Covid-19 – Terceira parte
“Homens de maus instintos, possuídos de espíritos malignos, provocarão guerras por toda parte. O fogo da pólvora será substituído por organismos acelulares, vírus biológicos. Fluídos venenosos carcomerão as vísceras humanas – homem a homem, um a um, cairá formando amontoados de carne sem vida. Uma ameaça sem rosto. A manifestação da Besta está presente entre os humanos. Não há como fugir; todo caminho levará à morte, cuja sombra cobrirá toda a Terra. Surgirão novas pragas, ainda mais letais!”.
Augusto Avlis
As previsões são sombrias. Atônitos, contabilizamos baixas humanas, que só fazem aumentar as estatísticas. No mundo, hoje, são 43.000 mortos. A falta de norte dificulta a previsibilidade, de modo que a confiabilidade que se deseja na prestação das informações deixa de existir. No mar das incertezas navegamos à luz de vela. O pior disso tudo é que as rotas que as poucas estrelas nos mostram não levam a porto algum. Os comandantes não se entendem; de modo que o problema tende a se agravar no curto prazo.
A “transmissão comunitária” do Covid-19 é vista com grande preocupação. Aqui no Brasil, pessoas estão sendo infectadas aleatoriamente sem que, a priori, tivessem mantido contato com indivíduos “positivos” para o vírus. Nesta segunda-feira, 30/03/2020, na cidade de Vila Velha, Espírito Santo, foram detectados 03 (três) casos. Esses infectados afirmaram que não viajaram para o exterior (áreas de risco) e não souberam dizer se mantiveram contato com suposto indivíduo positivo. Na verdade, ninguém sabe donde veio a contaminação, inclusive os profissionais da Saúde. Como gostaríamos de saber, também, quais foram os reais motivos pelos quais algumas pessoas se jogaram da Terceira Ponte (que une os municípios de Vitória e Vila Velha) nesse 1º trimestre do ano! Quantos mortos? Suicídios que ficaram sem resposta, atos não divulgados pela mídia, tampouco pela crônica policial.
Medidas para se evitar a proliferação do vírus foram tomadas na contramão do bom senso e da razoabilidade. Prefeituras municipais reduziram as frotas de ônibus entendendo que evitariam aglomerações de pessoas nos terminais e nos pontos, sobretudo em razão da obediência ao isolamento social. Só que os técnicos em Sistema Viário não levaram em consideração duas coisas: primeira coisa, em grandes centros urbanos, as pessoas que trabalham em “atividades essenciais” são em grande número; segunda coisa, que com a diminuição do número de veículos circulando nas ruas provocaria filas indianas intermináveis e superlotação dos poucos ônibus em atividade, inclusive com pessoas se acotovelando em pé. O mesmo tem acontecido com linhas de trens e metrôs. Essa é uma prova da incapacidade das autoridades em lidar com situações que fogem da rotina. Estupidez atrás de estupidez. A propósito, a comprovada falta de discernimento vem de cima pra baixo.
Augusto Avlis
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