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Política

Brasil inconsertável – 16ª parte

Brasil inconsertável – 16ª parte

Amigos leitores, eu quando vejo a cara porca do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de Souza, vulgo “Pezão” (PMDB-RJ) – nego-me a chamá-lo de Luiz Fernando Pezão –, à frente do governo estadual desde 04 de abril de 2014, confesso a vocês que me dá uma vontade danada de entrar “dentro” da televisão e meter a mão na sua cara (dele), com todas as forças possíveis, sem pena nem dó, ainda que esteja se recuperando de um câncer (Linfoma não-Hodgkin).

Esse pau-de-bosta foi vice do bandido preso Sérgio Cabral Filho – que, merecidamente, é destaque nas páginas policiais do país – durante um período relativamente grande, de 1º de janeiro de 2007 a 03 de abril de 2014, portanto, 07 anos e 03 meses. Não é possível que “Pezão 54” não sabia de nada, não sabia das falcatruas, não sabia das relações espúrias do seu chefe, do então governador Sérgio Cabral. Vá enganar outro. No mínimo foi omisso, em troca da ascensão no poder.

O vulgo “Pezão” também foi Secretário Estadual de Obras do Rio de Janeiro na gestão de Sérgio Cabral, no período de 01 de janeiro de 2007 a 30 de março de 2010 (03 anos e 03 meses), quando acumulou o cargo com o de vice-governador. É muito poder junto em duas áreas estratégicas, do ponto de vista da pavimentação da estrada da corrupção por onde o carro arrecadador de Sérgio Cabral passaria, sem obstáculos e sinais de trânsito.

A experiência política do vulgo “Pezão” não para por aí. Ele foi prefeito da cidade de Piraí, onde nasceu em 29 de março de 1955, por dois mandatos, no período de 1º de janeiro de 1997 a 1º de janeiro de 2005. Piraí é um município da Microrregião do Vale do Paraíba Fluminense, na Mesorregião do Sul Fluminense, no estado do Rio de Janeiro – acesso via Dutra.

Pois bem, com todo esse currículo político, o vulgo “Pezão” não foi capaz de resolver o problema da falência do Rio de Janeiro, ou evitar que ela acontecesse, porque ele já sabia que era uma desgraça anunciada, sabia que mais cedo ou mais tarde o governo iria mendigar nas portas das igrejas cariocas e, de pires nas mãos, recorreria ao Vaticano de Brasília. Já que as boas línguas dizem que não há, até agora, nenhum ato de corrupção que comprometa o vulgo “Pezão”, então, fica a pergunta: Por que não botou a boca no trombone e apontou na direção do músico desafinado, o bandido do Sérgio Cabral? Por que se omitiu o tempo todo?

Ontem (26/01), em Brasília, o vulgo “Pezão” assinou “Carta de Intenções” com o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, concordando com o documento que estabelece duras regras ao governo do Estado do Rio de Janeiro para que o implorado socorro financeiro seja dado pelo Palácio do Planalto. Para que isso se torne realidade, o vulgo “Pezão” depende da aprovação do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (que pode antecipar a realização do programa) e, sobretudo, da aprovação da matéria indigesta por parte da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). A crise fiscal/financeira do Rio de Janeiro (que já afetou o tráfico de drogas e outros comércios ilícitos e, na consequência, o crime organizado autorizado), tem duas causas primárias: 1ª Má gestão; 2ª Corrupção sistêmica. As duas se entrelaçam.

O vulgo “Pezão” não pode se eximir de responsabilidade, mas é justamente o que ele está fazendo. A meu sentir, o herdeiro direto do bandido Sérgio Cabral deveria renunciar a bem do povo, antes que tenha o mesmo destino do ditador fascista italiano Benito Mussolini, assassinado a tiros em 28 de abril de 1945, e o seu corpo levado para a cidade de Milão e pendurado de cabeça pra baixo numa viga de metal na Praça Piazzale Loreto (Piazza Quindici Martiri). Vamos pagar pra ver.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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