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Política

Favas contadas – parte IX

Favas contadas – parte IX

O PSDB impetrou Ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em dezembro de 2014 pedindo a cassação da chapa presidencial Dilma-Temer por abuso do poder político, abuso do poder econômico, corrupção e fraude. Todas essas artimanhas ajudaram a “Coligação Com a Força do Povo” a vencer as eleições daquele ano. De fato houve irregularidades na prestação de contas da chapa e fortes indícios do uso da máquina pública na campanha. Por unanimidade, os ministros do TSE aprovaram a prestação de contas, porém, com ressalvas. O processo foi reaberto.

Restou provado o recebimento de recursos oriundos do esquema de corrupção da Petrobras e outros não declarados, bem como a contratação/manipulação de gráficas com a finalidade de desviar grandes somas em dinheiro. Fatos ilícitos ocorridos durante a campanha “Coligação Com a Força do Povo”. Um filme repetido que ainda produz elevada bilheteria.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que investigou os fatos ilícitos ocorridos durante a campanha presidencial, e a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime), viabilizada após a diplomação de Dilma Rousseff, tiveram um tratamento confuso no âmbito do TSE, com idas e vindas, gastando 02 anos e meio do tempo do Tribunal Eleitoral. Isso deu margem para a materialização do Maniqueísmo, dividindo o julgamento entre o bom e o mau, entre Deus e o Diabo.

Cabem “Embargos de Declaração” no próprio TSE caso se entenda a existência de erros, omissão, contradição e obscuridade no julgamento, e, também cabe Recurso Extraordinário ao Supremo Tribunal Federal (STF), podendo ser concedida uma Liminar suspensiva dos efeitos da cassação. A última palavra, no entanto, será do Supremo, logo após o pedido ser levado para julgamento no plenário. O partido político de oposição, Rede Sustentabilidade, protocolou ontem, 12, uma ação no STF justamente nesse sentido. A meu sentir, a decisão do TSE será mantida, o contrário ocorrerá se o país entrar numa profunda rota de instabilidade política, o que não está descartado, por conta dos termos da denúncia que será apresentada pela Procuradoria Geral da República nos próximos dias contra o presidente Michel Temer. Outras variáveis influenciadoras são as delações premiadas que sairão do forno brevemente.

Evidentemente que na Exordial, o PSDB pediu que, caso a chapa fosse cassada, o TSE empossasse como presidente e vice-presidente, respectivamente, os senadores tucanos Aécio Neves e Aloysio Nunes – o primeiro, flagrado num grampo telefônico pedindo R$ 02 milhões à JBS, hoje está afastado das suas funções no Senado por determinação do ministro do STF Luiz Edson Fachin, relator da Lava-Jato na 2ª Turma, e, o segundo é o atual ministro das Relações Exteriores no governo Temer, mas que também foi citado em delação premiada da Odebrecht por ter recebido dinheiro sujo via Caixa 2.

No mínimo se constata uma triste realidade, ou seja, o roto falando mal do esfarrapado, como se não bastasse idêntico grau de podridão unindo todos os candidatos ao pleito presidencial. Nos currais eleitorais os cidadãos brasileiros foram marcados a ferro em brasa como se gado fossem. Para o PSDB o seu inimigo declarado era (e é) o PT, e o PMDB, pela sua “tradicional fama histórica” de ser um partido “Maria vai com as outras”, tornou-se um aliado casual em quaisquer práticas, sobretudo aquelas nada republicanas. Acabou acontecendo, fato que obrigou os tucanos a pular para cima do muro como gatos de armazém – os de pelo preto querem pular para o quintal do vizinho.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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