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Política

A merda da política – 2ª parte.

A merda da política – 2ª parte.

Com o advento das redes sociais o mundo ficou pequeno, caíram definitivamente as fronteiras das comunicações. Hoje, o que se fala em qualquer continente se ouve na hora, cujo som vem acompanhado de imagens em tempo quase real – o que se escreve também é lido na mesma velocidade. As paredes do planeta foram substituídas por Drywall. Por “direito constituído” toda a vizinhança mundial, cumprindo plantão permanente, depois de bombardeada por chuvas ácidas de informações, sai comentando a seu modo o que e quando quiser. Desqualificados, os seres humanos agora podem opinar sobre tudo, sem restrições, escrever e divulgar – via nuvens de comunicação integradas – sem a mínima preocupação com a veracidade dos fatos. De um modo geral, as raposas políticas têm se aproveitado dessa situação, da total fragilidade do processo comunicacional. Por isso, as pessoas que possuem certo grau de discernimento sofrem porque também ficam submetidas a avalanches de imbecilidades sem qualquer teto de proteção. É o grande mal deste século XXI, fazendo com que o início do terceiro milênio da era Cristã dê sinais claros e preocupantes quanto ao seu destino. Dar uma de cego, surdo e mudo, não é uma estratégia de defesa, mas sim de sobrevivência. Às vezes eu fico me perguntando se a omissão seria o melhor caminho.      

Não se trata, portanto, de saber mais ou menos, de ser informado ou não, o que se questiona é o nível de interpretação dos fatos, a capacidade de discernimento das coisas – processada de diferentes formas e maneiras. Em geral, esta faculdade de julgamento inexiste, sobretudo na camada menos favorecida da população (base da pirâmide social), corroborada pela falta de educação, ensino, cultura e vivência. Manter, na sua plenitude, essa massa desinformada (sem acesso à informação de qualidade) é extremamente importante para os sistemas dominantes, que dela dependem. Para esse exército de formigas sem rumo, o que menos importa é a ideologia, se de Esquerda ou de Direita, ou coisa que o valha. A rigor, sem a sustentação da base da pirâmide social não há governante que resista no Poder por muito tempo. Por outro lado, importante frisar que as chamadas “forças políticas ocultas”, que por tradição produzem a ilusão da verdade com o propósito de manipular seus feudos, tiveram que se adaptar à era tecnológica, com curso de doutorado na área das Fake News – um procedimento praticamente reconhecido no mundo todo, na medida em que estão sendo diplomados importantes líderes.

O conjunto de servos, representado pelos eleitores, não forma massa crítica, portanto, passa despercebido um fato: Os sistemas de governo, aos quais os indivíduos se subordinam, trazem para junto de si a indústria cultural (parte da imprensa, meios e veículos de comunicação), o Poder Judiciário e as religiões, atribuindo a cada uma dessas instituições preços específicos. O Legislativo monta vigília quando o assunto é a divisão do que foi amealhado fraudulentamente. Não há migalhas de pão a disputar; não sobra absolutamente nada. Nos verdes campos da ignorância irrigada, a plêiade de analfabetos (nesta classe estão incluídos os funcionais) tudo assiste sem ter a mínima noção do que está acontecendo a sua volta, sobretudo ao país. É a merda da política se manifestando outra vez. As inteligências medianas sabem que ela, a merda, fede, mas há gente que gosta de sentir o seu mau cheiro, aliás, muita gente.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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