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Política

Lulinha paz e amor – Lula guerra e ódio

Lulinha paz e amor – Lula guerra e ódio

Conflito, combate, confronto, desavença, discórdia, antipatia, aversão, desapreço, desprezo, malquerença, repulsa, horror, fobia, inimizade, inquietação, abatimento, desafeto, desafeição, desamor, hostilidade, raiva, abominação, abandono, detestação, animadversão, animosidade, execração, arrependimento, perseguição. Sentimentos que Lula experimentou e experimentará por muito tempo na cadeia ou fora dela, até que o remorso o corroa definitivamente. Refém da sua consciência, Lula poderá não suportar.

Acrescento o sentimento de inconformismo, com tudo e com todos. Segundo Lula, os homens de gravata o abandonaram e resta o povo para consolá-lo. O Deus vermelho deu-lhe as costas. Lula sempre demonstrou nas suas atitudes ser uma pessoa que não aceita condições ou situações que lhe desagradem, sejam elas incômodas ou desfavoráveis. É uma tendência hostil? Digamos que sim. Também autodefesa programada para suprir deficiências pessoais como falta de cultura e beleza física. O que pensa a maioria do grupo não muda o seu modo de agir. Os seus advogados o aconselharam a não discursar antes da sua prisão, e ele, Lula, fez exatamente o contrário, empregando a tática do ataque como melhor estratégia de defesa. Deu no que deu.

A postergação de Lula ao se entregar à Polícia Federal se configurou ato de afronta e total falta de respeito ao Judiciário, e, claro, revelou que os Poderes da República não têm tanto poder assim. Ninguém duvida disso. Como pode um só homem, um único homem, independente da sua história, paralisar uma nação, mobilizar milhares de policiais, colocar de plantão todos os veículos de comunicação, despertar o interesse internacional, enfim, arregimentar um exército de loucos ao seu redor, ainda que desvalidos? Será Lula um ser escatológico?

Cães de guarda postados na frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC impedindo os dois acessos (entrada e saída), outros tantos se revezando nos atos de agressões aos jornalistas que cobriam o evento – equipes de reportagem sendo perseguidas e expulsas do local. Lula estimulou a intolerância e orientou a manada. Como entender o tal “Brasil dividido” se não sabemos como o outro lado é formado? Nas dependências do Sindicato dos Metalúrgicos, nos palanques, nas ruas, vimos políticos de punhos fechados conclamando resistência – símbolo da esquerda desorganizada; imbecis sem projeto de país, sem rumo político, sem nada. O medo voltou a derrotar a esperança. A tinta vermelha não só está emporcalhando as frentes de prédios, mas, sobretudo, a nossa bandeira.

Sem citar nome, teve ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que insinuou que pela vontade do povo seria criado um “muro de fuzilamento” na frente do qual os políticos corruptos colocados para o juízo final. Eu pergunto a esse brilhante ministro: Só os políticos corruptos? Tenho a impressão que o sentimento de guerra e ódio não é prerrogativa do Lula, mas sim de todo o cidadão de bem deste país, que vem sustentando os parasitas políticos e jurisconsultos de má formação.

Provas de autoria e materialidade dos crimes não se discutem. Lula sabe perfeitamente – a sua delação premiada ele fará a si próprio. Um simples detalhe me chamou a atenção no interior do Sindicato dos Metalúrgicos: Renan Calheiros abraçando Lula como se fosse o último abraço dos afogados. Logo ele, o emedebista Renan Calheiros. Um destaque, um simples detalhe de representatividade ímpar.

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 apresenta “falhas propositais” de redação, textos complexos que permitem duplas interpretações por parte daqueles que nela se baseiam para formular julgamentos. A “Constituição Cidadã”, como é chamada, hoje não defende os direitos integrais do cidadão comum (aliás, eu acho que nunca defendeu), não atende aos seus anseios de justiça. Leia-se: “Até outubro de 2017 foram acrescentadas 104 emendas, sendo 97 emendas constitucionais ordinárias, seis emendas constitucionais de revisão e um tratado internacional aprovado de forma equivalente”. A “Constituição Cidadã” foi promulgada no dia 05 de outubro de 1988, portanto, está prestes a completar 30 anos. Como esperar que um Congresso podre e corrupto possa promover uma nova redação constitucional para corrigir as “falhas propositais”? Com a atual composição as “Casas de Leis” os políticos não farão isso, talvez para evitar que políticos pares como Renan Calheiros, inclusive ele, sejam colocados no “muro de fuzilamento”.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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