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Política

Militar sofre golpe

Militar sofre golpe

O Brasil está em crise institucional? Quem falou ou afirmou isso? A gente não pode levar a sério as insinuações da dupla dinâmica Jair Bolsonaro x Rodrigo Maia, chefes de Poderes da República, numa clara disputa de força política. Quando garoto no Rio de Janeiro, cursando o ensino Primário, nas brigas da turma eu costumava ouvir: “Eu comi a sua irmã”. “Eu também comi a sua”. “Seu irmão é viado”. “O seu também”. “O seu pai é corno”. “O meu não porque já morreu”. “Meu pai comeu a sua mãe na zona”. “Meu pai ficou no prejuízo porque está morto”. Moral da história: Aquele embate era finalmente resolvido na rua, fora do colégio, numa troca frenética de socos e pontapés. Acho que Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia não estão dispostos a brigar na rua (usam ternos caros), no entanto, se comportam como meninos de dez anos do ensino Primário. Se na Escola Brasil houvesse professores sérios os dois já teriam ficado de castigo de cara pra parede, ou de joelhos no milho.

Os cadernos estão em branco e o dever de casa por fazer. A Reforma da Previdência esbarra no paredão das conveniências estabelecidas pela “Nova Política” e pela “Velha Política”. Qual é a pior? Qual das duas Políticas passará de ano? Pautas-bomba estão saindo das gavetas da Câmara dos Deputados; vide a aprovação relâmpago, em dois turnos, na noite da última terça-feira, 26/03/2019, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Orçamento Impositivo, o que obriga o governo federal a liberar as verbas previstas nas emendas dos parlamentares descritas no Orçamento da União. A referida PEC seguirá para o Senado e tudo indica que será aprovada. Com o Orçamento engessado, o governo foi castigado a ajoelhar no milho. Entra em cena o Inspetor de Classe Fernando Henrique Cardoso, chamado pelos alunos de FHC: “Os partidos são fracos, o Congresso é forte. Presidente que não entende isso não governa e pode cair; maltratar quem preside a Câmara é caminho para o desastre”.

O Ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Sérgio Moro, deve estar com saudades de quando era juiz federal da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba – o juiz que prendeu Lula, ainda que por algum tempo. A sua peregrinação junto ao Congresso, levando o seu “Pacote anticrime” debaixo do braço, é louvável. Sérgio Moro é um devoto exemplar; sua religião é a Justiça. Porém, deve saber que a sua jornada está sendo realizada num lugar sagrado pela corrupção. Pedras angulares serão lançadas no caminho de Moro e ele precisa tomar cuidado para não tropeçar. Os inimigos são muitos, alguns sem rosto. O Instituto dos Advogados do Brasil (IAB) rejeitou 17 das 19 medidas anticrime propostas por Sérgio Moro. Leia-se: O IAB ataca a execução provisória da pena de prisão após a confirmação da sentença pela 2ª Instância de Justiça (Tribunal Recursal), o abrandamento da punição em casos de excesso na legítima defesa, a reconfiguração do crime de resistência, a alteração do regime jurídico dos presídios federais. Etc, etc… Convenhamos, a continuar esse estado de coisas, eu concluo que o Brasil não precisa de Ministro da Justiça e Segurança Pública, o Brasil se acostumou com a impunidade e, sobretudo, com a perpetração de crimes. O mal acabará vencendo o bem.

A temporada de apostas está aberta. Quem sairá primeiro do governo, Paulo Guedes ou Sérgio Moro? Os generais precisam colocar ordem na caserna, sem configurar “Golpe branco”. Militar também sofre golpe. Mas antes uma coisinha: Peçam bem pertinho dos ouvidos do presidente Bolsonaro para que ele fique calado, portanto, não se pronunciando a respeito. A propósito, o Ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva tem um trabalhinho antes disso: Arrancar os computadores das mãos dos filhos do Bolsonaro – se eles não obedecerem é só colocá-los de cara pra parede. Ao presidente Jair Bolsonaro eu dedico um pensamento de Montesquieu.

“Aquele que fala irrefletidamente assemelha-se ao caçador que dispara sem apontar”.

Charles Louis Montesquieu

Leia-se: “Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède e de Montesquieu, conhecido como Montesquieu, foi um político, filósofo e escritor francês. Ficou famoso pela sua teoria da Separação dos Poderes, atualmente consagrada em muitas das modernas Constituições Internacionais”.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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