, uma saída, caso não houvesse sementes de capim-amargoso espalhadas pelos quatro cantos do país – de nada adiantaria matar os políticos. Deus não faria isso, trocar o povo brasileiro de lugar; não teria onde colocar essa gente toda, até porque acho que os outros países fechariam as fronteiras até mesmo para o divino. O Brasil só tem feito administrar crises políticas desde a Proclamação da República das Bananas, nada mais. Vamos quebrar o sistema? Quem se arrisca a dar o primeiro passo? Não será nada fácil combater a plutocracia. Com paus e pedras não resolveremos o problema.

A ignorância do povo é o principal combustível que move a máquina política. Acabar com parte da ignorância exigiria a troca imediata das engrenagens da tal máquina (os políticos), hoje emperradas pela corrupção consentida. Tal perspectiva me faz recordar duma máxima: O mau médico não cura a perna do doente porque precisa que ele volte para pagar novas consultas. O eleitor brasileiro não tem cacoete para Good Doctor. Votando nessa escumalha é como se entregasse as chaves dos cofres para os ladrões “tomarem conta” do dinheiro público. Tenho dito que o Brasil é um paraíso de ladrões de vários matizes, que se abrigam nos profundos covis da República, nas escuras tocas aparelhadas pelo sistema. Os meus leitores, que formam um número cardinal interessante, vão concordar comigo, pelo menos presumo isso.

Os puros brasileiros, de corpo, alma e intenções, que não compactuam com o presente status quo da política, deveriam se espelhar no tempo do faroeste americano – nunca no faroeste nordestino por falta de velozes cavalos e de boas armas. As muitas histórias contadas do Velho Oeste dos Estados Unidos da América do Norte nos remetem ao saudoso século XIX, tempo de românticos duelos entre cowboys e pistoleiros, ambos armados com revólveres Colt e rifles Winchester – os robustos cavalos observavam à distância, prontos para facilitar a fuga do vencedor pelo longo caminho empoeirado. Os índios americanos nem davam a cara no local do tiroteio, permanecendo escondidos nos desfiladeiros. Homens da Lei, Xerifes, bandidos barbados, assaltantes de banco e caçadores de recompensa se misturavam no escaldante deserto das cidades. Nos saloons, além de belas mulheres, viam-se cartazes com a legenda “Procura-se vivo ou morto” colocada acima do retrato falado do Fora da Lei; abaixo, o valor da recompensa.

No nosso particular faroeste, impossível associar a legenda “Procura-se vivo ou morto” à imagem do político corrupto – a recompensa quem ganha é ele quando reeleito. Vida que segue. O governo não cria as condições necessárias para a geração de empregos – nem nos saloons de Brasília –, deixa milhões de trabalhadores a mercê das benesses (direitos de estola) pagas com recursos dos cofres da União, e depois põe em prática programas paternalistas e assistencialistas, como o agora sugerido “Renda cidadã”, que, a exemplo do Bolsa Família, tem por objetivo conquistar mais votos nas urnas, ou melhor, comprar votos, sobretudo dos mais necessitados. Os bandidos Fora da Lei continuam roubando os cofres públicos e os supostos caçadores de recompensa se renderam à corrupção – Homens da Lei cobrem a retaguarda.  

Quem sustenta isso? Eu, você e todos que pagam impostos. Os cobradores de impostos a mando dos senhores feudais o faziam à base de chicotadas nas costas dos servos. O tempo passou, mudou, e os governos constituídos usam computadores para arrecadá-los. A forma de cobrança de impostos ficou mais sofisticada, mas a crueldade permaneceu a mesma – os pobres, proporcionalmente, pagam mais impostos do que os ricos. Quem ganha menos paga mais. Enquanto isso, os políticos considerados “Fora da Lei” fazem campanha para os seus colegas que querem entrar no mundo do crime, no faroeste tupiniquim, com máscara e tudo o mais que têm direito. Para consertar o Brasil troquemos o povo. Caso Deus concorde com essa ideia, quem ele colocaria no lugar dos brasileiros? Sugiro todos os descendentes do Xerife William “Bat” Masterson para começar o serviço, sem a necessidade do uso de toda a indumentária do século XIX. “Se você quer atingir o coração do seu oponente, mire na virilha” – dizia Bat Masterson. Com tal precisão não haveria dólar furado nem dinheiro na cueca.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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