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Fatos em Foco

Covid-19 – Segunda parte

Covid-19 – Segunda parte

“Nos tempos da ignorância, Anticristos transformaram o nome de Deus em mercadoria vendável – e enriqueceram nos seus templos de barro. Com novas fisionomias, eis que ressurgirão das cinzas, reafirmando vãs promessas. Por vós, a escolha foi feita. Tardio o grito de súplica. Deus disse: ‘Eu não vos abandonei, vós praguejastes diante do insólito e agora colheis os maus frutos’. Filhos chorarão a morte dos seus pais biológicos, até que sequem totalmente as lágrimas; pais não terão tempo de chorar. Com seus corpos pútrefos, Zumbis invadirão as vossas casas e delas vos expulsarão”.

Augusto Avlis

Determinados segmentos econômicos, em razão da crise provocada pelo Covid-19, estão tentando tirar o máximo proveito da situação. A tônica adotada por redes supermercadistas – em pleno funcionamento por serem consideradas como atividade essencial – é o aumento da expectativa de lucro nas vendas no varejo em geral e desse modo preservar os seus ganhos financeiros. Compras desenfreadas estão sendo feitas por ávidos consumidores com maior poder econômico, que insistem em estocar mercadorias que não precisam. Este “esperado” aumento de demanda, pelo setor, tem influenciado diretamente na evolução dos preços de vários produtos. O desabastecimento de bens básicos (cesta), necessários à sobrevivência das pessoas, no momento está descartado por conta da atuação dos caminhoneiros que, por hora, não pensam na possibilidade de paralisação no território nacional, ainda que as condições dos serviços das estradas estejam prejudicadas. Portanto, o abastecimento dos mercados não está comprometido.

A Lei da Oferta e Procura tem a sua curva alterada drasticamente, por consequência, gera uma concorrência irregular. De um lado, a falta de consciência de uns, do outro, o desalento da maioria motivado pela falta de recursos. No meio disso tudo, aparecem aqueles que pensam positivamente o Brasil e se mobilizam para o bem estar dos menos favorecidos com ofertas de doações. O tamanho do ronco das barrigas determina a intensidade da violência. Nesse grave momento, pensar em ganhar dinheiro fácil, como é o caso dos supermercados, não é um bom negócio, aliás, penso que em qualquer circunstância. A estabilidade das sociedades está sendo testada com o “toque de recolher”, ao som de “fique em casa” ou “volte pra casa”. Para alguns, a sabedoria tem se adaptado às conveniências momentâneas. Nada melhor do que meditar dentro do seu próprio quadrado. Infelizmente, uma conclusão: A miséria de muitos sustenta as poucas riquezas. A rigor, o pânico instaurado beneficia grupos sediciosos. Pobre também precisa comer, em menor quantidade agora quando tem que pagar mais caro pela comida.

Afastando a hipótese do “assistencialismo” às classes menos privilegiadas, o governo federal precisa imprimir rapidez na liberação de dinheiro para quem precisa – esta massa está na base da pirâmide social. Historicamente, a escassez de recursos sempre agravou as “crises profundas e demoradas”; a seguir vem o caos social, com invasões de propriedades, saques, convulsões, conflitos generalizados, enfim, podendo chegar à guerra civil com mortes inevitáveis e em grandes proporções. As autoridades precisam pensar nisso, sem viés político e com muita seriedade. Da mesma forma, deve-se repensar esta realidade em momentos de pandemia, quando este tema é negligenciado pelos governos e a população fica desassistida. Por sua vez, no completo descontrole governamental o exercício da política perderá o sentido, haverá quebra de poder. Numa atmosfera de “terra arrasada”, aos gritos de salve-se quem puder, talvez não haja fugas. Nesse tempo de pandemia, Deus permita que o Presidente da República não tenha que adotar o recurso emergencial do Estado de Sítio – seria mais um remédio extremamente amargo. A depender do comportamento do Chefe da Nação, talvez ele tenha que ser afastado. Bolsonaro acaba de entrar numa cápsula de congelamento.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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