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Política

Intervenção militar no Rio de Janeiro

Intervenção militar no Rio de Janeiro

Não sei se é pra rir ou pra chorar. É melhor rir. Serei cômico pra não ser trágico.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Merecemos. Os políticos estão no poder da República porque o povo os colocou lá. E agora José? Chorar o leite derramado, ou ficar em meio ao fogo cruzado e pedir a Deus que nos conceda uma morte rápida? Bala perdida sempre acha um “dono inocente”. Decisões de governo sempre são tomadas com segundas intenções, geralmente durante ou logo após grandes eventos populares, como foi o Carnaval.

Nesta sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018, enquanto Arlequim ainda chorava pelo amor da Colombina no meio da multidão, Michel Temer, o presidente da insegurança nacional, assinava Decreto determinando a intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro, que, há muito tempo, vive uma desgraça anunciada, uma guerra urbana de dar inveja aos conflitos armados internacionais. No Rio de Janeiro os fuzis são as identidades dos bandidos; a população se agarra aos terços; os policiais oferecem os seus corpos como alvos.

Hoje, no seu discurso em rede nacional, Temer disse, entre outras palavras: “A intervenção federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro é uma medida extrema e que não aceitará que matem o presente e continuem a assassinar o futuro. […] O crime organizado quase tomou conta do Rio de Janeiro. […] O crime é uma metástase que se espalha pelo país e ameaça a tranquilidade do nosso povo. Por isso, acabamos de decretar neste momento a intervenção federal na área da segurança pública do Rio de Janeiro”.

Uma jogada de Marketing político com a chancela de Elsinho Mouco, marqueteiro de Michel Temer. O desgraçado do presidente da insegurança nacional não falou em momento algum sobre a corrupção sistêmica, endêmica e perpetuada que assola o país, grande responsável por chegarmos aonde chegamos. Se for para o Exército Brasileiro intervir na Segurança Pública, recomendo ao general Walter Souza Braga Netto, interventor, que comece a prender de cara dois bandidos, o governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão e o seu prefeito Marcelo Crivella. Dois “FDPs”.

Vamos tirar o cavalo da chuva, a situação da violência no Rio de Janeiro não será normalizada, ela tomará outros contornos. Enquanto a intervenção não acontecer de modo globalizado no Estado do Rio de Janeiro, estaremos assistindo dos camarotes da Sapucaí o desfile dos resultados ineficientes decorrentes de mais um ato governamental tomado com objetivos políticos, tanto que o próprio Palácio do Planalto aposta na melhora da imagem do corrupto Michel Temer (hoje com 70% de rejeição), viabilizando-o à reeleição. A imagem desse canalha só melhoraria caso o Exército matasse pelo menos 50.000 bandidos e expusesse os seus corpos nas praças públicas da cidade ou na passarela do samba banhada de sangue. Mas isso jamais acontecerá porque os militares federais não têm poder de polícia, ou seja, não poderão apertar o gatilho em caso de necessidade extrema – são meros postes fardados.

Pasmem senhores. O Exército Brasileiro já tinha planos para intervir no Rio de Janeiro. Alguém “buzinou” nos ouvidos do Michel Temer que isso tinha fundo de verdade. E, então, o que ele fez? Tratou logo de tomar a iniciativa, antecipando-se ao fato, decretando a primeira intervenção do gênero desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. Ganhou tempo, achou que ficou bem na foto, desestabilizou planos maiores dos generais de Exército, ao tempo em que convocou a Procuradora-Geral da República Raquel Dodge para que volte a discutir com o Supremo Tribunal Federal no sentido de “rever” e “desenterrar” a questão da Lei da Anistia no que tange ao seu alcance. O assunto já estava enterrado, mas o canalha corrupto do Michel Temer pretende intimidar os militares retirando mais esqueletos das gavetas dos cemitérios da Pátria, onde também se encontram os ossos dos militares mortos por ações dos terroristas guerrilheiros no mesmo período da ditadura. Eu vi, estava lá. A moeda da história tem dois lados. Estamos vivendo tempos difíceis. Com a população de bem totalmente desarmada, fica impossível que algum disparo seja dado, ainda que saibamos a direção certa.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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