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Política

Brasil inconsertável – 5ª parte

Brasil inconsertável – 5ª parte

Amigos leitores, eu começarei este artigo fazendo uma pergunta. Qual a visão de futuro que o governo quer ter se ele não consegue enxergar o presente, ao tempo em que subestima os problemas que o rondam a todo o momento?

Vá saber! Só sei que os reais interesses do país encontram-se numa cápsula de congelamento dificultando a discussão e, portanto, aguardando alguém compromissado com a ética pública para resgatá-los e propor soluções.

Tenho dito que notícia é tudo aquilo que não se sabe, fatos acontecidos; quando divulgados viram informação. A imprensa está aí para cumprir o seu papel de informante, levando à opinião pública, na velocidade exigida, o que está acontecendo no nosso país, e deixar que a população forme o seu próprio juízo de valor a partir das informações recebidas, ainda que não palatáveis. Os tempos estão mudando.

Crise econômica, crise política e crise ética. O atual governo, que usou esta trilogia nefasta para afastar definitivamente Dilma Rousseff da presidência da República, caiu na mesma armadilha, perde força a cada dia e não sabe como se desvencilhar dela. Nesse sentido, o governo começa a dar sinais de que pode ser vitimado por ele próprio. Ameaça pular do 20º andar, e ninguém lá embaixo para assistir ao suicídio. Será que todos são farinha do mesmo saco? Será que algum político se arrisca a atirar a primeira pedra? Sobram fariseus e faltam Marias Madalenas.

Uma curiosidade paira no ar. Será que na votação do ‘pacote anticorrupção’ que está marcada para acontecer amanhã, terça-feira, 29 de novembro de 2016, no plenário da Câmara dos deputados, aparecerá algum político fariseu com coragem suficiente e disposto a apedrejá-lo? O pecado original do pacote é a criminalização atemporal do Caixa 2 (acompanhado dos crimes correlatos), de modo que os políticos corruptos não perdoam a iniciativa popular, que o criou, e o Ministério Público Federal, que o defende.

Ora, se está em discussão um pacote anticorrupção é porque se admite que a corrupção continuará na esfera política. Isto quer dizer que se os políticos corruptos não cessarem a prática, então precisaremos de mecanismos para inibi-los. Lembro que a pena de morte não acabou com os homicídios. Por que essa marca de biscoitos vende muito? Porque eles estão sempre fresquinhos! Por que esses biscoitos estão sempre fresquinhos? Porque vende muito!

É uma situação que nos faz pensar. Estamos queimando neurônios, discutindo o sexo dos anjos e colocando em xeque a nossa capacidade de análise. O pacote anticorrupção pode ser comparado com um tapete persa que queremos colocar na sala sem antes acabarmos com as goteiras do telhado.

O sistema está podre, corroído a partir das suas bases, e essa é uma realidade da qual não podemos fugir. A meu sentir, estamos tapando o sol com a peneira, na medida em que o melhor pacote anticorrupção se resume em 06 (seis) pontos básicos, tão somente. Este seria o melhor dos mundos para que tenhamos um novo Brasil que dê orgulho às novas gerações: 1º. Fim do foro privilegiado (Artigo 5º. Caput da Constituição Brasileira); 2º. Crimes políticos, de qualquer espécie, imprescritíveis e inafiançáveis; 3º. Afastamento imediato do político do cargo público na constatação da prática de crime e/ou delitos, sem direito a vencimentos até a conclusão do processo penal/administrativo; 4º. Acabar com ações recursais, com prisão em caso de condenação em 1ª. Instância de Justiça; 5º. Aplicação de penas máximas a cada crime tipificado; 6º. Renovação no nível de 100% de todos os cargos eletivos, com recall a cada dois anos de mandato e, portanto, fim da reeleição.

Augusto Avlis

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Sobre augustoavlis

Augusto Avlis nasceu no Rio de Janeiro na metade do século XX. Essa capital foi antes o Distrito Federal e o Estado da Guanabara. Profissionalizou-se em Marketing Operacional e fez parte, como Executivo, de multinacionais do segmento alimentício por mais de três décadas, além de Consultor de empresas. Formado em Comunicação Social, habilitou-se em Jornalismo. Ocupou cargo público como Secretário de Comunicação. Hoje dedica-se às atividades de escritor e cronista.

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