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Política

Brasil inconsertável – 17ª parte

Brasil inconsertável – 17ª parte

Amigos leitores, nós não estamos num quartel fazendo ordem unida, mas continuamos agindo como formigas operárias e obedecendo cegamente a ordens da rainha. Pra quem sabe ler um pingo é letra; para uma “besta quadrada” tudo aquilo que lhe for dito tem cunho de verdade.

Vocês sabem quando a gente senta à frente do computador e não sai nada, a mente fica vazia e temos uma enorme dificuldade em articular as palavras, ao tempo em que as ideias e os pensamentos vagueiam no universo da criação sem mapa de navegação? Pois é, eu me sinto assim! Já fiz de tudo na tentativa de pegar o fio da meada, sem sucesso. Vou achá-lo.

O Brasil continua sendo um país governado por corruptos eleitos por ignorantes – já disse isso antes num dos meus artigos. O Brasil, uma nação que há pouco tempo foi governada por um sindicalista analfabeto e ladrão contumaz, que a transformou num grande sindicato de ladrões inteligentes. Será que esse “Brasilzinho” só passa a impressão de andar pra frente quando a corrupção corre solta, disfarçada em bons programas de governo, em boa gestão pública, em uma estabilidade econômica produzida segundo cartilha de partido político? O Zé da esquina – olha que ele estava sóbrio – uma vez me falou que pra você se dar bem no Brasil tem que entrar no esquema. Que esquema? Do conchavo, dos acordos ilícitos, da desonestidade, da propina, do roubo, da corrupção, da cumplicidade, de tudo que for errado ou em desacordo com a Lei. O Zé estava certo na sua frugalidade.

Os pensamentos vagueiam. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – editado no plural pelo PT – não passou de mais um artifício para desviar recursos públicos, para assaltar o erário. Fato revelado pelas empreiteiras delatoras na Operação Lava-Jato. Só o povo não sabia dessa tramóia, como um reconhecido e conformado corno. Criado em 2007 (primeiro ano do segundo mandato de Lula), o PAC tinha como objetivo promover a retomada do planejamento e execução de obras de infraestrutura do país nas áreas urbana, logística, energética e social. O PAC foi concebido pelo governo federal para que o Brasil atingisse o rápido desenvolvimento sustentável, mas acabou servindo a interesses privados e, sobretudo políticos. Mais uma vez o público e o privado se locupletando.

O chamado PAC 1, de Lula, previa um total de 1.646 projetos, à época orçados em R$ 504 bilhões. O PAC 2, de Dilma Rousseff (2011), incluiu os projetos não realizados no PAC 1, elaborado pelo seu padrinho político Lula, e ela ainda prometeu aos incautos investir mais R$ 955 bilhões. Amigos leitores, como vocês podem observar, é uma dinheirama danada, recursos públicos provenientes dos nossos “suados” impostos, colocados à disposição das empreiteiras formadoras de cartel e gigantescas fontes de corrupção.

Fio da meada. Atrasos nas obras foram constantes e provocados, assim como mudanças nos planejamentos iniciais. Tudo isso somado acabou aumentando os orçamentos durante sete anos (2007/2014). O próprio governo reconheceu que todas as obras do PAC 1 deveriam estar prontas ou em operação em 2014, mas isso de fato não ocorreu. Pagamos um preço caro e ficamos a ver navios. Simples assim.

Durante esse período de sete anos de PACs (Lula/Dilma) a imprensa destacava em suas manchetes: “Auditoria encontra falhas em todas as unidades do Minha Casa Minha Vida”, “Viaduto que caiu em BH tinha só 10% do aço necessário: foi um milagre não ter caído antes”, “Ministério do Planejamento aponta que apenas 30% das obras do Mundial foram concluídas”, “Balanço do PAC prevê 15 anos de atraso em refinaria prometida por Dilma para 2015”, “Relatório do PAC 2 diz que projeto do trem-bala está em dia”, “Dilma inaugura metrô inacabado em Salvador”, “Dilma vai inaugurar mais obras inacabadas”. Depois vem alguém e pergunta: por que o Brasil está falido? Vá perguntar ao Papa!

A corrupção sistêmica sangrou os investimentos públicos sem piedade, e o que se vê pelos quatro cantos do país (Brasilzinho) são obras mal acabadas, de qualidade duvidosa, outras tantas paralisadas. De fato houve um plano estratégico, só que voltado ao enriquecimento ilícito. A propalada oferta de empregos duradouros e geração de renda continuada ficaram no discurso. Se alguém me trouxer uma obra do PAC livre de corrupção, totalmente concluída, segundo projeto original e dentro dos padrões de engenharia, sem aditivo contratual que implique em aumento de custo, com a chancela do Tribunal de Contas da União (TCU), eu dou um “Fusca” de presente – o Herbie (53) está de fora.

Dá pena de ver o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, bater nas portas dos banheiros da Câmara e do Senado e sempre ouvir “Ocupado, tem gente cagando”. Não será por falta de “incompetência” que ele não conseguirá aprovar a Reforma da Previdência no Congresso Nacional, e de tabela a Reforma Trabalhista. Henrique Meirelles ofereceu aos deputados e senadores um bom estoque de papel higiênico de boa marca. O Brasil está na UTI e nela não há médicos especialistas de plantão – o papa-defuntos aguarda na porta de saída da Unidade de Tratamento Intensivo, enquanto as enfermeiras fazem sexo umas com as outras. O que não pode ser consertado, irreparável ficará; o que não tem jeito permanecerá da mesma forma. Ponto final. Toc, toc, toc, toc… “Ocupado, tem gente cagando”.

Frase do dia: “Se você tem problemas de ereção ou de ejaculação precoce, mate-se”.

Em tempo: Por onde andam os médicos cubanos?

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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