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Política

Continência à história

Continência à história

MINISTÉRIO DA DEFESA

Ordem do Dia Alusiva ao 31 de Março de 1964

Brasília, DF, 31 de março de 2020.

O Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. O Brasil reagiu com determinação às ameaças que se formavam àquela época.

O entendimento de fatos históricos apenas faz sentido quando apreciados no contexto em que se encontram inseridos.  O início do século XX foi marcado por duas guerras mundiais em consequência dos desequilíbrios de poder na Europa. Ao mesmo tempo, ideologias totalitárias em ambos os extremos do espectro ideológico ameaçavam as liberdades e as democracias. O Nazifascismo foi vencido na Segunda Guerra Mundial com a participação do Brasil nos campos de batalha da Europa e do Atlântico. Mas, enquanto a humanidade tratava os traumas do pós-guerra, outras ameaças buscavam espaços para, novamente, impor regimes totalitários.

Naquele período convulsionado, o ambiente da Guerra Fria penetrava no Brasil. Ingredientes utópicos embalavam sonhos com promessas de igualdades fáceis e liberdades mágicas, engodos que atraíam até os bem-intencionados. As instituições se moveram para sustentar a democracia, diante das pressões de grupos que lutavam pelo poder. As instabilidades e os conflitos recrudesciam e se disseminavam sem controle.

A sociedade brasileira, os empresários e a imprensa entenderam as ameaças daquele momento, se aliaram e reagiram. As Forças Armadas assumiram a responsabilidade de conter aquela escalada, com todos os desgastes previsíveis.

Aquele foi um período em que o Brasil estava pronto para transformar em prosperidade o seu potencial de riquezas. Faltava a inspiração e um sentido de futuro. Esse caminho foi indicado. Os brasileiros escolheram.  Entregaram-se à construção do seu País e passaram a aproveitar as oportunidades que eles mesmos criavam. O Brasil cresceu até alcançar a posição de oitava economia do mundo.

A Lei da Anistia de 1979 permitiu um pacto de pacificação. Um acordo político e social que determinou os rumos que ainda são seguidos, enriquecidos com os aprendizados daqueles tempos difíceis.

O Brasil evoluiu, tornou-se mais complexo, mais diversificado e com outros desafios. As instituições foram regeneradas e fortalecidas e assim estabeleceram limites apropriados à prática da democracia. A convergência foi adotada como método para construir a convivência coletiva civilizada. Hoje, os brasileiros vivem o pleno exercício da liberdade e podem continuar a fazer suas escolhas.

As Forças Armadas acompanharam essas mudanças. A Marinha, o Exército e a Aeronáutica, como instituições nacionais permanentes e regulares, continuam a cumprir sua missão constitucional e estão submetidas ao regramento democrático com o propósito de manter a paz e a estabilidade.

Os países que cederam às promessas de sonhos utópicos ainda lutam para recuperar a liberdade, a prosperidade, as desigualdades e a civilidade que rege as nações livres.

O Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira. Muito mais pelo que evitou.

FERNANDO AZEVEDO E SILVA
Ministro de Estado da Defesa

Os três comandantes das Forças Armadas também assinam a presente Ordem do Dia: o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Júnior, o Comandante do Exército, General de Exército Edson Leal Pujol, e o Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Antônio Carlos Moretti Bermudez.

__________

Há 56 anos, em 31 de março de 1964 eu estava prestes a completar 15 anos de idade. O som das esteiras dos canhões do Exército passando na Rua Major Conrado, onde morava, no Rio de Janeiro, ainda permanece vivo nos meus ouvidos. A visão dos aviões B-17 e B-25 da Força Aérea Brasileira, sobrevoando o céu do meu Bairro, Cordovil, continua impressionante na minha mente. Tempo que havia respeito, amor à Pátria e saudação à família.

De lá pra cá, muita história, muita coisa aconteceu. Na balança de resultados, o lado mais pesado fica por conta das coisas ruins, sobretudo a partir de 1985, quando o último presidente militar deixou o governo – João Batista de Oliveira Figueiredo (15/03/1979 – 15/03/1985). Na gestão de Figueiredo se deram a Anistia política (ampla e irrestrita), a Abertura política e a Redemocratização do Brasil. O Poder voltou para as mãos dos civis. O que aconteceu com o país nos últimos 35 anos? Corrupção, corrupção, corrupção. Foi tanto o dinheiro roubado dos cofres públicos pelas quadrilhas políticas e pela escumalha empresarial, que, avaliá-lo hoje seria impossível tamanho o rombo do erário. Dinheiro que poderia ter sido empregado na modernização da infraestrutura e, sobretudo, na Saúde. Bastou o surgimento da pandemia do novo Coronavírus para vermos o quanto precárias estão essas áreas. Filhos das putas desses ladrões, que hasteiam a bandeira da Democracia e ainda pedem aos brasileiros para que a reverenciem.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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